O leitor escreve
A cebola
Por que e para que a grande fornalha, se pequena lenha não queima cebolas? Ora, acender a lenha para o pequeno Wagner, Pedro e Maria Helena é fogo visto nos idos colloridos. Viajemos para um passado não muito distante, nos tempos dos anões; do SIVAM; da ferrovia Norte/Nordeste e nos lembremos daquela fogueira, suas brasas e suas cinzas! Bem lembrado que podres só caem as laranjas, jabuticabas e outras frutinhas. Por que a quebra do sigilo bancário destes e não dos senadores e funcionários do Banco Central, envolvidos com a venda dos títulos públicos? Entendemos ser correta a CPI quando aplicada sem privilégios. Em caso contrário jantaremos o conceito da parcialidade e imparcialidade. Não se vende a fruta sem autorização do responsável pelo pomar.
Como também que os negociantes só compram e vendem o que é posto no mercado. Não aprendemos diferente disto. Quem autorizou o pedido para a venda dos títulos? Quem vendeu já se sabe, quem intermediou também. Nem todas as cabeças pensam iguais, mas pensamos que tudo foi negociado com autorização dos que detinham poder para tal, ou seja, alguns do Senado Federal. Tem de se tirar a cebola podre do meio da réstia para que as outras não fiquem bichadas. Negociantes, laranjas, prefeitos e governadores apareceram, mas quem autorizou o negócio não. Collor caiu, mesmo sendo absolvido das acusações que o derrubaram. João Alves correu e a polícia não pegou. Agora, quando dizem que neste país só vai preso o pobre, o que o povo deve pensar? Acreditamos no relator da CPI e também sabemos que uma andorinha não faz verão, mas esperamos que neste caso pegue fogo no Senado Federal também. Se um laranja ficou com mais de 100 mil, com quanto ficaram aqueles que autorizaram as vendas? Esperamos pra ver.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Jaguapitã
Moção de aplauso
Estamos encaminhando à Folha de Londrina moção de aplauso, subscrita por todos os vereadores de Cornélio Procópio, aprovada por unanimidade em reunião ordinária realizada dia 11. Ela foi proposta como reconhecimento pela brilhante matéria publicada por ocasião do aniversário de Cornélio Procópio.
- RUY SCHIMMELPFENG SAMPAIO, presidente da Câmara de Vereadores de Cornélio Procópio
Procura-se
Até os seis anos de idade (1961) morei com meu pai, minha mãe e três irmãos. Ele bebia muito e um dia chegou do serviço e logo foi para o bar, levando-me junto. Lá bebeu e fez com que eu o acompanhasse. Depois disso mamãe separou-se dele. Meu avô foi buscar-nos para morar com ele. Andamos muito tempo a cavalo até chegar à casa dele. Ele plantava amendoim e batata. Mais tarde fomos residir num vilarejo perto de Alpercata, Minas Gerais. Minha mãe não tinha boas condições financeiras para sustentar a mim e meus irmãos. Isso a levou a deixar-nos na casa de algumas pessoas por algum tempo e prometeu buscar-nos quando melhorasse sua situação.
Um dia mamãe saiu comigo e deixou-me com Joaquim dos Passos e esposa, Joaquina dos Passos, e foi embora. Dali fui levada pelo filho daquele casal. Ela tinha epilepsia e chamava-se Alencar Sobreira e ele, Virginio dos Santos Passos. Moravam no sítio de Eugênia, em Alpercata, onde mamãe sempre nos visitava. Dizia que logo iria me buscar. Um dia esse casal e toda a família foram residir em Itapevi, próximo de São Paulo. Fui também, para auxiliar nas tarefas da casa. Nunca mais vi minha mãe, porque eles não deixaram o endereço com ninguém.
Aos 17 anos estive de passagem por um dia em Alpercata, mas fui impedida, pelos irmãos de Virginio, de procurar minha família. Eles tinham medo de me perder, pois estavam comigo irregularmente. O nome da minha mãe é Maria Gomes Barbosa e do meu pai, José Barbosa. Dois dos meus irmãos chamam-se Maria das Graças Gomes Barbosa e Paulo Gomes Barbosa. Não lembro o nome de outra irmã, a caçula. Meu endereço é rua Neusa Domingos Nascimento Vasconcelos, 42, Vila Aurora, CEP 06657-120, telefone (Jairo): 607-7887, Itapevi, SP
- LAURIDES GOMES BARBOSA, Itapevi
Vale
A diretoria do Clube Militar, do Rio de Janeiro, enviou aos seus 14.200 associados o questionário de pesquisa sobre a privatização da Vale do Rio Doce e da Petrobrás. O resultado até agora, com 3.200 respostas computadas, é: 69,58% contra a privatização da Vale; 28,37% a favor da privatização da Vale. 64,04% contra a privatização da Petrobrás; 33,45% a favor da privatização da Petrobrás. Além disso, 64,23% dos associados querem o Clube Militar na batalha contra a venda da Vale e 60,21%, também em relação à Petrobras.
- RICARDO MARANHÃO, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás
Respeito aos mortos
Só agora fiquei sabendo, através de exemplar que me enviou o amigo Bernardo Cabral, senador pelo Amazonas, da catilinária do jornalista Fernando Jorge contra Paulo Francis. Em 502 páginas, Fernando Jorge, polemista emérito, diz o diabo de Francis nesse livro agressivo, eivado de adjetivos cruéis, que recebeu o título: Vida e obra do plagiário Paulo Francis - o mergulho da ignorância no poço da estupidez. Esse libelo saiu três meses antes da morte de Francis. Por muito pouco, Fernando Jorge estaria impedido eticamente de publicá-lo. Não seria nem humano atacar um morto. Por isso não direi palavra sobre o que li. O juízo que sobre ele fizesse, agora, poderia parecer covardia diante a impossibilidade de qualquer resposta. Não me convenceu Fernando Jorge com os exemplos citados que Francis tenha sido um plagiário. Enganos, erros e chutes são outra coisa. Chamá-lo de apedeuta é algo brega! E mais não digo. Que Francis durma o sono dos justos e dos injustos.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Correção
As fotos do vereador Salvador Francisco e do delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, José Roberto Morel, foram trocadas na edição de domingo, em matéria publicada à página 4 da Folha Paraná.
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