O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Trem do Chope
Em Caruaru, Pernambuco, temos o Trem do Forró. Poder-se-ia ter aqui o Trem do Chope. Seria atração turística que complementaria a Oktoberfest, de Rolândia. Durante a festa haveria um trem, com vagões para passageiros, com bandas típicas alemãs e muito chope, alegrando os turistas, que viriam das cidades ligadas pelo eixo ferroviário. Eles desembarcariam na própria festa, que poderia ser armazém do IBC. Em outras oportunidades poderia ser usado em outros eventos. Bem organizada, a Oktoberfest transformar-se-ia em evento regional, com tradição e prestígio. Com um marketing bem-feito atrairia turistas de todo o País e do exterior, não só para as festas mas também outras atrações turísticas que a região norte-paranaense dispõe.
O Trem do Chope, com estações de embarque e desembarque, nas cidades vizinhas, facilitaria a vida daqueles que desejam festejar e divertir-se um pouco mais, com aquele chopinho delicioso, sem se preocupar em voltar para casa dirigindo, pois retornariam com conforto e segurança, sem risco de acidente. Com o Trem do Chope todos poderiam unir o útil ao agradável.
- JOSÉ TKACZUK JUNIOR, Rolândia
UEL
A respeito da carta do leitor Carlos Donizete Avancini, de Londrina, sobre falta de professores: o que existe na Universidade não é falta de planejamento. A inexistência de docentes em algumas disciplinas também não tem a ver com as férias, pois na UEL não há férias coletivas e todos os seus departamentos funcionam durante o ano todo, mesmo quando não há aulas.
Na realidade, há tempos vimos dando conhecimento à comunidade que o problema reside nos baixos salários pagos, que não têm atraído nem mantido os docentes, forçando a prática de contratações temporárias continuamente, com um turn over preocupante. Veja-se o caso: um docente em início de carreira, para trabalhar 20 horas semanais recebe, bruto, R$ 295,22 (duzentos e noventa e cinco reais e vinte e dois centavos) por mês. É um dos salários mais baixos do País para docentes de ensino superior. Não temos conseguido contratar professores para diversas disciplinas, não por falta de planejamento, mas por falta de interessados nos testes seletivos que abrimos. Em algumas áreas, como Medicina (Radiologia, Ultra-sonografia), chegamos a publicar seis vezes os editais para a contratação e os candidatos não apareceram. Também em disciplinas de Enfermagem, Engenharia, História, entre outras, diversas vagas são ofertadas e ninguém quer. Não é somente agora, no início das aulas, que estamos publicando editais. Uma rápida pesquisa na própria Folha de Londrina levará o leitor à constatação de que desde o segundo semestre do ano passado estamos procurando suprir as lacunas existentes: infelizmente, pessoas que estudam mais de vinte anos, fizeram graduação e pós-graduação, investiram em capacitação, não deixam de lado o exercício profissional para receber os salários que oferecemos. Recomenda-se, pois, que os estudantes e os pais atingidos pela falta de professores tomem conhecimento da origem do problema, e somem-se a nós nas justas reivindicações.
Somente com o estabelecimento de uma política salarial que permita a remuneração adequada aos docentes e servidores, como já exaustivamente requerido junto ao governo do Estado, poderá a UEL evitar esses transtornos, muito embora a administração esteja atenta e tomando providências para minimizar o problema.
- ANTONIO BENEDITO GUIRRO, coordenador de Recursos Humanos da UEL
Pés de todas as cores
Li neste jornal, dias 25/10/96 e 28/2/97, dois artigos do jornalista Walmor Macarini, com os títulos: A capital no interior, por que não? e O levante dos pés-vermelhos. Admiro a maneira como este jornalista escreve. Tem um jeito especial de dizer as verdades. Não sou paranaense de nascimento, e sim por adoção, vindo menina para esta cidade.
Aprendi a amar este Estado, que chamo de meu. Na verdade sou mineira. Penso que tenho um pé vermelho e o outro amarelo. O vermelho de paixão por esta terra roxa, o amarelo representa o ouro das Minas Gerais.
Como ele disse, o Norte foi desbravado por mineiros, paulistas, ingleses,
japoneses e outros, menos por sulistas.
É verdade. Que os curitibanos nos discriminam, também é verdade. Quanto ao governador Jaime Lerner (por quem tenho admiração; até votei nele) precisamos entendê-lo. Ele ainda não se conscientizou que é o governador do Paraná. Tem olhos só para Curitiba. Esquece o Norte e Noroeste, onde há tantos campos a serem aproveitados e até industrializados. Não que não goste de Curitiba, pelo contrário, é uma cidade lindíssima! Ideal para se morar, passear, muito bem cuidada. Todo o Sul é muito bonito, um cartão-postal do nosso País. Mas não se discute o progresso do Norte. Esta terra tem um ímã, que atrai, um cheiro gostoso de progresso, fartura, amor, esperança e solidariedade humana.
Aqui são recebidas de braços abertos todas as cores de pés. Devemos muito à Folha de Londrina, que tem sido de grande valia para o crescimento e desenvolvimento desta metrópole. Devemos também aos nossos governantes municipais. Eles têm feito o máximo. Só não fazem mais porque as verbas a nós destinadas, quando chegam aqui, são os troquinhos que sobram de lá. Enquanto isso, a Folha colabora, os governantes realizam, o povo trabalha, faz sua parte, paga todos os tributos. Resultado, Londrina cresce. Agora os curitibanos que se cuidem. Pois Londrina, com esse progresso acelerado, não vai precisar de 300 anos para se tornar tão bela como a nossa Capital.
- MARIA APARECIDA VIDIGAL, Londrina
Cumprimento
Vimos destacar o trabalho da jornalista Telma Elorza junto à Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura, da Universidade Estadual de Londrina. A complexidade das propostas e temas envolvidos em nossos projetos exige do responsável pelas matérias muito senso de observação e, principalmente, sensibilidade para extrair dos entrevistados os detalhes sobre seu processo de criação e significado das obras. Neste aspecto a profissional tem dedicado tempo e atenção, de forma extremamente competente, aos artistas plásticos objeto de nossas ações, conseguindo produzir textos simples e claros, que possibilitam a compreensão, estimulam a curiosidade e, principalmente, divulgam nossa cultura entre os leitores deste jornal.
- MARIA CARLA DE ARAÚJO MOREIRA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





