O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Pedágio (1)
Aumento da CPMF, aumento dos combustíveis, volta da inflação, maior taxa de desemprego da história, taxas de juros mais altas do mundo, pesada carga tributária. Socorro, Deus. Estamos à beira do caos. Como se não bastasse, verifico que os nobres deputados, liderados por Valdir Rossoni, defendem abertamente o aumento do pedágio em 50%. Um deles até confirma que a redução da tarifa pela metade em 98 foi mera manobra eleitoral. Não se trata apenas, como disse Rossoni, de medidas impopulares, e sim do tiro de misericórdia que faltava ao povo paranaense, que luta a duras penas para se manter.
Governador Jaime Lerner: cumpra o que prometeu antes das eleições e não permita a volta da tarifa original do pedágio, sob pena de cair em descrédito total junto à população que lhe confiou os votos que lhe asseguraram o 2º mandato. Pense um pouco só no povo. Não apóie o reajuste das tarifas. Chega de defender os interesses alheios e defenda a população. Eleitores, cobrem e anotem os nomes dos políticos que são a favor de tais medidas e dêem a resposta nas próximas eleições, não os reelegendo.
- MÁRCIO FERREIRA LEITE, Rolândia
Pedágio (2)
Não sei por que o espanto de Lerner. Afinal, o homem não entrou no PFL? Como bom pefelista, tem mais é que honrar as tradições do partidão do ACM & Cia. Aliás, acho até que demorou. Afinal, as eleições não foram em 4 de outubro do ano passado? A generosidade do governador conseguiu segurar a medida por mais de cinco meses. Aleluia, irmãos.
- HOMERO PAVAN FILHO, Jacarezinho
Combustível
Não existe pecado algum em perseguir o lucro. Numa sociedade capitalista e globalizada, o lucro é absolutamente indispensável. A empresa que não consegue lucrar está fadada a desaparecer, pois seus proprietários obviamente não vivem de fazer caridade. Mas existe uma diferença entre lucrar e explorar. E o que vemos, em determinados setores, é algo desmedidamente voraz na busca da lucratividade a todo custo. E, na condição de consumidor e proprietário de carro a álcool, não há como deixar de reclamar.
Conheço muito bem as dificuldades por que vem passando as destilarias de álcool que, devido ao excedente de produção, tiveram que entregar o produto às distribuidoras, no ano passado, a valores ao redor de R$ 0,20 o litro ou seja, 50% abaixo do preço anteriormente tabelado de R$ 0,41/litro.
Apesar dessa drástica redução, o preço nos postos manteve-se a níveis nunca inferiores a R$ 0,63/litro, ou seja, uma diferença exagerada de 200% entre a ponta da produção e a ponta do consumidor. Quem é que fica com esse lucro extorsivo? Sei que as distribuidoras exerceram forte pressão junto às destilarias para comprar o mais barato possível, mas não posso deixar de pensar que os postos fizeram também a sua parte, espichando ao máximo o preço para o consumidor.
Não sei o que se passa em relação à gasolina, mas creio que está havendo abuso na tentativa de lucro por parte das revendas em Maringá. Quem viaja por aí, sabe muito bem que a gasolina está bem mais barata em outras cidades. Recentemente, os proprietários de postos maringaenses disseram que quem vende barato não deve merecer confiança, pois pode estar comercializando produto adulterado. Não creio que esta seja uma boa desculpa pois, nesse caso, os consumidores estariam sendo lesados tanto de uma forma como de outra.
Só nos resta, agora, apelar para o Procon, o que, aliás, já foi feito, tamanho o número de reclamações dos consumidores. Esperamos, num futuro próximo, poder desmascarar os vilões dessa história.
- HERMINIO ROGÉRIO RECCO, Maringá
Os direitos oneraram a mulher?
Com relação ao artigo do jornalista Walmor Maccarini (Os Direitos Oneraram A Mulher), publicado neste jornal no último dia 11, nós, do Conselho Municipal da Condição Feminina, de Curitiba, fazemos alguns comentários: o jornalista nega o homem como detentor dos direitos da mulher, esquecendo que as leis, em sua esmagadora maioria, foram e são feitas pelo homem, sem atinar para as questões de gênero, ou seja, dos papéis impostos pela sociedade a homens e mulheres desde o seu nascimento até a sua morte. Criando um casulo de preconceitos, direcionam os papéis a serem desempenhados por este ou aquele sexo.
Ao citar que a mulher não desejou lutar pelos seus direitos, lembramos o motivo da criação do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Nesta data, 1857, um grupo de 129 trabalhadoras de uma fábrica de tecidos em Nova York, ousou reivindicar melhores condições de trabalho. Durante a manifestação, elas foram acuadas pela Polícia para dentro da fábrica, onde seus patrões trancaram todas as portas e atearam fogo. Assim elas morreram carbonizadas. Em 1910, Clara Zetkin, durante a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista realizada em Copenhague, propôs a criação desta data (e não esqueçanos de que as comunidades vikings, desde os tempos mais remotos reconheceram os direitos da mulher).
O articulista cita, a seguir, que foi a mulher que resolveu, nestes tempos mais recentes, ampliar um poder que já detinha, pois com mansidão de pomba e esperteza de serpente, sempre dominou o homem, E nós perguntamos: Se Maccarini reconhece as mulheres detentoras do poder, o que estaria acontecendo com as mulheres que ainda hoje são queimadas vivas em países muçulmanos? E com as meninas mutiladas sexualmente?
Vale lembrar que nós, mulheres, buscamos uma comunicação que esclareça, delimite e amplie as questões referentes aos papéis que poderão trazer a igualdade de direitos, quer seja na divisão de tarefas domésticas, quer seja no mercado de trabalho ou na formulação de leis que regem nossa sociedade, por compreendermos que somos ambos seres humanos para os quais o sol nasce com igualdade todos os dias.
- ISABEL KUGLER MENDES, presidente do Conselho, e mais 11 assinaturas
Correção
- O Seminário do Agronegócio promovido pela Sociedade Rural do Paraná em Londrina no último 5 foi realizado no Recinto José Garcia Molina e não como citado equivocadamente pela autora do artigo O agronegócio e os políticos, Maria Lucia Victor Barbosa, na página 3 de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





