O Leitor Escreve
Justiça não tarda nem falha
São poucas as vitórias que hoje em dia os servidores públicos podem comemorar. Mas quando elas acontecem, enchem-nos de júbilo e certeza de que os brasileiros calados e sofridos sabem o que é certo e justo, mesmo contra a torrente avassaladora. A vitória tem outro sabor porque arriscamos mais, não nos vendemos, nem compramos pessoas. A luta dos fiscais do Estado do Paraná contra a lei que, a despeito do repúdio manifestado por toda a sociedade organizada, introduziu nódoa de luto na valorosa história de trabalho da Receita do Estado, finalmente, e em tempo recorde, acaba como devem acabar as cruzadas dos que têm fé: vitoriosa.
Conforme notícia em primeira mão trazida pelo patrono da causa, Dr. Aristides Junqueira, a Ação Direta de Inconstitucionalidade, cujo relator foi Ministro do STF, Maurício Correia, teve a liminar acolhida, por unanimidade, em julgamento ocorrido dia 18. Certamente não será motivo de orgulho dos nossos legisladores, da douta Comissão de Constituição e Justiça do então deputado Joel Coimbra que a presidia, do nosso governador e do secretário de Fazenda, que nos escarneceram ante justificativas de impedimento legal da medida e do nosso apelo dramático pela restauração da moralidade do serviço.
Nós, do sindicato, e todos aqueles que perseveraram na Assembléia Geral do dia 12 de dezembro, aqueles que se descobriram do véu do interesse particular e pediram justiça, estamos de parabéns. Parabéns aos senadores Jader Barbalho e Roberto Requião, que deram guarida à nossa proposição de ação judicial, ao patrono da causa, Dr. Aristides Junqueira, pelo belíssimo trabalho, parabéns aos líderes das entidades representantes dos contribuintes e a OAB-Seção do Paraná, que acreditaram e lutaram pelo Fisco. A Justiça não tarda nem falha.
- ELISABETE MARIA RUSCHE, presidenta do Sindicato dos Agentes Fiscais do Estado do Paraná, Curitiba
Saúde
Sábado à tarde, após concluir meus afazeres domésticos, sentei-me para descansar e ler a Folha. Sempre fico satisfeita com a qualidade do jornal, porém na edição de sábado, caderno Folha Cidades, página 2, chamaram-me a atenção as reportagens sobre a Saúde em crise. O secretário estadual da Saúde fica irritado com os prefeitos e um pedido de verba no valor de R$ 120 mil. Contrapõe R$ 30 mil. Na mesma página, onde pacientes acusam o Hospital Evangélico de cobranças, o secretário de Saúde de Londrina alerta as pessoas para não pagar e fazer denúncias na sua Secretaria, alegando que o povo tem o direito constitucional de atendimento gratuito à saúde.
Para aceitarmos a tese dos secretários, teríamos que concluir que todos os dirigentes de hospitais e os médicos são mentirosos e desonestos, que o SUS paga muito bem, cobre totalmente o custo com o atendimento ao paciente. Para que haja gratuidade alguém tem que pagar. Se é um direito constitucional a quem compete criar as condições para o cumprimento dele? Aos médicos? Aos dirigentes hospitalares? Ao governo? É muito triste ver os valores maiores do ser humano, como direito à vida, à dignidade, tratados desta maneira. Não está na hora de a saúde merecer tratamento mais sério?
- VALÉRIA GALLÃO, Cambé
Oscar
Ao menos nos restou a dignidade. Desde que me entendo por gente e que sou apaixonado pela sétima arte não me lembro de uma cerimônia de entrega do Oscar tão detestável. Até discordo de alguns jornalistas que dizem que as premiações foram uma surpresa; na verdade a Academia não surpreendeu ninguém pois acabou premiando os filmes medianos, esnobando os melhores e, claro, o que eles sabem fazer de melhor: bajular uns aos outros. Acho até que os melhores foram os esnobados, Jim Carrey, por exemplo, foi impagável com sua ‘‘pseudo-revolta’’, nossa excelente Fernanda Montenegro fez cara de que já sabia que aquilo não ia dar em nada e que não precisa de uma reles estatueta para saber que era, juntamente com Cate Blanchet, a melhor atriz. No fim das contas papel ridículo fez o pobre Roberto Begnini que passou mais por bobo da corte do que por melhor ator. Felizmente a nós brasileiros, que nos sentimos injustiçados, restou a dignidade de sairmos bem aplaudidos pela platéia da cerimônia - o que prova que pelo menos a platéia do Oscar tem bom senso!
- JAMES FRANKLIN CIMINO, Londrina
Criador e criatura
Meus cumprimentos (à repórter Telma Elorza) por sua redação elegante e fiel ao que lhe falei. Desde já confirmo tudo que foi publicado sobre mim na Folha, dia 21, na página 7 do caderno Folha2, edição de Londrina, sob o título ‘‘Criador e criatura, 15 anos depois’’ - referente aos 15 anos da Orquestra Sinfônica da Universidade de Londrina
- OTHONIO BENVENUTO, maestro, Londrina
Esclarecimento
A Folha2 esclarece ao público que os horários das sessões de cinema em Londrina têm saído de forma correta no jornal. As sessões do último sábado atrasaram em função de uma promoção dos cinemas que distribuíram brindes em sessões anteriores, sendo o atraso responsabilidade exclusiva das empresas exibidoras de filmes.
Correções
- ‘‘Definidos nomes para o Museu da Foto’’ é o título correto da matéria sobre o Museu da Fotografia, publicada ontem à página 2 do caderno Folha2, edição que circula em Curitiba e sul do Estado.
- Diferentemente do que saiu publicado à primeira página da edição de ontem, é o Conselho Nacional de Educação que recomenda ao MEC a anulação do vestibular da Uniandrade.
- Por falha técnica, foi omitido o nome do prefeito de Londrina, Antonio Belinati, na legenda da foto publicada ontem na coluna de Elisiê Peixoto - na edição de Londrina do Folha 2 -, referente ao lançamento da campanha Operação Calor Humano/99.
- Na página 4 do primeiro caderno de ontem, deixou de ser citada, involuntariamente, a presença do presidente da Sercomtel S/A, Rubens Pavan, no texto sobre a posse do novo secretário da Fazenda de Londrina, Ismael Mologni.
- Legenda da foto publicada ontem na página 2 da Folha Economia deixou de incluir o nome do gerente-geral da Makro de Cambé, Wilton de Menezes, na solenidade de reabertura da loja naquela cidade.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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