O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Professores esclarecem
Analisando a entrevista concedida pela sra. Alcyone Saliba, Secretária da Educação do Paraná, publicada dia 29, neste conceituado jornal, consideramos que idéias corretas sejam difundidas, levando a ações coerentes e historicamente necessárias. A respeito do que foi afirmado sobre separar a questão do sindicato da questão dos professores, lembramos que a APP - Sindicato e professores seguem interligados por terem os mesmos objetivos e anseios. Esclarecemos ainda que estamos em sala de aula por responsabilidade e profissionalismo, dando ainda um voto de confiança ao governo, o que não significa que estamos satisfeitos com a nossa situação.
Precisamos, em caráter de urgência, ver resolvidas as questões da: hora atividade; 1/3 de férias não pago; saúde; fundo rotativo; plano de cargos, carreira e salários; desconto da mensalidade da APP. Sabemos que o governo conhece as dificuldades. Ignorá-las ou fingir que não existem, sem enfrentá-las, pode permitir a curto prazo que o tempo corroa a credibilidade que ainda lhe resta.
- LUIZ VARGAS PRUDÊNCIO, diretor, e professores do Colégio Estadual Prof. Newton Guimarães, Londrina
Senso crítico
A cada dia que passa fico mais convencido de estarmos perdendo o pouco que nos resta de senso crítico. Aquilo que vem impresso nos jornais ou é mostrado pela televisão assume, para a esmagadora maioria do povo, ares de verdade absoluta, aceito sem um mínimo de reflexão. Há pouco assistimos a acerbadas discussões quanto ao procedimento a ser tomado pelas autoridades em relação a algmas raças caninas apodadas de assassinas etc. Deputados federais e estaduais, vereadores e políticos envolveram-se no problema; jornalistas e políticos em geral lançaram-se à aventura de discutir o que não conhecem, sempre apresentando conclusões como sendo o supra-sumo da verdade.
E ninguém se dá conta da irrelevância do assunto face aos problemas econômicos nacionais, estes sim, de sérias e profundas implicações na vida de todos nós, gostemos ou não de cães. Ninguém questiona ou busca (com a tenacidade de um pit bull, por exemplo) os responsáveis pelo aumento da criminalidade e da violência em nossos centros urbanos. Ninguém incentiva o grande público a engajar-se numa campanha permanente pela moralidade na administração em todos os níveis, exigindo a transparência das contas públicas. Ninguém se insurge contra a vergonhosa e inadmissível troca de favores que vem, com força crescente, tornando-se a regra de ouro da política e permeia até mesmo as relações do poder público com a imprensa, essa mesma imprensa que se arvora em expressão da opinião pública.
Estamos, pouco a pouco, perdendo o senso crítico, a nossa capacidade de gritar contra os desmandos, venham eles das autoridades ou daqueles movimentos ditos populares, o que nada mais são que o braço ostensivo de poderes (nem tanto assim) ocultos. E isso, sob todos os aspectos, é lamentável.
- OSMAR JOSÉ DE BARROS RIBEIRO, Maringá
Sinalização
Gostaria de aproveitar a discussão sobre as mudanças na sinalização em Londrina. Acho que muito poucas, de todas estas mudanças, foram proveitosas para a melhora do fluxo nas ruas. Vejo que todas as mudanças têm o objetivo de reduzir a velocidade média dos veículos (como foi comentado a respeito da sincronização da onda verde de acordo com uma velocidade estabelecida), mas que, em vez de tornarem as ruas mais seguras, estão causando engarrafamentos desnecessários. Os semáforos ciclovisuais são ótimos, desde que instalados em locais que os justifiquem. Ora, existem muitos cruzamentos na Rua Maringá que não necessitam de semáforo, devido a um fluxo de carros muito pequeno.
A respeito de semáforos desnecessários, cito um instalado no Parque Ouro Verde, no cruzamento da Av. Winston Churchill com a rua que dá acesso ao Conj. Ruy Virmond Carnascialli. É um semáforo completamente inútil, de três tempos, que só prejudica o fluxo principal na Avenida Winston Churchill, principalmente nos horários de pico, além de aumentar o risco de assaltos no período noturno. Digo inútil porque, muitas vezes, não há um carro sequer cruzando a Avenida quando o semáforo fecha para o fluxo da Av. Winston Churchill. Será que queremos diminuir os acidentes, ou queremos lentificar o já complicado trânsito central com estas modificações?
- ALYSSON ZANATTA, Londrina
PAI (1)
O excesso de propaganda quanto à instalação e inauguração do Pronto Atendimento Infantil está causando essas filas. O prefeito precisa fazer o seu marketing, mas acho que exageraram um pouco. Os postos de saúde ficaram obsoletos demais perto do que falaram. As mães, com certeza, vão procurar o PAI, pois se os recursos são mais modernos não vão perder tempo nos postos de saúde, vão direto ao PAI.
- JAIR KIST, Londrina
PAI (2)
A comunidade precisa compreender que o PAI veio para somar, não para substituir os postos de saúde. Portanto, é necessário ter consciência de que os serviços oferecidos nos postos continuam sendo prestados. Londrina tem um ótimo conceito em termos de saúde pública. É certo que existem reclamações, muitas verdadeiras, outras nem tanto. Enfim, a comunidade precisa colaborar, o serviço está iniciando e tem tudo para ser mais um serviço de qualidade a engrandecer Londrina, desde que não sejamos insensatos a ponto de compremeter a qualidade do serviço pela nossa própria incompreensão.
- EDVALDO OLIVEIRA, Londrina
Correção
- Na edição de ontem da Folha2, página 3, foram trocadas as fotos da secretária de Cultura do Estado, Lúcia Camargo, e da artista plástica Eliane Prolik.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





