O Leitor Escreve
O Leitor Escreve
Campeão de produtividade
Em meados de outubro de 98, tive o prazer de participar como convidado do Leilão Três Galhos da raça simental, promovido pela família Reich, na Fazenda Três Galhos, no Município de Conselheiro Mairynck (PR). Jamais imaginei poder encontrar tamanha organização, capricho e dedicação, além da estupenda qualidade dos animais apresentados, que tinham como prova inequívoca do sucesso alcançado ao longo dos anos, centenas de troféus ali expostos traduzindo toda a trajetória vivida nas raças simental e nelore, onde se criou a chancela reconhecida nacionalmente Fazenda Três Galhos, sinônimo de alta qualidade genética, exportada para todos os Estados.
Pioneiro na importação da simental suíça no Paraná, Rudolf Reich, com seus olhos clínico e perspicácia soube buscar o que de melhor a raça simental poderia oferecer, no seu país de origem, proporcionando uma revolução no mercado pecuário com a sua introdução no cruzamento industrial, que veio reduzir significativamente o tempo de produção de carne, consequentemente reduzindo custos para o pecuarista. Isto sim é um homem de valor, exemplo a ser seguido pela sua humildade, honestidade, capacidade, competência e acima de tudo, pelo grande empresário rural que é.
Por tudo aquilo que já foi feito ao longo dos anos pelo desenvolvimento da pecuária nacional através do árduo trabalho realizado pela família Reich, é inconcebível que pessoas que se camuflam por trás de um movimento político denominado MST, que é composto de desempregados que se tornaram massa de manobra de seus líderes, e têm como objetivo desestabilizar o nosso governo invadindo propriedades, usando como escudo crianças e mulheres grávidas para sensibilizar a opinião pública e depois, saquear, destruir máquinas e benfeitorias além de matar animais, danificar lavouras, tenham a ousadia de atestar que a Fazenda Rincão, no município de Ibaiti, é improdutiva, sem sequer terem conhecimentos técnicos para isto, não podem ficar impunes. Isto é, eles têm que responder pelos seus atos perante a lei, ou será que a lei só é aplicada contra atos praticados pelos proprietários de terras que no afã de defender seus direitos são penalizados como se marginais fossem?
Não podemos mais conviver e concordar com estas injustiças! Que os representantes da classe ruralista se mobilizem em favor de um homem que se dedica exclusivamente ao trabalho junto de sua família, residindo na Fazenda Três Galhos, onde prepara a terceira geração para continuar a fazer jus ao título que lhe outorgo do qual é realmente merecedor, o de Campeão de Produtividade.
- OTÁVIO CESÁRIO PEREIRA NETO, presidente do GPDR (Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional)
Agricultura falida
Acontecem certas coisas que nos deixam boquiabertos. Fala-se tanto de não comprometermos o estágio evolutivo brasileiro, das necessidades de adquação de métodos e processos, aprimorar as técnicas no propósito de crescer dentro das estratégias do mundo globalizado. O governo trabalha muitas vezes com objetivo de desestimular iniciativas, que por vezes fogem à sua compreensão ou visão, trabalhadas com formas preconceituosas de avaliar as coisas. Homens do governo anunciam a quantidade de produtos agrícolas importados como se fossem a coisa mais natural do mundo.
O Brasil possui uma área de aproximadamente 8,50 milhões de quilômetros, com um solo fartamente aproveitável em quase toda sua totalidade, e por incrível que pareça, ainda importamos arroz, feijão, milho, algodão, soja, trigo, e mais alguns outros derivados da terra. Esses experts não sabem o que é ética nem bom senso e muito menos têm compromissos com a honestidade. São os verdadeiros burrocratas que infelizmente excrementam a nossa política econômica.
- OSVALDO CARDOSO GASPAR, São Sebastião da Amoreira
Kit milagroso (1)
Mais uma vez, os simples mortais (nós) pagam a conta do descaso que as autoridades tratam a coisa pública e o nosso dinheiro. Primeiro vem um deputado com uma idéia que diz que todos os veículos, sem distinção (carroça, charrete, bicicleta, talvez até carrinho de mão) devem manter um kit de primeiros socorros (por achar que isso vai diminuir o número de mortos e feridos em acidentes de trânsito) no mesmo. Este cidadão não sabe pra que serve um deputado, mas também não tem culpa pois ninguém sabe.
E lá vai o povo comprar o kit milagroso (é barato, nem R$ 10,00 cada um) para não ser multado (leia-se roubado) e depois que todos compraram (e a comissão já foi distribuída), os deputados derrubam por unanimidade a obrigatoriedade. Ficam as perguntas: quem lucrou com essas medidas? Quem vai nos reembolsar?
- EDSON CARLOS FLESSAK, Francisco Beltrão
Kit milagroso (2)
A picaretagem do kit de primeiros socorros para automóveis deve ter enriquecido muita gente e, como agora já parece que não precisa mais da tal caixinha que ninguém saberia usar, eles devem estar pensando em outro ataque para continuar se locupletando. Que tal pedágio para pedestres em todas as ruas, ou extintor de incêndio em cada cômodo da casa, ou uso obrigatório de boné para os carecas, ou de minissaia para as moças bonitas, ou alguma inutilidade dessas que eles inventam volta e meia, para encher a paciência do cidadão? Como diria o Xaropinho do Ratinho: Rapaz!. Como esses 300 mil picaretas são abusados e não nos deixam em paz com suas invenções. Qualquer dia inventam outra. É só esperar.
- WAGNER ARI MONTEIRO, Cascavel
Correção
Na entrevista com o bispo auxiliar de Salvador (BA) D. Gílio Felício, publicada ontem em Folha Cidades, onde se lê inculturação o correto é aculturação.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





