Cadeia interditada
Foi interditada e lacrada a cadeia do 5º Distrito Policial de Londrina. Evidente que tal medida gerou consequências. Por quê? Não passava de depósito de presos, em verdadeira afronta à Constituição Federal. E, o pior, com a omissão das autoridades constituídas, visto que tinham conhecimento (Resolução 350/94, de 6/5/94, do Secretário de Segurança do Estado) e nada fizeram, mas sempre postergando com desculpas. Tal situação ainda persiste nas demais três cadeias dos 2º, 3º e 4º distritos policiais de Londrina, gerando a ausência de segurança para a comunidade, para os presos, para o policial que cuida deste, porque delegado não cuida, manda apenas e sem amparo da lei, o que é deveras conveniente. É uma situação insustentável e inaceitável, quer na prática, quer legalmente.
Se a interdição obrigou os demais distritos policiais de Londrina a arcar com mais presos, com certeza, é por pura e única omissão, e que se faz presente (Secretário não determina para a PM a guarda externa das cadeias), das autoridades responsáveis, as quais sempre se omitiram, transferindo para o futuro o intransferível. Omissão é imperdoável. Então, que cumpram apenas a lei, pois a lei não é somente para os inimigos. É para ser observada por todos, precipuamente por aqueles que têm o dever-poder. Cumprir a lei não é privilégio. É obrigação.
- AUGUSTO JONDRAL FILHO, Londrina
Acidente de trabalho
Os acidentes que ocorrem dentro das empresas, no Brasil, são apenas a ponta do ‘iceberg’ dos problemas. Os governos estaduais e federal estão a par da situação, porém nada fazem em relação aos acidentes, embora eles tragam grandes perdas, cerca de 1/5 do Produto Interno Bruto. O governo parece preferir que a Previdência Social se responsabilize pela anomalia social e econômica ao pagar aposentadoria e pensões a milhares de mutilados, embora o problema exista exclusivamente dentro das empresas.
Os acidentes constituem alerta e podemos aprender muito com eles, melhorando as condições de trabalho, aperfeiçoando os métodos, corrigindo desempenho incompatível com o padrão da empresa, otimizando as comunicações, reduzindo as perdas e os níveis de stress, fadiga e doenças ocupacionais. Muitos empresários acreditam que investimento na segurança do trabalho é prejuízo. Negligência na segurança do trabalho é o mesmo que desleixo com a própria saúde.
A reorganização e modernização da segurança do trabalho será a mais importante medida de saneamento e que melhorará sensivelmente a qualidade de vida da sociedade, evitando que no futuro aumente a massa de mutilados por acidente, neuróticos e marginais.
- OLIVAN DE SOUSA, Londrina
Meninos de rua
Pato Branco está dando exemplo ao Brasil ao retirar da rua os menores comprovadamente carentes, dando-lhes comida e escola durante todo o dia e, com apoio da Justiça, obrigando os pais que os mandem à escola integral. Quem comprovadamente não o fizer poderá ir preso. Se Pato Branco tem recursos para tanto, além do entusiasmo e da experiência do prefeito Alceni Guerra, eleito por esmagadora maioria (78%), cabe-nos aplaudir e perguntar: Por que outras prefeituras, Brasil afora, não adotam o mesmo sistema?
Se a Prefeitura conseguir reunir Justiça, Conselho Tutelar, pais e comunidade, além da escola integral, certamente o problema do menor de rua será solucionado. Cidades como Pato Branco, com pouco mais de 50 mil habitantes, podem ensinar ao Brasil uma nova fórmula de lidar com o problema do menor carente que vive na rua. É bom que esse projeto já exitoso seja levado ao resto do Brasil. É de soluções simples, mas eficazes, que o Brasil precisa. E, muito mais ainda, suas crianças marginalizadas. Londrina, Maringá, Apucarana, Umuarama e outros municípios, quem sabe, podem vir aprender com Alceni Guerra essa nova maneira de lidar com o menor de rua.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Doação
Há vinte anos me dedico ao estudo do trânsito. Ao longo dos anos seleciono diariamente artigos sobre o trânsito londrinense. Eles compõem um acervo histórico sobre decisões e complexidades de nossos dirigentes. Atualmente afastada das funções específicas, me mantenho subsidiando esse conjunto de bens que integram esse patrimônio. Na busca de interessados, para aproveitamento, deparo-me diante de descaso e desmotivação. Pessoas sem história não farão história, e sim estória sem consistência alguma.
Na certeza de que devo encontrar algum interessado nessa parceria, estou doando a pretensioso que, como eu, poderá um dia deixar para os futuros londrinenses a nossa história de trânsito e conduzir para um futuro próximo, esperado por todos nós. Coloco-me à disposição desse iluminado.
- JULIETA ARSÊNIO, psicóloga da Penitenciária Estadual de Londrina
Massacre de Ibiporã
Lamentável a tragédia ocorrida dia 9, em Ibiporã, mais precisamente no Posto da Polícia Rodoviária, onde seis policiais despreparados massacraram um cidadão trabalhador, levando-o à morte. O incidente deve ser motivo de reflexão em todos nós, que percebemos que policiais militares estão despreparados para dialogar. Foram cenas horripilantes que devem receber o maior repúdio da população. Esperamos que os envolvidos sejam condenados com o maior rigor e que aquelas cenas não se repitam, principalmente diante dos nossos filhos, que, incrédulos, jamais esquecerão.
- GILMAR ANGELO DE AZEVEDO, Londrina
Amiga inesquecível
Quatro meses sem você em nosso meio, Jacqueline. Sem sua companhia amiga e carinhosa. Sem ouvir uma palavra sincera. Sem sua risada gostosa. Quatro meses de saudade, angústia, sofrimento, dor e, sobretudo, de luta, muita luta. Lutamos para que haja justiça. Jacque, tão bela, tão meiga, tão jovem, com tantos sonhos... você um tesouro, uma preciosidade da vida. Agora nos sentimos privados dessa presença sempre alegre, como diz Renato Russo na canção ‘Os bons morrem jovens’. Jacque, você foi e sempre será minha melhor amiga. Beijos, com muita saudade. Sou amiga de Jacqueline, assassinada com um tiro na cabeça, dia 22 de novembro.
- RENATA DE CÁSSIA RIBEIRO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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