O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Reflexão
Criticar-nos a nós mesmos, questionar erros passados e os possíveis desacertos do presente, e assim continuamente perpetuar a busca incessante da verdade, da pureza e da perfeição. É possível que não nos tornemos perfeitos. Todavia, haverá, sem dúvida, mudança exemplar em nosso comportamento. Tais reflexões nos fazem recordar que praticamos erros ontem e, portanto, impõem-nos o dever e a obrigação de acertar hoje, sob pena de nos envergonhar cotidianamente nos erros do amanhã. Gradativamente precisamos adquirir habilidade para manusear os bons livros, tirar proveitos vitalizadores, de cujas descobertas robustecer o intelecto, dignificar o pensamento positivo racional que faz o ser humano aproximar-se do divino. Especialmente quando o livro em questão for a Bíblia Sagrada.
Essa busca do saber aproxima-nos do amor, da compreensão e propicia maravilhosas descobertas. Mesmo porque o homem sem conhecimento é preso aos costumes, às eresias e às superstições. Não sabe direcionar a si mesmo. Não segue a luz do seu próprio caminho. Não pesquisa e não busca conhecer a verdade. Isto é prejudicial à concepção das idéias e ao discernimento entre o certo e o errado.
Por que o dom da palavra e a razão foram negados aos outros animais? Mesmo assim, eles se harmonizam entre si em cada espécie. Estranhamente, o homem se contende, se embrutece e se aterroriza. Sua arrogância, seu orgulho e sua avareza tal qual tatuagem cheia de escórias, mancham a feição humana, descaracterizando a imagem e a semelhança de Deus.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina
Só com pistolão
Encontramos três espécies de regime prisional: fechado, semi-aberto e aberto. Regime fechado é o cumprimento da pena privativa de liberdade em estabelecimento de segurança máxima ou média; regime semi-aberto, o cumprimento se faz em colônia penal agrícola, industrial ou similar; regime aberto, o cumprimento será em casa do albergado ou outro estabelecimento adequado (podendo ser até a própria residência do apenado).
Estamos com um caso daqueles em que o aprisionado responde ao processo (com virtual condenação pois trata-se de réu confesso) e a família nos solicitou a transferência da Delegacia de Polícia (onde está há mais de três meses) para a prisão provisória do Ahú, e mesmo com a transferência já determinada pelo Juízo das Execuções Penais, não se consegue remover o preso, tendo recebido do funcionário encarregado da remoção uma promessa de que em sessenta dias, aproximadamente, seria efetivada. Indagamos ao funcionário se não seria possível abreviar o tempo da remoção, afinal perto de cem dias sem qualquer contato com luz solar, sem visitas condignas da família, etc., e o funcionário respondeu: Ir para a penitenciária antes disso, somente se tiver um bom pistolão...
Reflita-se, a população vem aumentando nos últimos vinte anos e não se observa qualquer expressivo investimento em construção de presídios. É como se a sociedade estivesse tentando conter um rio com uma taipa. Em breve transbordaria ou o rompimento seria inevitável. Já ouvimos muitas coisas, mas preso necessitar de pistolão para ir para a penitenciária encerra um paradoxo revelador de que ninguém está interessado em tentar resolver a complexa equação criminal.
- ELIAS MATTAR ASSAD, presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas.
Ônibus
No Terminal Urbano de Londrina tomei, às 10 da manhã, o ônibus nº 2132, linha 601, parador Acapulco, da Transporte Coletivo Grande Londrina. Jornal debaixo do braço, sentei-me no banco. No meio do trajeto observei algo novo para mim: veículo limpo, parava com segurança, sem socos e solavancos e desenvolvia velocidade compatível com a legislação. Surpreenderam-me a prudência e respeito para com os passageiros. Até li tranquilamente o jornal. O motorista era Aurevi Vieira. Felicito-o e a todos os motoristas que dirigem como ele os ônibus, dentro e fora da cidade, assim como a empresa, que dá condições de trabalho decente aos funcionários. Aurevi Vieira é exemplo real e feliz de cidadão brasileiro responsável e cristão, que respeita e executa as regras, em benefÍcio próprio e do londrinense.
- NEUZA MARIA LEITE MARQUES PEREIRA, Londrina
Correção
O reitor da Unicentro - Universidade Estadual do Centro-Oeste - vem mui respeitosamente solicitar a esse conceituado órgão de comunicação que faça a devida correção das informações contidas na matéria sobre o reconhecimento da Universidade, publicada na página 2, da Folha Paraná, edição de hoje (ontem), sexta-feira. Na referida matéria consta o seguinte texto, atribuído a este reitor: Gomes disse ainda que o reconhecimento não veio antes por falta de pressão política das administrações anteriores.
Diante de tal publicação afirmo que em nenhum momento fiz tal declaração à repórter que me entrevistou. Se o tivesse feito estaria sendo incoerente com as inúmeras entrevistas dadas a jornais, emissoras de rádio e televisão, onde destaco que houve empenho de todas as lideranças políticas da região no processo de reconhecimento, incluindo-se aí, evidentemente, os titulares de administrações anteriores. Lamentamos que tais notícias sejam veiculadas de forma equivocada e não refletindo a verdade.
Diante do exposto, solicitamos que tais informações sejam corrigidas o mais breve possível, como forma de evitar que a Unicentro seja envolvida em conflitos políticos, uma vez que como instituição pública representa todos os segmentos da população. Sem mais, agradecemos o apoio que recebemos da Folha de Londrina no decorrer do processo de reconhecimento e apresentammos nossa distinta consideração.
- CARLOS ALBERTO GOMES, reitor da Unicentro, Guarapuava
NOTA DA REDAÇÃO - O reitor Carlos Alberto Gomes tem razão. A frase atribuída ao reitor da Unicentro foi dita, na verdade, pelo prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko (PSDB). O erro foi da Redação.
Canto lírico
A diretoria da Associação do Canto Lírico do Norte do Paraná, impulsionada com o sucesso alcançado em todos os eventos realizados no ano que passou, vem a público manifestar sinceros agradecimentos pelo apoio recebido por parte da imprensa local e regional. Gostaríamos de continuar contando com o mesmo apoio nas atividades que continuarão ocorrendo neste ano, em fase de preparação, com os quais buscamos atingir aos mais variados tipos de público.
- WALKYRIA FERRAZ, presidente da Associação de Canto Lírico.
Cadê?
Cadê o toucinho que estava aqui? O rato roeu. Cadê o rato? O gato comeu. Cadê o gato? Fugiu pro mato. Cadê o mato? O fogo queimou. Cadê o fogo? A água apagou. Cadê a água? O boi bebeu. Cadê o boi? Está amassando trigo. Cadê o trigo? A galinha espalhou e o vento levou? (Folclore infantil, tão antigo e tão atual, de autor desconhecido).
- GUSTAVO LESSA FILHO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





