O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Bonilha explica
Surpreendido com o intempestivo e extemporâneo pedido de cassação de meu mandato pelo médico Antônio da Costa Funfas Neto (Médico pede a cassação de Bonilha, notícia publicada dia 26), baseando-se em processo julgado e arquivado por inconsistente, manifesto minha estranheza a respeito e reafirmo as declarações que fiz à imprensa. Nem uma culpa me foi atribuída por pretensas nomeações que teria feito à Comurb e que teriam envolvido também os colegas Carlos Kita, Célio Guergoletto, Jorge Scaff e do próprio Jacy Aguiar, que nega qualquer interesse no presente episódio, embora seu nome fosse envolvido, afirmando em defesa própria que nunca viu pessoalmente o meu antagonista quando dele, ao que consta, foi companheiro de escola.
Se alguma incorreção nas nomeações - causa da presente celeuma - tivesse ocorrido certamente deveriam responder por elas quem, na época, tinha poder de decisão; no caso os diretores do órgão. O dr. Antônio Funfas, no último parágrafo do item 1 do seu libelo contra mim, e contra mim somente, se antepõe à decisão da Câmara por haver determinado o arquivamento do processo, como se ele fosse o Senhor do tempo e da razão. A hora difícil que o País atravessa reclama de todos uma postura voltada para o trabalho, e não tomada de posição com a qual, pelas circunstâncias, se pretenda desviar o foco das atenções de um problema para outro, que tem conotação bem diferente. Sinto-me imune à orquestração que, injustificadamente, se assaca contra mim.
- ORLANDO BONILHA, vereador, Londrina
Funfas contesta
Em relação ao caso Comurb, em cuja matéria fui citado, tenho a declarar que não concordo com a decisão paternalista tomada pelo plenário da Câmara de Vereadores, quando da formação da CEI, visando a analisar o caso, e como recentemente foram contratados os serviços do advogado Adyr Sebastião Ferreira para normatizar a avaliação das faltas cometidas pelos vereadores de Londrina, achei por bem defender meu patrimônio (o salário dos vereadores é pago com dinheiro dos impostos que pagamos) e a dignidade de Londrina. Solicitei que dentro dessas novas normas fosse retomado o processo de avaliação e apuração das faltas cometidas pelo sr. Orlando Proença Bonilha.
Quanto à alusão do sr. Bonilha a um possível relacionamento meu com o sr. Jaci Aguiar, afirmo que sequer conheço esse vereador. Os srs. Orlando Bonilha e Jaci Aguiar, que está sendo acusado no escândalo do leite, devem ser submetidos às mesmas normas e, se for o caso, ter os mandatos cassados, desde que existam provas concretas. No caso do sr. Orlando Bonilha, as provas estão documentadas na 10ª Vara Cível da Comarca de Londrina e são de domínio público. Existem também depoimentos do seu então braço-direito e assessor pastor Góes. No caso do sr. Jaci Aguiar, desconheço provas concretas. É dever da Câmara apurar.
Vereadores exercem cargo público da maior importância, pagos com dinheiro público. Os destinos da cidade estão em suas mãos. Eles devem representar condignamente a sua cidade e munícipes e não seus próprios interesses. Todo cidadão deve fiscalizar os atos dos vereadores.
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, Londrina
Professores
Nem Mister M seria capaz de desmascarar a mágica de sobrevivência dos professores remunerados com menos de R$ 300 em início de carreira, enquanto os mais graduados em escolarização, currículo e tempo de serviço, prestes a se aposentar, terão um vencimento mensal um pouquinho superior a R$ 600. No dia 20/3, um grupo de professores protestou na Boca Maldita, em Curitiba, contra a indigência de seus salários de fome. Pleiteiam ao pouco operante Lesgislativo Estadual vencimentos compatíveis e justos. Dentre os quesitos, queixam-se do não pagamento do adicional de 1/3 de férias, do Vale Saber/98 e do Fundo Rotativo destinado mensalmente às escolas. Também penalizados, aos mestres que se aposentaram em nível inferior ao atual sistema de reclassificação, restou recorrer à Justiça para reaver seus direitos. A meta é obter ganho de causa com setença judicial favorável, porquanto o Estado deverá reclassificá-los no nível compatível e com vencimentos devidos. Desmotivados salariamente, sem equipamentos condizentes, os professores reagem contra a ingratidão modorrenta dos que foram eleitos por seu voto, e que não cederem nem mesmo um pouquinho para reabilitar a sucateada escola pública.
- JOSÉ A. FIORI, Curitiba
Colapso e advertência
Mais uma vez a natureza deu alerta ao homem, por tudo que tem tem sofrido de degradação e devastação. No Brasil, foi dia 11 de março, pelo colapso energético, onde mais de 95 milhões de pessoas ficaram às escuras. Ministros e técnicos reuniram-se para justificar o apagão. Chegaram ao consenso de que o causador fora um raio na substação de Bauru. Enquanto isso, no Cairo, especialistas da ONU reúnem-se para concluir o que todos sabemos, que em 2005 faltará água potável para 2,5 bilhões de pessoas no Terceiro Mundo.
O homem chegou à Lua e agora busca água em Marte, Saturno e Plutão. Pagará caro por isso. Difícil mesmo é acreditarmos que os governantes não têm nenhum interesse na colocação da disciplina de Educação Ambiental nos currículos escolares para as crianças. Vale lembrar: na Austrália, no Dia Mundial das Águas, a Natureza deu o troco e ventos de 300 km/h, inundaram cidades, destruíram vilas e povoados, deixando o ser humano sem luz, água e telefone.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





