O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Araucária
Extremamente feliz a reportagem do dia 7 sobre a importância e beleza das florestas com araucária, que, ao mesmo tempo, apontou o estado crítico em que se encontram os mínimos remanescentes deste ecossistema no sul do Brasil. Gostaríamos de parabenizar o jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná pela sensibilidade em dar espaço a este tema que muito pouco tem repercutido na mídia paranaense.
A araucária, além de símbolo dos paranaenses, é a árvore dominante de uma floresta riquíssima em biodiversidade que cobria mais de 75 mil quilômetros quadrados só no Paraná. É vergonhoso constatar que nosso Estado detém atualmente, com boa vontade, cerca de 2% de remanescentes deste ecossistema, destruído inconsequentemente pela avidez e ignorância de uma sociedade alheia à proteção de seu maior patrimônio a natureza.
O leitor talvez não tenha a dimensão da pressão política que existe neste Estado para manter este processo até a queda do último pinheiro. É uma força tão poderosa que só pode vir a ser anulada se pessoas como você reagirem. Gritando. Protestando. Ajudando a preservar nosso patrimônio natural e nossa própria integridade. Seguem alguns pontos para elucidar quais medidas são absolutamente necessárias para que ainda venhamos a ter esperanças de ver os pinheirais sobreviverem:
Imediata aprovação do projeto de Lei número 3.285/92, que define a política de proteção para a Mata Atlântica e estabelece medidas especiais para a conservação da floresta com araucária e aprovação de legislação específica para este ecossistema, no âmbito federal e estadual. Ampla campanha de valorização da floresta com araucária como patrimônio natural e cultural do Paraná, para fortalecer, na população, e principalmente nas crianças e nos jovens, a convicção de que é preciso defender a floresta. Suspensão de todas as autorizações para corte e manejo de qualquer espécie de árvore nas áreas remanescentes de floresta com araucária, devidamente identificadas. Programa de estímulo para recuperação da floresta, conjugado com projetos extrativistas, como por exemplo, a exploração da erva-mate. Apoio aos faxinais, forma de organização coletiva de pequenos proprietários nas regiões sul e centro-sul do Paraná, como sistema de produção agrícola sustentável. Apoio à rigorosa proteção ao Parque Nacional do Iguaçu como área de transição entre a Floresta com Araucária (ombrófila mista) e a Floresta do Rio Paraná (estacional semidecidual). Estímulo à criação de reservas particulares e de alternativas econômicas vinculadas ao turismo em ambientes naturais, nas áreas remanescentes de Florestas com Araucária.
- CLÓVIS RICARDO SCHRAPPE BORGES, diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), Curitiba
Judiciário
Entendo que todos os segmentos da sociedade têm que se reciclar, evoluindo sempre e se adequando às novas necessidades sociais. O Judiciário, o Executivo e o próprio Legislativo não fogem à regra, sob pena de num futuro muito próximo termos uma crise institucional. Todavia, eleger a Justiça Trabalhista como bode expiatório desta crise é deveras um erro de avaliação de quem assim pensa. Ninguém nega que esta Justiça especializada tem que se adequar aos novos tempos. Todavia, extingui-la pura e simplesmente seria um erro brutal.
A Justiça trabalhista é sem dúvida o último reduto que o trabalhador possui para buscar o seu direito, que muitas vezes é vilipendiado pela própria ganância de alguns maus empresários. As divergências e litígios sempre existiram e continuarão existindo, tanto no campo civil, penal, familiar, tributário e trabalhista. Isso faz parte do processo evolutivo de uma nação capitalista. A relação trabalho-capital forma uma simbiose deste próprio sistema. Se acabarmos com essa tábua de salvação do assalariado, aonde irá o proletário se socorrer, quando os seus direitos forem negados?
- ANTONIO FIDELIS, Londrina
Chiquinha Gonzaga
Parabenizo o jornalista Estélio Feldman pela excelente matéria publicada dia 17, na seção Ponto de vista da Folha do Paraná/Folha de Londrina, sobre a minissérie Chiquinha Gonzaga, da Rede Globo de Televisão. É gratificante assistir a um trabalho televisivo que tem respeitado os espectadores com excelente reconstituição da época (final do século 19) do elenco e do trabalho da equipe técnica.
Porém, o que realmente me satisfaz é saber que juntamente com minissérie tem-se contato maior com a nossa História (mesmo que de forma um tanto ficcional), redescobrindo ou até descobrindo aspectos políticos, sociais e artísticos daquele período que nos foi negado durante longos anos pela história oficial. Personagens históricos e desconhecidos, que de sua forma criativa, visionária e persistente lutaram por uma real identidade nacional, sob todos os aspectos. Que no decorrer dos próximos anos possam revelar-se muito mais pessoas como Francisca Gonzaga, que tanto dignificam o País e que lutaram por um Brasil autêntico e melhor. Congratulações ao jornalista e ao seu texto simples e direto.
- NEIVA NAUJOKAT, Londrina
Jabor
Desde que Arnaldo Jabor fez aquela presepada nacionalista na cerimônia de entrega do Oscar, ano passado, que não vejo um artigo seu tão bom. Achei de uma genialidade sua identificação da bunda com o Brasil. De fato, enquanto continuarmos a dar atenção a esses fatos e pessoas irrelevantes, utilizando a justificativa de que essa é a nossa cultura, continuaremos bem atolados naquilo que a bunda faz de melhor...
- JAMES FRANKLIN CIMINO, Londrina
Focinheira
É um absurdo crucificar, ou melhor, colocar culpas em animais que na verdade não têm responsabilidade nenhuma pelas atitudes de seus donos... Estes cães, ditos ferozes, são dóceis quando criados com carinho, e normalmente não oferecem risco nenhum aos seus donos e/ou crianças criadas junto a eles... A focinheira deveria estar na boca de políticos(as), que em vez de trabalharem para gerar empregos, semeiam matérias para obterem notoriedade...
- BRUNO SCHULLER PETTEZZONI, Maringá
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





