O Leitor Escreve
Lixo musical
A música brasileira sempre foi reconhecida mundialmente graças ao talento de compositores consagrados e de projeção internacional, que conquistaram honrosas premiações. É inadmissível que as emissoras de rádio AMs e FMs, e também as redes de televisão, deixam relegados a um segundo plano cantores, cantoras e grupos musicais de alto nível, dando grande espaço para a submúsica. É uma verdadeira ‘‘diarréia mental’’. Quando não são as duplas sertanejas, que de sertanejos não têm nada, são os grupos de pagode, os axés baianos. Em todas as emissoras, em todos os programas de televisão, lá estão eles. Dá a clara impressão de que existem interesses de gravadoras e emissoras em transmitir uma ‘‘espuma anestesiante’’ na mente das pessoas. Essa avalanche musical de péssima qualidade emburrece o povo.
Nem mesmo no tempo da ditadura militar houve uma imposição musical como atualmente. Até a classe universitária, tida em tempos passados como inteligente, promovia festivais, músicas de protesto de grande sucesso, aderiu à música country americana. É ridículo ver festivais universitários de música country, onde os universitários usando chapelões e vistosas botas saltam como macacos ao som de banjos. As emissoras de rádio precisam cumprir seus objetivos propostos com programações ecléticas, dando espaço a todos os gêneros musicais, dar valor a quem merece.
Aproveito para parabenizar a direção da Rádio Universidade de Londrina, que deveria servir de modelo para as demais emissoras brasileiras.
- ANTONIO PADILHA, Londrina
Roubados e recuperados
Cópia de carta enviada ao Secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira: ‘‘Numa época em que o cidadão do nosso país é levado a acreditar não poder contar com a Polícia, posiciono-me perante v.sa. sobre a Polícia Civil do Estado, especificamente a Delegacia de Furtos e Roubos. Como tantas outras pessoas, fui vítima de assalto em minha residência, no Carnaval passado. Perdi praticamente todos os aparelhos eletrônicos, inclusive meu computador pessoal, de valor inestimável para mim, devido às informações nele contidas. Fui à Delegacia de Furtos e Roubos e, de posse da cópia do Boletim de Ocorrência, voltei para casa com a certeza de que jamais reaveria meus aparelhos.
Para minha surpresa, recebi telefonema do investigador Mário Jorge, pedindo-me para comparecer à Delegacia para apanhar o que me pertencia, visto que os ladrões haviam sido presos e os objetos, quase todos recuperados. De fato, os investigadores, após competentíssimo trabalho de equipe, conseguiram com que cerca de 80% do roubo fosse devolvido. Tendo em vista a soberba atuação da Polícia, deixo registrada minha admiração e agradecimento pelo trabalho desses funcionários públicos e por vezes malvistos por uma população que não faz a menor idéia dos riscos que correm para protegê-la.
Menciono esses nossos servidores, que se desincumbem de suas funções, no mais das vezes silenciosamente, e sem o devido reconhecimento, por nome e com orgulho: superintendente Marcos Antonio Ferreira; delegados Jorge Azor Pinto, Alfredo Dib Junior e Cícero José; investigadores Pedro Milsted, Jesmael S. de Moraes e Mário Jorge R. Couto; e escrivão Gilberto Alves. A eles agradeço a atenção e empenho a mim dispensados. A v.sa. parabenizo pela excelente equipe que trabalha em nosso Estado. São acontecimentos desse tipo que justificam o orgulho que persisto em ter por ser brasileira.’
- ANDRÉA DE MACEDO VALÉRIO, Curitiba
Sonho e realidade
Na primeira semana de aula, certo professor, com o intuito de conhecer seus alunos do segundo ano do curso de Direito, da Unopar, aplicou-lhes um questionário. Tratava-se de perguntas para atestar conhecimentos. A última questão sugeria que o aluno expusesse alguma informação sobre seu sonho profissional, que rumo tomaria uma vez formado em direito, em que área jurídica atuaria, etc. Dentre nós, alunos, muitos se limitaram a dizer que queriam ser juízes. Por razões e fatores diversos não salientaram quase nada ao definir seu sonho profissional.
Não é raro estudantes associarem profissões a imagens que não correspondem de todo à realidade, ou ao que deveria ser a realidade. Há quem sonhe em ser juiz de direito, considerando os bons salários dos magistrados, ou as mordomias concedidas ao Poder Judiciário. Outros consideram ainda os palácios monumentais da Justiça (coisas de primeiro mundo), sem esquecer do status da profissão. Tudo cômodo e confortável. Mas é para isso que estudamos direito?
No questionário respondido nenhum aluno citou seu sonho em fazer da justiça uma realidade plena em nosso país; nenhum falou do desejo que possuía em realizar estudos para levar a justiça até o cidadão mais miserável. Ninguém dissertou sobre seus planos de encontrar uma saída para o problema da superlotação nas penitenciárias. Não houve nem mesmo aquele colega revoltado com a prostituição infantil, com os menores abandonados, com a violência nas delegacias, nada disso.
Queremos ser juízes. De fato é um belo sonho, e quase posso ver-me lá, sentado numa poltrona estofada, terno e gravata, um palacete, tudo muito luxuoso, sobre a mesa meus compromissos (que me fazem um homem honrado, ainda que eu não os honre). Queremos ser juízes dentro dos palácios luxuosos, de preferência bem longe da miséria, da prostituta, do bêbado, bem longe da realidade. Apenas juízes.
- ROBERTO CARLOS SIMÕES GALVÃO, Apucarana
Siate
Após superar os momentos de maior tristeza, pela perda de um amigo e parente, no dia 26 de janeiro, por ocasião da queda de um raio às margens do lago igapó 2, sinto-me na obrigação de agradecer e enaltecer publicamente o trabalho dos homens do Siate, que prontamente e com uma rapidez invejável compareceram ao local da ocorrência. Infelizmente nada mais pôde ser feito, mas valeu.
Sempre os respeitei e admirei seu trabalho, agora os admiro ainda mais. Muito obrigado e que Deus lhes pague.
- WILSON DUARTE, Londrina
Correção
- O nome correto da advogada do senador Roberto Requião (PMDB) é Célia Baron e não como foi publicado na página 4 do primeiro caderno de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. Por questão de espaço, devem conter no máximo 15 linhas. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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