O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Carta ao governador
Excelentíssimo senhor Jaime Lerner, governador do Estado do Paraná: Estamos estarrecidos com a notícia de mais uma fazenda produtiva invadida no Norte do Estado por marginais que dizem pertencer ao MST. Vimos, por meio desta, pedir a V. Exa. providências imediatas para acabar com o banditismo que impera em nossa região, principalmente agora que o Paraná alcança os mais altos índices de produtividade divulgados pela imprensa.
Estamos trabalhando arduamente para dar ao Estado o recorde da produção de grãos dos últimos tempos e mais uma vez somos surpreendidos pela ação ilegal dos que acabam de invadir uma fazenda produtiva - a Transval, em Querência do Norte, às vésperas da colheita de milho. Enquanto V. Exa. goza das belezas da pátria de seus antepassados, nós, agricultores, continuamos lutando contra as intempéries - e se não bastasse, temos ainda outro advsersário: as constantes invasões às nossas propriedades.
Se, por acaso, num gesto de desespero, algum agricultor fizer Justiça pelas próprias mãos, V. Exa. será o único responsável pela consequência que possa advir desta atitude. Portanto, solicitamos providências urgentes da polícia, porque isso é um caso de polícia, na devolução da Fazenda Transval aos proprietários, que são os donos da terra há mais de 30 anos.
Nós, da Sociedade Rural do Paraná, esperamos que V. Exa. cumpra o que prometeu no nosso recinto, no último dia 5 de março, na presença do vice-presidente da República, Marco Maciel, e faça com que a Justiça seja cumprida em nossa região. Esperamos que as providências sejam tomadas pelos órgãos competentes antes de seu retorno ao Brasil.
- FRANCISCO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná
- WALTER MARINHO FALCÃO, diretor Administrativo Financeiro
O pai, e a mãe?
Escrevi para esta coluna, dia 13, questionando a respeito da falta de escola em Londrina para excepcionais. Perguntei aos vereadores, aos deputados, ao prefeito, à Igreja, porém não houve interessado no assunto. Estamos ainda vivendo um clima festivo da inauguração de mais um posto de atendimento a todas as crianças, de 0 a 12 anos, um complexo fantástico, equipamentos e profissionais invejáveis, merecedor de aplauso, orgulho e agradecimento da sua população. Uma grande obra de uma grande administração - o PAI. Muito bem. Por que agora não pensar em a MÃE. Poderia se chamar Mega Atendimento a Excepcionais. Ou qualquer título. Não importa.
Falta escola para essa gente. Uma pessoa portadora é sempre uma criança. Necessita urgente de acompanhamento especial. Existe um número incalculável em Londrina sem escola. Fica em casa 24 horas por dia sem qualquer atividade. Sente-se discriminada pela sociedade. As famílias não têm estrutura para educá-la. Por que não aproveitar esta bênção divina, como sempre diz o prefeito, o melhor momento da nossa história, e lembrar de abrir uma porta, um espaço para quem tanto precisa. Tanto o Pai como a Mãe é um retorno do sacrifício do seu povo em benefício do seu próprio povo.
- VALDIR TREVISAN, Londrina
Apoio ao Pai
A União de Mulheres de Londrina, entidade sem fins lucrativos que objetiva fomentar a maior participação da mulher londrinense em todas as instâncias da sociedade, exercendo de fato sua cidadania, vem a público manifestar apoio ao Pronto Atendimento Infantil (PAI), iniciativa louvável do prefeito Antonio Belinati. Ao prestar atendimento gratuito, integral e de qualidade às nossas crianças, ininterruptamente, com localização acessível a toda a população, o PAI vai evitar muita peregrinação de pais e mães pela porta dos hospitais, proporcionando segurança e garantindo mais tranquilidade à comunidade londrinense. Como mulheres e mães reafirmamos nossa fé num Pai que cuide da saúde dos nossos filhos.
- ALZIRA LOPES RIBEIRO, presidente da União de Mulheres de Londrina
Wellington
Temos sido abalados, ultimamente, com sucessivas notícias de violência. A última, o sequestro que vitimou o jovem Wellington, nos deixou perplexos diante da demonstração da maior falta de respeito com a pessoa humana. Até onde chegaremos nessa descida vertiginosa de violência que envolve a população do planeta? O que acontece com o homem, que compete com as feras na sua bestialidade? Elas são movidas pelo instinto de conservação, para saciar a fome e não possuem a capacidade de discernir entre o certo e o errado. Já o homem, considerado o ser mais evoluído da escala animal, ataca o semelhante por ambição, por ganância. Wellington teve uma orelha arrancada não pela dentada de um pitbull mas por um ser humano igual a ele - um seu irmão. Não desanimemos. Ainda há seres nobres dentro da multidão, que se comprime no mundo.
- REGINA SCHLEDER FERREIRA, professora em Curitiba
Correção
- A matéria A água potável fica cada vez mais escassa no País, de Ulisses Capozolli, publicada na edição de domingo, contém erros técnicos não corrigidos pela edição. Quando a matéria tratou das reservas estimadas de águas subterrâneas brasileiras a medida saiu grafada como 112 bilhões de mO, quando o correto é 112 bilhões de m3. As reservas de água são medidas, evidentemente, em metros cúbicos. O texto saiu incorreto também quando tratou de áreas ocupadas pelos reservatórios dos aquíferos naturais. Ao invés da medida kmN, leia-se, naturalmente, km2. Assim, quando abordada a produção de água potável no Estado de São Paulo, por exemplo, leia-se 12 litros/segundo por km2 e não 12 litros/segundo por kmN, como foi incorretamente publicado.
- Na matéria Crianças têm deformação anatômica, publicada ontem no Caderno Curitiba, leia-se que exames foram realizadas na glândula tireóide.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





