O leitor escreve
O leitor escreve
Ensino religioso
Um dos assuntos mais complexos e, ao mesmo tempo, importantes e prioritários, é a relação entre o ensino religioso e o Estado e a respectiva formação de professores para esse fim. Acima de tudo, para aprimoramento da própria educação, como um todo, entendida como um sistema essencial para o futuro deste país. Neste sentido, a religião deve fortalecer o caráter do futuro cidadão, sua personalidade, oferecendo-lhes meios de se conhecer melhor, de um entendimento cada vez mais amplo, de si mesmo, do outro e do mundo.
Assim, o professor religioso deve estar devidamente preparado para não apenas ensinar religião pela religião, mas como um reforço para o desenvolvimento humano do aluno. Sabemos da pluralidade religiosa no Brasil, consequência do próprio processo étnico, da tradição colonizadora e dos costumes. Às vezes, até mesmo o aspecto contraditório entre as religiões é uma característica em nossa formação. Por essas razões, há uma evidente pluralidade de orientações exatamente diante da liberdade que a própria lei confere ao ensino religioso, o que torna imperioso que seja feita a normatização deste ensino.
Por isso mesmo, tem de ser alguém com uma postura democrática, consciente de que, por meios do ensino religioso, é co-responsável pela formação do cidadão, daqueles que ditarão o futuro deste país. Assim, o ensino religioso no fundamental das escolas públicas, como em qualquer escola, deve ser desenvolvido de acordo com o contexto próprio, real, e sempre em função das necessidades sociais e comunitárias. Acima de tudo, entregue com o equilíbrio razão, embora, talvez como tudo na vida, está, como escreveu Jerald Willian, no coração, e não nos joelhos. (em O Do Cabo do Diabo, I).
- MAGNO DE AGUIAR MARANHÃO, reitor de universidade no Rio de Janeiro
Ganha mas não leva
Parece que virou moda promotores de eventos saírem de fininho na hora da premiação. A propósito das notícias de que o 3º Fest Cine Vídeo de Curitiba talvez não seja realizado por falta do pagamento dos prêmios aos vencedores da edição anterior (Folha Dois do dia 6), gostaria de fazer uma pergunta a Eloyr Doin Pacheco, organizador do 1º (e último) Salão de Humor de Londrina, realizado em novembro de 1996, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura: cadê o prêmio? Estamos aguardando a publicação dos trabalhos em um livro, como foi prometido. O pior é que não houve sequer comunicação aos vencedores. Fiquei sabendo através de amigos que leram nos jornais. Faltou humor neste salão. Uma tristeza!
- WALTER NEY ALMEIDA RÊGO, Londrina
Polêmica (1)
A respeito do ultimo artigo do jornalista Walmor Macarini, só tenho a dizer que a salada que ele fez foi tão grande que só peço misericórdia de Deus para ele. Walmor, para se falar sobre o Deus Altíssimo precisa muito estudo, muita oração e principalmente muita comunhão (intimidade) com Ele. Tenho certeza que você é um ótimo jornalista. Mostre-nos sua capacidade com artigos cujos assuntos você domina plenamente. Tenho certeza, ficaremos muito satisfeitos.
- SORAIA DE OLIVEIRA, Londrina
Polêmica (2)
É triste vermos alguém querendo comentar algum assunto que não domina. Conhecer e saber interpretar a Bíblia não é tarefa somente de pessoas com um alto nível de estudo. Conheço pessoas analfabetas que colocariam Walmor Macarini no bolso nesta área, pois crêem nela como palavra de Deus. Confesso que é triste ver idéias como estas, mas a única coisa que posso fazer é orar para que um dia, Walmor, você abra os olhos e entregue sua vida ao Senhor Jesus.
- MARCELO FABRIS, Icaraima
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