O Leitor Escreve
Lixo musical
A propósito da carta do leitor Antônio Padilha, publicada dia 18, concordo com quase tudo que ele escreveu. No caso de Londrina, a programação musical das emissoras FMs deixa muito a desejar em razão das poucas opções de que dispomos. Temos duas emissoras cuja programação é bastante parecida, dirigida mais para o público jovem. Em razão disso incluem em sua programação algumas músicas insuportáveis, tipo ‘‘bate-estaca’’, que se prestam exclusivamente para o agito das danceterias. Nestas tais emissoras estão cometendo grande equívoco, pois tudo tem sua hora e lugar. Deveriam, antes, pensar nos outros ouvintes. Além disso, costumam também ter muito besteirol.
Outras duas emissoras também concorrem entre si, apresentando uma mescla de axé, pagode e as tais ‘‘sertanejas’’ em sua programação. Nada a se fazer, pois têm seu público cativo e trata-se de uma questão de gosto musical. Resta a Rádio Universidade FM de Londrina, e é aqui que eu discordo com o sr. Antonio, pois apesar de bem intencionada, esta emissora ainda está muito longe de servir de modelo. Infelizmente seus programadores estão caminhando para os mesmos equívocos que levaram a extinta Rádio Cruzeiro FM a seu desaparecimento.
Algumas boas músicas em meio a outras extremamente chatas. E o que é pior, a maioria das músicas da Universidade FM são MPBs antigas, dando a impressão que estamos em plenos anos 60 ou 70. A regra deveria ser a predominância de músicas atuais entremeadas de outras mais antigas, e não o contrário, como tem acontecido. E onde estão as boas músicas estrangeiras? Será xenofobia ou falta de acervo? Some-se a isso o sinal fraco da emissora, que dificulta ouvi-la no carro em grande parte da área central da cidade. Espero que um dia a Rádio Universidade FM venha a se tornar a alternativa classe ‘‘A’’ da cidade, a exemplo da Rádio Exclusiva, de Curitiba, ou da Opus FM, de São Paulo.
- ANTÔNIO FERREIRA DOS SANTOS, advogado, Londrina
Detran, amigos da chefia
Na segunda-feira, 8 de março, minha esposa e eu estivemos no Departamento de Trânsito para renovação de sua carteira de habilitação. Ficamos em todas as filas, como manda o bom senso, mas, observando atentamente ao lado da sala da chefia, com sua complacência, notei pessoas que chegavam mais tarde e eram atendidas com a rapidez de um relâmpago, sem filas, nem senhas (leia-se lei de Gerson) pelo secretário. Decorridos dois dias, quando voltei até lá para a renovação do documento, fiz as mesmas observações. Pedi explicações se o funcionamento é assim mesmo, porém a chefe não soube me dar. Tentei consultar alguns políticos (presidência da Câmara e vereadores), mas estamos longe das eleições. Se continuar dessa maneira, ou seremos todos, no futuro, amigos da chefia, ou isso vai virar Detran do Rio de Janeiro (programa Fantástico, dia 7).
- ANTONIO ALVES MOREIRA, Londrina
Carrinhos de mercado
Pior que engarrafamento no trânsito é a movimentação de carrinhos em mercado. Não há coisa pior e mais irritante que, nas compras num hipermercado cheio, pessoas que só pensam em si deixam carrinhos no meio do corredor, sem se importar com os outros, que querem passar e não conseguem. Se você pede licença ou empurra o carrinho dessas pessoas para livrar a passagem, geralmente elas olham com cara feia ou, dependendo do caso, até insultam, se achando os donos do mundo. Solicito aos dirigentes desses hipermercados de Curitiba que solucionem o problema. Uma solução seria a pintura de faixas no chão informando que seria proibida a parada de carrinhos no centro dos corredores, somente permitido nas laterais, para escolher e pegar o produto desejado. Quem quisesse bater papo deveria dirigir-se a local de menor movimento. Fiscais especialmente treinados orientariam com urbanidade os clientes. Assim voltaremos a gostar de fazer compras.
- WALTENCIR SANTOS, Curitiba
Casamento
Parabenizo a Folha de Londrina/Folha do Paraná pela reportagem ‘‘Sexo no Casamento’’, publicada dia 12, e a psicóloga Lucianne Fernandes pela forma simples e clara com que abordaram um assunto que atormenta muitos casais. Podemos observar que, à beira do terceiro milênio, casais jovens e de meia-idade possuem enorme dificuldade de abordar este problema. Com o fim da paixão, parece que as pessoas não sabem como conduzir um relacionamento de amor, companheirismo e cumplicidade. Dentro deste universo, observo casais se desmoronando, e se segurando nos filhos, sem coragem de enfrentar juntos o problema. Acabamos vendo o homem e a mulher fugindo desesperadamente nas relações extraconjugais para sentir-se seguros, porém com um sofrimento grande, pois amam seu parceiro. É muito importante o trabalho da imprensa na informação da população que, assim, pode se estimular na busca de ajuda com profissionais adequados.
- TEREZANGELA RODRIGUES DA SILVA, São Paulo (SP)
Araucárias
Parabéns pela reportagem ‘‘Araucárias podem estar geneticamente extintas’’, publicada dia 7. Concordo com o parecer do pesquisador Wilson Loureiro, pena que os faxinais estejam em extinção e com eles as florestas de araucárias. A preservação das matas hoje é muito difícil, uma vez que a situação de quem vive nestas áreas é cada vez mais precária. Em Turvo, tem um Instituto Agroflorestal que precisa de apoio para incentivar a manutenção das araucárias em pequenas propriedades e incentivar seu replantio. Parece que não existe interesse governamental em estudos neste sentido.
- JOSÉ LUIZ F. DA TRINDADE, Curitiba
Correção
- A foto publicada na página 5 do primeiro caderno da edição de ontem como sendo do deputado Geddel Vieira Lima (BA) é do deputado Carlos Apolinário (SP).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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