Uma lei difícil de entender e aceitar é a que estamos verificando no departamento de matemática da Universidade Estadual de Londrina (UEL): professores são contratados por até dois anos e depois são dispensados e substituídos por outros recém-formados, sem experiência alguma no magistério e, quem sabe, com pouco conhecimento do conteúdo a ser ministrado.
A abertura de concurso em março do próximo ano para um recontrato só em agosto poderá proporcionar o retorno de sete professores, com larga experiência de magistério, conhecimento da matéria, todos eles titulados: especialistas, mestres e doutores. Durante cinco meses eles ficam desempregados, enquanto os alunos sofrem os prejuízos de tão absurda substituição. Que lei é essa?
- JOSÉ APARECIDO FIDELIS, Londrina.


Aníbal Khury

Paraná, separatismo nunca mais! Foi exatamente este título dado pela matéria escrita na Folha de Londrina em 6/11/96 pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná. O tema foi de uma perfeita escolha. As coisas comuns do nosso Estado têm que ser tratadas com harmonia e participação de todas as regiões do nosso Estado. Principalmente neste momento em que o Paraná se abre para o mercado externo, com a chegada de grandes indústrias, devemos discutir as concessões feitas pelo governo do Estado, democraticamente, deixando de lado cisões entre o sul e o norte do Estado. Temos absoluta certeza de que nestes dois últimos anos de mandato do Exmo. senhor Jaime Lerner ocorrerá apoio a outras regiões do Paraná, principalmente ao noroeste do Estado, que mais empobreceu na última década e tenta com todas as forças se reerguer com a industrialização. Vejamos o exemplo de Paranavaí, onde há três grandes projetos que vão gerar empregos, tributos e novas riquezas: Avícola Felipe Ltda (abatedouro de aves); Citrocoop (industrialização da laranja) e Textilpar.
O deputado Anibal Khury demonstrou muita sabedoria ao abordar tal assunto, pois na sua mensagem aos paranaenses deixou bem claro que separatismo é a tendência a separar-se do Estado de que faz parte uma certa fração do território, para construir-se em Estado independente. Sua Excelência tem toda razão: ‘‘O Paraná é forte desde que seja movido pela unidade de todas as regiões’’. Devemos torcer para que nossos homens públicos tenham a mesma visão do nobre presidente do Legislativo, Aníbal Khury. Temos plena convicção de que Deus ainda vai lhe outorgar vários mandatos, para que vossa excelência continue a fazer o nosso querido Estado crescer ainda mais.
- PAULO CÉZAR FELIPE, Paranavaí

Agradecimento

Pela presente, gostaríamos de expressar nossos agradecimentos pelo apoio deste jornal na realização do Leilão 2C Cachoeira 96, no último dia 26 de outubro, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina. O momento é oportuno para informar que a fazenda Cachoeira 2C confirmou que o trabalho, ao longo de 36 anos, desempenhado em prol da nossa pecuária, especialmente no criatório da raça Nelore, foi retratado pelo sucesso da edição 96 do Leilão 2C Cachoeira. Importante ressaltar que o sucesso deste leilão não foi mérito apenas dos organizadores deste grande evento para nossa pecuária, mas sim de todos aqueles que nele acreditam e nos apoiaram.
- GUSTAVO GARCIA CID, Londrina.

Privatização

Demonstrando mais uma vez que vivemos as síndromes da ganância, materialismo e obscurantismo, vem agora o ministro Kandir com a conversa de que os trabalhadores poderão participar das privatizações que serão efetuadas pelo governo utilizando 50% do saldo de suas contas vinculadas. Pela falta de informações aos menos favorecidos e aos milhões de trabalhadores, isso é mais uma arapuca do governo federal, que quer porque quer abocanhar 50% dos R$ 50 bilhões do FGTS do trabalhador, que nunca consegue comprar um imóvel porque na sua maioria são todos tabalhadores de baixa renda.
O mais triste de tudo isso é que as empresas privatizadas são leiloados a grupos estrangeiros a preço de banana e ainda com recursos do BNDES, e agora sinalizam com o FGTS, com os trabalhadores participando com os preços das estatais lá em cima. Sai fora ministro! Vocês já sequestraram uma vez o nosso dinheiro. O FGTS é para a pessoa usar na sua sobrevivência e na sua aposentadoria. Queria ver os recursos do FGTS serem aplicados em habitação para os menos favorecidos pela sorte e pelo destino. Segundo dados da ONU, as pessoas que ganham US$ 1,00 por dia são mais de 1,6 bilhão e a miséria continua. Um dia é preciso parar de sonhar e agir de alguma forma.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba.

Reta final

Estamos na reta final da campanha política em nossa cidade, muito se falou, muito se prometeu, todos os candidatos são políticos atualmente, todos se dizem capacitados e com influência, tanto junto ao governador estadual quanto ao federal. Várias siglas são criadas todos os dias, para solucionar os problemas da saúde, educação, empregos. Uns prometem ônibus de graça, outros, materiais para a classe menos favorecida construir ou reformar suas casas, não faltará mais leite para nossas crianças carentes, a alimentação certamente será farta, enfim tudo será melhor, caso vença um ou outro candidato.
Tínhamos no primeiro turno quatro candidatos, todos ótimos, com boas idéias, com solução praticamente imediata para todos os problemas de nossa cidade. Como dois estão fora, gostaria de ver algumas de suas propostas em prática, afinal são deputados e se eleitos fariam muita coisa. Poderiam fazer pelo menos um pouco, usando de sua ‘‘inflência’’ junto ao governo estadual e federal. Quanto aos dois que ainda estão na disputa, tenho a mesma opinião. Um se diz o homem que tem grande entendimento com nosso presidete FHC, outro é ‘assim’ com o governador. Será que quando a eleição estiver decidida o derrotado fará pelo menos um pouco pelo nosso povo? Afinal, certamente teremos uma eleição equilibrada e quem votar no perdedor merece o respeito e alguma reciprocidade pelo seu voto, não é mesmo? Ou será que os candidatos, hoje deputados, só prometem durante a campanha e quando a eleição terminar vão novamente se esquecer do nosso povo? Vamos ficar de olho.
- WILSON DUARTE, Londrina.

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