O Leitor Escreve
Rádio Universidade
As vozes que se fazem ouvir a respeito do ‘‘lixo musical’’ das estações radiofônicas de Londrina, são como pontas de um iceberg que indicam que existe no público em geral, mesmo nas camadas mais humildes, muito bom gosto e uma natural aspiração pelo ‘‘belo’’ que a maior parte dos responsáveis pelas estações de rádio e TV podem perceber. O problema está em que essas organizações radiofônicas não têm nenhum compromisso com a cultura e buscam, quase tão-somente, o lucro fácil e imediato, praticando programações musicais e outras, de cunho popularesco de baixo nível, como uma espécie de ‘‘imprensa marrom’’ do entretenimento. A comunidade tem de protestar mais e pressionar essas organizações e principalmente as firmas patrocinadoras que financiam esses programas horrorosos, esses ‘‘ratinhos’’ da radiodifusão.
Quanto a Rádio Universidade, que, ao que parece, é a única opção que se tem em Londrina, ao se dedicar tanto à música popular, só com um sentido de entretenimento, deixando de lado outras programações muito mais culturais, deixa de cumprir a sua função maior que é de difundir as luzes da ciência e da cultura, do pensamento universitário. Ela deve ser eminentemente educacional-cultural.
Ao que parece, a própria UEL não se conscientizou do grande papel que deve representar a sua rádio e sua futura TV. A atual estação, mal instalada, tendo poucos recursos, está meio escondida lá num cantinho do câmpus e ao que parece, funcionando meio na teimosia de seus encarregados. Nunca ouvimos falar que exista um Conselho de Radio Difusão da UEL que oriente suas atividades. Uma Associação de Amigos, que busque recursos nas leis de incentivos culturais e enfim, maior empenho da própria comunidade universitária. Música de simples entretenimento, programações de cunho mais popular, devem ficar a cargo de outras entidades. Por que não uma emissora comunitária e, quem sabe, outra da Secretaria Municipal de Cultura?
- HENRIQUE MOROZOWICZ, compositor, Londrina
Missões
‘‘Ide e pregai’’(Marcos,16,15). Os quatro evangelistas acentuam a ordem do Mestre. Repetidamente Ele ordenou aos discípulos que fossem e anunciassem o Reino de Deus. E eles foram, fizeram o que o Senhor lhes determinou e operaram maravilhas. E a Missão apostólica se estendeu e, devagar, mas sempre - Deus não tem pressa - atingiu todos os recantos da terra. Cristo não estabeleceu limites à expansão da ‘‘Boa Nova (Evangelho que Ele trouxe das alturas celestes e legou como riqueza divina a todas as criaturas.) Poderiam objetar: são dois mil anos, o mundo conta com seis bilhões de moradores e a Igreja Católica tem somente 900 milhões de adeptos.
Alicerçada nesta palavra a Igreja de Jesus continua missionando. E, em vista do Terceiro Milênio que se aproxima, a Arquidiocese de Londrina realiza as ‘‘Missões Populares’’, que visam aprimorar a vida cristã das famílias e das comunidades. É empenho forte modelar cristãmente seus membros, os batizados. Os missionários, adequadamente preparados, penetrarão, suave e humildemente os lares e manterão cordial diálogo com os irmãos na fé. Haverá sempre resultados bons - de robustecimento da fé, alargamento da esperança, afervoramento da caridade. Elevada e luminosa peleja de evangelização. O Espírito Santo de Deus paire soberano nos espaços londrinenses e alevante nossa cidade para bem mais perto de Deus.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Gaijin II
A primeira página da Folha Dois da Folha de Londrina/Folha do Paraná, do dia 17 de março, com matéria assinada por Elisa Marília Carneiro, foi recebida por mim com um sorriso largo de alegria. A matéria sobre o filme ‘‘Gaijin II’’ causou impacto - por isso, agradeço à Elisa, à editoria e à diagramação - e já recebi a repercussão vinda de Curitiba. Um dos aspectos ressaltados foi que os atores paranaense entenderam que somente os atores que fazem cinema expõem emoções. Não é assim que eu entendo o trabalho do ator. Todos devem se expressar com emoção. Não existe ator de teatro, ator de cinema, etc. Existe o Ator, cuja matéria-prima é a emoção. Mas enfim, ator é um ‘‘bicho’’ sensível por isso são atores. Precisamos deles. Como nós mortais não temos a coragem de expor em público as nossas emoções mais caras (e os atores têm esse privilégio), eles passam a ser profissionais necessários para vivenciar qualquer tipo de sentimento , presenteando-nos com emoções inesquecíveis, que nos fazem rir e chorar.
- TIZUKA YAMASAKI, Rio de Janeiro (RJ)
Pedágio
Está mais do que provado que o caminhoneiro é quem carrega o Brasil ‘‘nas costas’’, e é o mais desprezado. Como não bastasse a proibição de tráfego no sentido interior metrópoles nos domingos e feriados, das 16 às 21 horas (Rodovia Castelo Branco - SP), agora vem o deputado Pastor Oliveira com projeto proibindo o tráfego de caminhões à noite. Talvez como alternativa ele lança a idéia da obrigatoriedade do ‘‘kit vagalume’’. Srs. políticos, usem sua força e poder em benefício do povo. Já que deram de presente as rodovias para os ‘‘consórcios’’, que nem uma terceira faixa construíram.
- WALDIR DE OLIVEIRA, Barbosa Ferraz
Correção
- Diferentemente do que foi divulgado na página 7 do caderno Folha 2 (edição de Londrina) de domingo, a criação da Orquestra Sinfônica de Londrina, há 15 anos, foi idéia do então reitor da Universidade de Londrina, Marco Antonio Fiori. O maestro Othonio Benvenuto foi o primeiro regente da Osuel, responsável pela seleção dos músicos que participaram da primeira formação da orquestra.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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