O Leitor Escreve
Pedágio (1)
Gostaria de saber do nobre deputado Aníbal Khury quem o elegeu para mais um mandato na Assembléia Legislativa: o povo ou as concessionárias de rodovias do Paraná? Nos momentos difíceis que passamos é imperdoável falar em mais aumentos. Deputado, em outros Estados o pedágio pode ser até mais caro, mas nos oferece pistas duplas e seguras. E aqui? Dupliquem primeiro as rodovias, depois pensem em aumento. Nada foi feito da implantação dos pedágios até agora e as únicas pistas duplas que temos já existiam e foram entregues de bandeja às concessionárias. Deixe um pouco de andar de avião, deputado, e avalie o estado das rodovias vicinais que não fazem parte do Anel de Integração. Não sacrifique mais os trabalhadores, que passam a maior parte de suas vidas em rodovias, enfrentando todos os perigos e adversidades, e que às vezes não ganham no mês a metade do valor pago em pedágios. Meu caro deputado, quando as tarifas de pedágios foram diminuídas, o nosso governador (em quem votei) disse que os motivos foram técnicos e não eleitoreiros. Agora, que credibilidade ele terá se aumentar novamente as tarifas apenas dois meses após sua nova posse? Pense nisso deputado, atue em defesa do povo ou deixe sua vaga para quem realmente quer fazê-lo.
- MARCOS CÉSAR SANTUCCI, Rolândia
Pedágio (2)
O deputado Aníbal Khury quer aumento de pedágio (Folha de quarta-feira). A herança de Abraão está presente no Paraná através de dois governantes: um legislativo e outro executivo (faca e o queijo na mão), pós-graduados com mais de um mandato. Anibal (PFL), presidente da Assembléia, e Jaime Lerner (PFL), governador. Curioso é que ambos têm a mesma origem patriarcal. Dois filhos de Abraão: Ismael, filho de Agar, a Egípcia; Isaque, filho de Sara. Eles deram origem a dois povos: árabes e judeus.
Como cidadãos, pagamos impostos, tarifas e taxas etc., privilégio de indivíduos dentro de uma sociedade politicamente organizada através do Executivo, Legislativo e do Judiciário. Ocorre que a vontade manifestada publicamente pelos ‘‘filhos de Abraão’’ deixaria perplexo e pasmo o Rei Davi, ancestral de nossos contemporâneos governantes, bem como os profetas desses povos. Com certeza rasgariam suas vestes e cobririam-se de cinzas diante da manchete da Folha de Londrina e clamariam por misericórdia em favor dos gentios; os trabalhadores paranaenses, e por que não dizer ‘‘bons samaritanos’’.
DANIEL RUIZ, Londrina
Pedágio (3)
Se o nobre deputado Aníbal Khury acha que assim que passa a eleição pode mudar suas idéias e posições assim tão facilmente, e levando em consideração que (teoricamente) todos são iguais perante a lei, então todos devem ter o direito de votar novamente (caso do pedágio). Será que assim ele vai mudar mesmo de opinião?
- GUILHERME AUGUSTO PARISE, Curitiba
Histórico encontro
O Papa João Paulo II recebeu ontem Mohammad Khatami em Roma. É a primeira vez que um presidente do Irã vem ao Vaticano. Foi uma visita importante porque Khatami é o presidente da Organização da Conferência Islâmica que compreende 55 países da religião muçulmana e significa um encontro das duas maiores autoridades do mundo em nível religioso. Conforme comunicado da Santa Sé, foi uma conversa afetuosa marcada pelo espírito do diálogo entre muçulmanos e cristãos. Khatami contente afirmou que tem esperança na vitória da ética e da moral juntamente com a paz e a reconciliação. O presidente iraniano doou a João Paulo II um tapete com a imagem de São Marcos, um livro de poesias e 6 videocassetes que narram o acontecimento de iranianos e cristãos obrigados a se esconder numa caverna por causa da perseguição romana. E o papa retribuiu com a medalha do Pontificado e um bronze com as imagens de São Pedro e São Paulo. E, na despedida, um dos acompanhantes do presidente iraniano, provavelmente, um clérigo, aproximou-se do Santo Padre, depois de feito uma inclinação com a cabeça, pediu permissão ao Sumo Pontífice e o beijou na face. ‘‘Foi um dia importante e esperançoso, comentou o papa aos jornalistas’’.
- PADRE PEDRINHO ODAIR MACHADO, Roma (Itália)
Camaleão
Camaleão. (‘‘Indivíduo que adapta sua opinião ao interesse do momento’’. Aurélio. Dicionário da Língua Portuguesa) O candidato a deputado estadual Joel Coimbra, oportunamente, apresentou-se na 6ª Delegacia Regional da Receita de Jacarezinho para cabalar votos dos funcionários da Receita Estadual, em meio a dramática crise institucional que ameaçava destruir a carreira fiscal, colocando em risco a moralidade do serviço público ali desempenhado. Pronunciou-se em desculpas por ‘‘ter sido obrigado a vistar’’ o projeto de lei, na Comissão de Constituição e Justiça, onde era presidente, e também consentir com o objetivo espúrio daqueles que, ‘‘nas sombras’’, pretendiam ‘‘criar cargos’’ para parceiros. Disse ter sido apresentado, analisado nas comissões da Casa e votado o projeto de lei em 24 horas. Afirmou, também, perante a vasta platéia que o ouvia, que nem mesmo sabia o que significava o Grupo TAF (Tributação, Fiscalização e Arrecadação), espinha dorsal para o entendimento do que pretendia o projeto. Considerava-o inconstitucional e se colocava ao lado do Fisco, para obter solução justa ou mesmo a revogação de tal ato. Hipotecava, enfim, irrestrito apoio à causa. Belas palavras! Comovente sinceridade! Vencido nas eleições, foi promovido a procurador-chefe. O lobo, então, despe-se do manto de cordeiro. Disse ontem em Curitiba que a constitucionalidade da lei que abriu caminho à indicação política para a ocupação de 48 cargos da alta chefia da Receita Estadual é ‘‘irrefutável’’. Segue: ‘‘Participei da discussão da lei como presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e não há o que questionar.’ Creio que esta postura vem confirmar a razão pela qual nós, o povo, acertadamente não o reelegemos. ‘‘É de sábios mudar de opinião’’ (Cervantes).
- ELISABETE MARIA RUSCHE, agente fiscal, Curitiba
Correção
- O subtítulo correto da notícia ‘‘UEL oferece orientação em regência’’, publicada ontem na página 5 da Folha2 (edição de Londrina) é: ‘‘Professores do curso de Música desenvolvem atividade para preparar regentes de coro’’.
- Na notícia ‘‘MST diz que famílias não deixarão invasões’’ (Política, página 5 de ontem), o nome correto do entrevistado, membro da direção estadual do Movimento, é Rogério Mauro.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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