O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Judiciário
Em atenção à notícia publicada no dia 20 sob a manchete ACM diz que Velloso é deselegante, expresso minhas considerações. O Poder Judiciário tem sido alvo injusto de premissas impróprias lançadas pela CPI do Senado. Muito além de seus propósitos constitucionais, a CPI abraçada pelo senador Antonio Carlos Magalhães pode macular a instituição Poder judiciário, abrindo feridas na própria perpetuação do estado de direito.
Não sou contra a investigação oportuna e necessária contra alguns maus juízes, promotores e advogados; igualmente endosso a apuração de outras irregularidades (nepotismo, superfaturamento etc.) - porém sou sim, radicalmente, contrário à velada intenção de impingir, generalizadamente, máculas ao Judiciário como um todo. As injustas informações de que o Judiciário é o reino da podridão não pode atingir o poder constituído, mas tão-somente alguns de seus menos respeitados integrantes, como aliás ocorre com frequência nos demais poderes.
As setas atiradas contra o ilibado ministro Carlos Mário da Silva Velloso (Folha do dia 20) demonstram, na real verdade, que o Senado pretende impor barreiras à necessária independência do Judiciário, que é inadmissível no estado democrático, como pretendemos ser. Deixo consignado meu protesto às considerações do senador Magalhães sobre o ministro Velloso, que por certo, no exercício pleno das funções de presidente do STF, resgatará o Judiciário deste período de turbulência. Ademais, o tema deselegância, dificilmente pode ser debatido pelo senador.
- EDUARDO DUARTE FERREIRA, Londrina
Comemorar o quê?
O nome Brasil vem da madeira cor de brasa. O pau-brasil foi, até acabar, a primeira riqueza extraída do Brasil para colorir a vida dos europeus. Brasil, última e extensa fronteira agrícola, celeiro do mundo, dono das maiores reservas de água potável, dono de imensas reservas minerais, dono da maior biodiversidade terrestre, grandioso e cobiçado. Quem é seu dono? Aquele que mais explora? Nós aqui, os estrangeiros lá fora, continuamos saqueando, em nome do progresso, esta rica terra. Quase 500 anos de colonização se passaram, motivo de comemoração? Alguns milhões de índios a menos, alguns milhões de litros dágua poluídos, milhões de animais a menos, milhões de árvores a menos. E milhões de brasileiros com fome, sem emprego, sem lar, bêbados, drogados, iludidos.
Assustados, acordamos do pesadelo? Essa terra se chama Brasil. Os povos que aqui viviam e que estão em extinção, são índios? E o que restou das florestas e dos animais, e a selva? Pára tudo. Vamos reconstruir nossa história, vamos redefinir as coisas, começar uma nova história. Os povos da floresta ainda podem nos ajudar, assim como as plantas e os animais. É urgente parar a destruição e sem perder tempo aprender da natureza.
- DANIEL STEIDLE, Rolândia
Análise crítica
Sou leitor da coluna de Pedro Ribeiro, na Folha do Paraná, via Internet, e parabenizo-o pela maneira correta e profissional, bem como das críticas feitas à economia, aos maus empresários, aproveitadores, ao péssimo desempenho dos políticos que estão precisando urgente nos fazer uma visita e copiar coisas simples que dão certo para a sociedade, ou resta senão vontade política para melhorar as coisas para o cidadão, pagador das mazelas cometidas em nosso nome. Refiro-me também às boas notícias publicadas em notas curtas, mas de efeito às vezes devastador.
- PAULO NOGARI, Coral Springs/Flórida, Estados Unidos
Acidentes
A reportagem Como evitar acidentes publicada no dia 17 em Folha Cidades, é para todos nós de grande importância, pois estamos expostos diariamente a acidentes de trânsito. Devemos nos conscientizar principalmente de nossas próprias atitudes. No momento estou no Japão, cujo sistema de trânsito é um tanto diferente do Brasil, mas a finalidade não poderia ser diferente da nossa também. Aqui a conscientização é ainda o primeiro passo para educar o motorista no trânsito e consequentemente evitar acidentes. Boas idéias devem ser copiadas.
- MILTON ISSAO SASAHARA, Aikawa, Japão
Aos poderes públicos
Está evidente que a situação brasileira em relação à educação é caótica. Todos podem ver, ouvir e sentir isso. O problema é que apenas ter consciência da situação não é o suficiente para melhorá-la. Atualmente, o Brasil está investindo em muitas coisas: moeda, multinacionais, criar ótimas relações com os países desenvolvidos, entre outras. Mas não investe em educação.
Será que existem interesses por trás dessa falta de investimentos? O que se sabe é que a capacidade de compreensão é o princípio de uma consciência sobre a situação em que essas pessoas vivem. Sendo assim, fica fácil acreditar que para certas pessoas, certos poderes, essa consciência não é bem-vinda.
Não é fácil viver num país onde as crianças, ao invés de estarem na escola, estão trabalhando ou mendigando ou mesmo matando. Onde grande parte da população não conhece suas capacidades e vive apenas pensando no que vai ter para (ou se vai) comer no jantar. Isso mostra que para se pensar em um país melhor, precisa-se fazer uma reforma nesta sociedade já estruturada. E que um bom começo é pela educação, já que ela é o alicerce para uma nação mais justa e consciente.
- BRUNA FUSCALDO, estudante, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





