O Leitor Escreve
Hugo Simas
Entre perplexo e estarrecido li na Folha de Londrina/Folha do Paraná, dia 6, que altos funcionários da Fundepar estão propondo a demolição do Grupo Escolar ‘‘Hugo Simas’’, de Londrina. É o edifício escolar mais antigo do Norte do Paraná e custou aos pioneiros muita persistência e espírito de luta a fim de consegui-lo do governo do Estado, na época chefiado pelo interventor Manoel Ribas, que não via com muita simpatia o Norte do Estado. Constituiu feito inédito, e três anos após inaugurado o edifício era cantado em prosa e verso pelo governo do Estado como grande realização efetuada no interior. Por ele passaram as primeiras gerações de londrinenses e de norte-paranaenses, uma vez que Londrina é a capital do Norte do Paraná e município-mãe de mais de 70 municípios.
É lamentável que ainda não se tenha feito o tombamento histórico do edifício e lutado pela sua restauração aos padrões de 1938 quando foi inaugurado. Apelo ao amor pioneiro do sr. João Milanez pelas coisas de Londrina e do Norte do Paraná no sentido de somar esforços para transformar o Hugo Simas em importante marco histórico da vida escolar na região. É preciso salvar o que ainda resta do passado de Londrina, uma vez que se pôs abaixo a sua primitiva catedral, o edifício da Prefeitura, Associação Comercial, Hotel Luxemburgo, garagem da Viação Garcia etc.
- NINGER OVÍDIO MARENA, museólogo de Apucarana
Pedágio
Expresso indignação sobre aumento das tarifas do pedágio, conforme matéria publicada dia 10. Concordo plenamente quando o sr. Aníbal Khury diz que a redução das tarifas se deu ‘‘num momento inadequado, para que o Governador não perdesse as eleições’’. Todos sabemos que foi um feito eleitoreiro. Agora, que deputados do PPB (Divanir Braz Palma), citado na matéria, estejam engajados na luta pelo aumento das tarifas, é inaceitável. Afinal, não foi o PPB que levantou a bandeira na época da campanha eleitoral, se vangloriando de ter sido responsável pela redução do pedágio?
Outro deputado, do PFL (Durval Amaral), disse que ‘‘eventuais alterações de preço podem perfeitamente ser absorvidas pela população’’. Um pequeno engano. A população não tem salário de deputado. Exemplo: família de Cornélio Procópio, cujo chefe é empregado em Londrina, tem salário de R$ 600 por mês. Nos preços atuais gasta, só com pedágio, R$ 93,60, mais de 15% do salário. Isso é justo numa estrada construída com dinheiro do povo? Dor de barriga não dá uma vez só. Nem eleições acontecem uma vez só. Isso de dizer que brasileiro tem memória curta, não é tão curta assim. Haveremos de lembrar os nomes dos que estão contra o povo.
- MARIA APARECIDA MARQUÊS LINCK, Londrina
Agradecimento
Gostaria de cumprimentar a Folha de Londrina/Folha do Paraná, em especial a jornalista Vania Casado, os técnicos do Deral, Richardson de Souza, Vera Zardo e Otmar Hubner pela excelente matéria ‘‘Alta de insumos ameaça lucro da safra’’ pela abordagem séria e que retrata a dura realidade no campo. Espero sinceramente poder continuar a ler matérias com a competência profissional desta equipe.
- ARNALDO COELHO DO AMARAL FILHO, diretor-secretário da Sociedade Rural do Paraná,Londrina
Mamborê
Foi com consternação e evidente desprazer que lemos neste conceituado agente de notícias a reportagem do Sr. José Antonio Pedrialli, jornalista da casa, com o título ‘‘Eu lhe digo, foi um desastre’’, veiculada dia 10, na seção opinião. O referido senhor menciona nossa cidade de maneira equivocada, suscitando margens quanto à nossa capacidade de raciocinar em termos econômicos.
Não plantamos abóboras em Mamborê, senhor diretor, nosso clima é propenso a esta atividade agrícola que, como qualquer outra, seria motivo de orgulho para nós. Mas plantamos soja, milho, trigo entre outras coisas. Temos o maior entreposto da COAMO, a maior cooperativa do Brasil, em nosso município e produzimos aproximadamente 150.000 toneladas desta oleaginosa em 53.000 ha de terras de 1ª qualidade. Nossa produtividade é, de longe, superior à de muitos municípios grandes, estando entre as 10 maiores do Paraná. Somos quase 18.000 habitantes em uma pequena cidade que, entre outras coisas, é pioneira em programas de controle de pragas de lavouras sem uso de pesticidas em parceria com o IAPAR daí de Londrina. Isto demonstra que os nossos ‘‘plantadores de abóboras’’ se preocupam com questões ambientais e questões econômicas, também não lhe parece? Demonstra também que estamos terminando o século XX aqui em Mamborê!
Somos também, senhor diretor, leitores de jornais, livros e periódicos. Um dos veículos de comunicação que mais circulam na cidade, no momento, é a Folha de Londrina/Folha do Paraná e, levados por este motivo, gostaríamos de ver a retratação do articulista que, acreditamos, na empolgação de confeccionar a matéria, nos mostrou aos olhos de quantos leitores leram a reportagem, como pessoas sem cultura e alheias aos fatos que se passam à nossa volta.
Como não se bastasse toda a incerteza que hoje vivemos, às voltas com os problemas de ordem econômica, de crise na lavoura e no comércio, porque aqui, sr. diretor, também sofremos com estas coisas, estamos agora às voltas com gozações baratas e somos motivo de chiste em todos os lugares. Sempre existem ‘‘amigos’’ para nos ligar, até de outros Estados da federação, para nos parabenizar como ‘‘plantadores de abóboras’’.
Naturalmente, e queremos crer, a menção do nome de Mamborê pelo repórter, não teve a menor intenção de fazer ofensa a quem quer que seja na nossa cidade ou no nosso campo, mas que foi infeliz quanto à colocação, lá isso foi.
- HUGO CÉSAR MESSIAS e mais cinco assinaturas, Mamborê
NR. O jornalista José Antonio Pedriali responde: Justa é a indignação dos missivistas, sábia é a explanação sobre as características e potencialidades do próspero município de Mamborê. Mas necessário é ressaltar que este jornalista, ao referir-se a um fictício ‘‘plantador de abóboras’’, imaginava que ninguém de Mamborê se sentiria ofendido porque: 1) não há plantadores de abóbora nesse município e 2) as críticas do artigo em questão são dirigidas ao governo federal. De qualquer forma, rogo que me desculpem pela abobrinha que escrevi.
Correção
- Saiu incompleto o último parágrafo do artigo ‘‘O Dia da Magistratura Federal’’, publicado ontem (16) na seção ‘Espaço Aberto’, página 3. A seguir, a íntegra do trecho citado, relativo à mobilização nacional dos juízes federais.
Assim, a finalidade da mobilização dessa quarta-feira é no sentido de convocar toda a sociedade civil organizada para debate dos temas aqui articulados. Nós, magistrados federais, estamos dando o primeiro passo, exteriorizando nossas verdadeiras intenções, mostrando que não estamos imunes às angústias que afligem toda a comunidade.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup