O LEITOR ESCREVE
Vigia baleado
Em primeiro lugar gostaria de parabenizar a ‘‘Folha de Londrina’’ e o colega, jornalista Osmani Costa, pela série de reportagens sobre Violência que, semanalmente, tem sido publicada no ‘‘Caderno Londrina’’. Matérias estas que dão ciência aos leitores dos fatos a que todos estão sujeitos no dia-a-dia de uma cidade. Não cabe aqui analisar o porquê de tanta violência. Mas sim refletir sobre o box ‘‘Vigia Baleado Tenta Recuperar a Sensibilidade’’, da matéria ‘‘Atenção! Isto é um Assalto’’, publicada dia 19. A reflexão é para tentar procurar respostas sobre a situação do vigilante José Leite, que no ano passado, quando tinha 27 anos, foi baleado por assaltantes de banco, no cumprimento do seu dever e, que em decorrência do fato hoje - aposentado por invalidez - está paraplégico.
Segundo a matéria, José Leite garantiu que recebeu tudo o que tinha direito da empresa de segurança em que trabalhava, o seguro da Previdência Social e muito apoio, inclusive material, do Banco do Brasil, dos colegas e do Sindicato dos Vigilantes de Londrina. José Leite também relata que há alguma esperança de voltar a sensibilidade e se movimentar e que para isso necessita de recursos financeiros para tratamento especializado. Levando em consideração estes e outros fatos ocorridos com o vigilante citado na matéria - ele não tinha condições ideais de trabalho, no momento do assalto (agência já tinha sido assaltada, apenas um vigia de plantão na hora do almoço, ausência de porta eletrônica detectora de metais, não usava colete à prova de balas; ele evitou o assalto, salvando vidas e prejuízos ao banco; e que existe esperança de ele voltar a ter uma vida normal - uma pergunta se faz necessária. Afinal, quem seria responsável em pagar o tratamento especializado que José Leite necessita?
Como não tenho resposta faço outras perguntas. Seria a comunidade londrinense? O Banco do Brasil? O Sindicato dos Vigilantes de Londrina? Os colegas de banco? A empresa em que trabalhava? O seguro? A Previdência Social? Ou seria José Leite? Fica aqui registrado um convite para que a comunidade, as autoridades e os leitores reflitam e tentem responder.
- MARILENA AZEVEDO, de Londrina.
Eficiência
Dia 18, por volta das 22h3Om, fiz um chamado à Polícia Militar de Londrina por suspeita de roubo em minha residência. Em menos de dois minutos deparei com três viaturas atendendo a ocorrência. Percebi naquele instante a eficiência dos soldados no cumprimento do dever, digna de ser registrada. Ação rápida e louvável desempenho. Externo agradecimento aos soldados que atenderam minha solicitação e parabenizo-os por essa e outras atuações, muitas vezes despercebidas dos nossos olhos.
- WILSON OSSAMU FUGIWARA, Londrina
Precatórios
Você daria procuração para pessoa viciada em jogos, desregrada e desorganizada, que proporcionasse a ela poderes para que pudesse dispor livremente dos seus bens? Em condições normais de sanidade, é evidente que não. Então por que o Senado aprovou, com anuência do Banco Central, a emissão dos títulos para pagamento dos chamados precatórios, sem as evidências necessárias de onde aqueles recursos seriam aplicados? Por falta de procedimento de controle interno. O mínimo que se poderia exigir para que a aprovação fosse dada é a comprovação da existência dos precatórios, tão elementar quanto uma empresa se dispuser a pagar um fornecedor somente mediante confirmação de que o produto comprado foi recebido e estava em boas condições, sem o que jamais efetuaria o pagamento.
A aprovação de um valor total para Estados e municípios emitirem os títulos da dívida pública, ainda que esse valor esteja dentro dos limites permitidos, não poderia, em nenhuma hipótese, ser efetuada sem comprovação da existência dos precatórios vencidos. Se, num ambiente de controle de operações informatizadas, um diretor que detém uma senha que lhe permite efetuar movimentação de recursos financeiros da empresa libera irresponsavelmente essa senha para um funcionário fazer determinada transação e este, por sua vez, acaba perpetrando fraude, de quem é a culpa? Quem é o criminoso?
Criminoso é o que praticou a fraude. Mas ele a teria praticado sem conhecimento da senha? Evidente que não. Logo, aquele que permitiu a fraude, ainda que por irresponsabilidade e/ou incompetência, é tão culpado quanto aquele que a praticou. As práticas de controle interno estão ao alcance do Banco Central e do Senado - sugerimos que sejam implementadas. Com os recursos materiais e humanos à disposição dessas instituições é possível fazer para o país aquilo que fazemos para proteger nosso patrimônio. Temos que tratar a coisa pública como se fosse nossa.
- CLÓVIS MADEIRA, Curitiba
Bárbaros
Devemos repudiar veementemente a forma como aqueles manifestantes de
Ibiporã se comportaram, destruindo
o Posto da Polícia Rodoviária e
danificando a Delegacia de Polícia,
órgãos públicos construídos pelo Estado
com nossos impostos, para propiciar segurança, não se permitindo a nenhum baderneiro depredá-los. Será que se precisássemos, num domingo, de voluntários para trabalhar na solução das tantas mazelas que afligem especialmente as pessoas mais carentes de Ibiporã, poderíamos contar com tanta gente e tanto arrojo? Entristece-me o ocorrido, porque sempre acompanhei a história e o desenvolvimento de Ibiporã e sou testemunha do interesse de uma plêiade de pessoas honestas e bem intencionadas em fazer da cidade um exemplo de progresso, de cidadania, de justiça e de ordem.
Ibiporã, no início da década de 80, enfrentava sérios problemas de segurança pública, que foram contornados graças ao trabalho árduo e sério das Polícias Militar e Civil, que contaram com o apoio das pessoas ordeiras, do empresariado, dos vereadores e dos prefeitos de então. Hoje, cai por terra todo esse trabalho! Ibiporã é uma cidade estruturada sobre sólidas e invejáveis bases culturais, dotada de excelentes escolas, de um dos melhores teatros do Paraná e é privilegiada por se achar localizada próxima de Londrina, onde desfruta de ótimos estabelecimentos de ensino superior. Por isso o que ocorreu domingo último não condiz com a tradição da Ibiporã que conheço. Ibiporã perdeu muito com o ocorrido neste ‘domingo negro’, mostrando ao Brasil e ao mundo um lamentável espetáculo típico da Era Medieval, quando as ordas invadiam povoados, incendiavam-nos, matavam os inocentes e saqueavam tudo que encontravam! Que horror! Que vergonha!
- PEDRO MARCONDES, Londrina
CORREÇÃO
No caderno Folha Informática, que circula hoje, há uma informação incorreta. Na matéria de capa, onde se lê ‘‘operando com 9 gigabytes de memória RAM’’, leia-se: operando com 9 gigabytes de winchester.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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