O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Cólera
A propósito do editorial O desafio da cólera, publicado na edição de 5 de abril (segunda-feira) da Folha de Londrina/Folha do Paraná, impõem-se alguns esclarecimentos, a saber:
1) O governo do Paraná não demorou em reconhecer a realidade; tão logo foi identificado o primeiro caso da doença, mediante a realização dos exames laboratoriais necessários, o governo deflagrou uma campanha maciça de prevenção à cólera e de esclarecimento à população, particularmente a de Paranaguá e de todo o litoral do Estado. Os primeiros procedimentos foram adotados no dia 26 de março, ao ser identificado o primeiro caso da doença. Isso foi estabelecido cinco dias antes da vinda da sanitarista Rejane Maria de Souza Alves, do Ministério da Saúde, que chegou a Paranaguá em 31 de março.
2) Constatado o primeiro caso de cólera, o governo e a prefeitura prontamente iniciaram a mobilização dos hospitais e 13 unidades de saúde de Paranaguá para o adequado atendimento às pessoas atingidas pela doença.
3) Da mesma forma, o governo determinou um plano de vigilância ambiental permanente para identificar os rios, córregos e canais contaminados pelo vibrião.
4) Estabeleceu-se também um cordão sanitário em torno do foco da doença, para impedir que o vibrião seja transmitido para outras regiões do Estado.
5) Está sendo proporcionado atendimento emergencial à população que habita a área em que foi detectado o surto de cólera.
6) Desde o primeiro instante, a divulgação das informações sobre o surto de cólera foi a mais transparente possível, adotando-se os devidos cuidados para se evitar alarmismos desnecessários.
7) O governo do Paraná tem adotado programas de saneamento urbano que contemplam investimentos em várias regiões do Estado, inclusive o litoral, em que pese o fato de a política de saneamento básico, em Paranaguá, ser de responsabilidade do município, e não do Estado.
- SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
Bosque
Durante os três meses do verão, eu, pacientemente, repeti à minha filha de 4 anos, todos os sábados de manhã, em nossos passeios, que ela não podia brincar no parque infantil nem na quadra de esportes do Bosque porque aquilo estava sendo arrumado e, quando o serviço terminasse, haveria mais brinquedos e mais conforto. Por sorte, ela nunca me perguntou por que era preciso fazer aquela reforma em plenas férias escolares.
Finalmente, em março, foram inaugurados o novo parque infantil e a nova quadra. Mas continuei embaraçado perante minha filha. Como explicar-lhe que os brinquedos do parque infantil - os mesmos de antes - tenham demorado três meses para ser pintados? Como justificar que ela não pode usar o escorregador recém-pintado do centro do parque, porque o metal está podre como antes, e os próprios funcionários do parque acharam por bem interditá-lo, com medo de que alguma criança saia dali com tétano? Como provar à minha filha que as novas tabelas de basquete da quadra não precisavam ter vergado em tão pouco tempo de uso, se tivessem sido feitas de um material que aguentasse o peso de uma bola, digamos assim, de basquete?
Vendo-me em apuros, gostaria que nossos caríssimos administradores me ajudassem a responder estas perguntas. Poderiam aproveitar e informar: Quanto aquela obra nos custou? Quem foi o engenheiro que dimensionou o prazo de três meses para uma simples pintura? A conservação da parte podre do escorregador fazia parte do contrato ou saiu de alguma mente que, à última hora, achou que estava preservando a nossa história? E as tabelas de basquete, foram feitas para se jogar basquete ou alguém esqueceu de colocar uma placa proibido jogar basquete? Nossas crianças merecem mais respeito. Nós, contribuintes, também.
- FRANCISCO AMARO, jornalista, Londrina
Estradas
Mais uma vez os jornais do Estado publicam no primeiro dia útil pós-feriado o já tradicional banho de sangue nas principais estradas do Paraná. Enquanto isso, a turma que anda de avião, incluindo juízes, políticos aproveitadores, inclusive ex-governadores que quase nada contribuíram para diminuir este problema, fica inventando CPI(s) e outras coisas para retardar o progresso e as tão necessárias obras de duplicação, e quem perde com isso como sempre é o povo, alguns infelizmente com a própria vida. Aos envolvidos os nossos parabéns, afinal um dia isso vai ser cobrado de vocês.
- ALVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
Barulho
Os moradores do centro de Londrina foram surpreendidos na madrugada deste domingo de Páscoa, com um trio elétrico de milhares de watts de potência, acordando a todos com cânticos e palavras de ordem, partindo de algum grupo religioso. Uma agressão ao direito de privacidade, ao direito ao descanso. Aos cidadãos que tiveram essa péssima idéia, e que de cima de sua ingenuidade devem estar pensando que agradaram em cheio, sugiro que não repitam o ato em outras festas. Se quiserem fazê-lo é seu direito, porém onde não violentem a liberdade alheia. Podem fazê-lo no campo, ou em um retiro espiritual. Não obriguem outros cidadãos a acordar irritados de madrugada, violados em sua privacidade.
- DECIO LUIZ GAZZONI, Londrina
Correções
- A foto da capa da Folha do Paraná de domingo, 4 de abril, que chamou para as matérias de comemoração da Páscoa de várias nacionalidades, registra a ceia de uma família de judeus em Curitiba, e não de ucranianos, como dizia a legenda. A cena é do primeiro dia de comemoração do Pessach (Páscoa judaica), com jantar especial entre as famílias. Na imagem, o professor de História e Hebraico da Escola Israelita Brasileira do Paraná, Sérgio Feldman, exibe a bandeja denominada Keará, com os alimentos significativos da Páscoa, durante jantar em família.
- Diferentemente do que informaram a chamada de capa do Primeiro Caderno e a matéria de abertura da página 3 do caderno Folha Esporte, o Londrina Esporte Clube comemorou ontem o seu 43º aniversário, e não o 53º. A data correta de fundação do clube é 5 de abril de 1956.
- O Dalai Lama (Oceano de Sabedoria, conforme a tradição do budismo tibetano) Tenzin Gyatso teve seu título religioso e honorífico grafado incorretamente na página 7 do primeiro caderno da edição de ontem da Folha.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





