O leitor escreve
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O cólera e o óbvio
O cólera chegou a Curitiba, depois de semear o pânico no Litoral, com mais de 300 casos confirmados. As autoridades reconhecem a existência de cerca de 30 casos suspeitos na Capital. Suspeito significa, quase certamente, que o problema é real.
O cólera é uma doença que viceja onde as condições de saneamento são precárias. Atinge com maior probabilidade as pessoas debilitadas ou mal alimentadas. É por isso que o cólera praticamente não existe nos países desenvolvidos, sendo, por outro lado, bastante comum na África e nas regiões mais pobres da América Latina. É o que se pode chamar, se recorrermos a um termo não muito correto, de doença do Terceiro Mundo.
Terceiro Mundo... as palavras chocam, ainda mais quando associadas a Curitiba, onde que toda uma população se acostumou a ser retratada (em jornais, revistas e até telenovelas) como cidade de Primeiro Mundo, exemplo de planejamento urbano para todo o Brasil.
E, no entanto, aí está. Já estamos convivendo com uma doença que depende, para sua proliferação, de condições como a falta de saneamento básico. E sabemos que, apenas em Curitiba, cerca de 700 mil pessoas vivem nessas condições.
O secretário municipal da Saúde de Curitiba, Luciano Ducci, ressalvando que as 30 pessoas suspeitas de ter contraído o cólera dispõem de saneamento básico, possivelmente acredita que dessa forma pode tranquilizar a população. Não é bem assim. A doença subiu a serra, como era esperado, porque é impossível evitar o contato entre as populações de Curitiba e Paranaguá. Mas, uma vez em nossa cidade, não há nenhuma razão para acreditar que ela vá ficar confinada aos bairros que dispõem de saneamento. Pelo contrário: todas as probabilidades são de que o cólera atinja com mais violência os bairros carentes de Curitiba.
Chama a atenção a forma como as autoridades estaduais e de Curitiba estão tratando o problema. Há necessidade de uma ampla campanha para alertar a população do perigo representado pelo cólera e dos meios de se evitar a contaminação. Mas não é isso que se vê. Talvez porque dar muita importância ao cólera signifique escancarar os olhos do povo para uma grave realidade: O Paraná, Curitiba inclusive, tem-se mostrado um terreno fértil para a proliferação de doenças infecciosas.
Negar essa verdade óbvia é uma atitude ineficaz, que não cura o cólera nem evita prejuízos políticos. Melhor seria admitir os fatos, mas isso é difícil para quem sempre acreditou que a propaganda é a alma do negócio.
- NATÁLIO STICA, vereador pelo PT em Curitiba
LEC
Ao Tubarão só restam dois caminhos: morrer na praia ou nadar e vencer a maré. Caso não haja uma união coletiva da cidade, como já foi feita em outras ocasiões, será impossível resistir à crise financeira. É muito fácil criticar os moradores da cidade pelo fracasso do time, mas quem irá ajudar um time que só existe para sustentar meia dúzia de aproveitadores que todas as vezes vêm com aquela conversa fiada de emprestar dinheiro e no final acabam roubando o patrimônio do clube que são os seus jogadores. Marcos Alexandre, Caldarelli e outros, onde está a prestação de contas? Ao vereador Célio Guergoleto a minha admiração por tentar fazer do Londrina uma coisa séria, com os pés no chão, para levarmos o Londrina ao lugar que ele merece.
- ROGÉRIO GOMES PEREIRA, Londrina
Jesus Cristo
A respeito do artigo Desapegar-se de Jesus de autoria do jornalista Walmor Macarini, publicado dia 9, gostaria de mostrar, embora não seja um teólogo, que algumas frases objetivamente asseveradas na opinião manifestada sobre Jesus carecem de um mínimo de conhecimento do único registro confiável a respeito da vida e dos objetivos para os quais o Cristo veio ao mundo na forma de homem. Aliás, por um ponto de vista, único foi o objetivo: a salvação da humanidade.
- PAULO ROGÉRIO HEGETO DE SOUZA, Londrina
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