O leitor escreve
Cidadania
Como todos sabem, cidadania é a qualidade de cidadão. Cidadão é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado. Partindo do princípio ‘‘indivíduo no gozo dos direitos’’, eu me pergunto: ‘‘Onde foi parar a cidadania do povo brasileiro?’ Um povo tão sofrido, tão pisoteado, tão esquecido, que não tem gozado direito nenhum nos últimos tempos. Tem tido, sim, obrigações, deveres, multas elevadas, impostos mil, desrespeito em sua qualidade de vida, de educação, de saúde, de alimentação, de moradia, de todo tipo de assistência. O cidadão tem o dever de pagar pedágio, mas nem sempre tem o direito de receber benefícios. Tem o dever de educar-se através do estudo, de educar seus filhos, mas nem sempre, ou dificilmente, encontra-se uma vaga na escola (ou muitas vezes, nem escola).
Mulheres (cidadãs) que têm seus filhos nos corredores, ou em camburões da Polícia porque não tem leito para que ela dê a luz (do mundo), com dignidade para este ser (cidadão) tão esperado! Homens e crianças, com olhares fundos, face trasparente de fome, cheirando cola para enganar o estômago ou revirando o lixo para alimentar-se. Cidadãos morrendo de fome, enquanto toneladas de carne ‘‘não inspecionada’’ são queimadas, porque fazem mal (será? pra quem come lixo ou outra porcaria qualquer?). Será que esta carne faria mais mal? Será que este organismo já não tem anticorpos suficientes para sua defesa?). E o salário mísero? Condições de moradia? O cidadão (povo) não recebe ‘‘auxílio de moradia’’ ou de ‘‘transportes’’, ou outro tipo qualquer de auxílio. Que é mesmo cidadania?
- CLARICE MACHADO, Londrina
Zona Azul
Um problema de trânsito muito sério, observado em médias e grandes cidades, deficitárias de um planejamento urbanístico e viário adequado para seu contingente automobilístico sempre crescente, é a falta de vagas para estacionar em vias públicas. Esse problema urbano é consequência da questão econômica de países problemáticos, que impede a competência pública de qualquer tipo de planejamento ou soluções efetivas para a sua adequação. Para o cidadão comum, pagador de imposto, usuário das vias públicas as quais lhe garantem o direito de ir e vir, e não o de estacionar, a falta de vagas é um grave problema que se convive no dia-a-dia.
Uma das razões desse quadro calamitoso é a falta de rotatividade dos carros estacionados, que se tentou solucionar muitos anos atrás, com a criação da Zona Azul em Londrina e o Estar em Curitiba. Porém, depois de anos o problema voltou a intensificar-se. Por isso, sugiro, no caso de Londrina, um tempo de estacionamento regulamentado de somente meia hora, cobrando, para isso, uma quantia bem pequena, apenas de caráter simbólico, uma vez que usando a Zona Azul por 15 minutos não é cobrada nenhuma taxa do usuário. Esta medida talvez possa melhorar a rotatividade desses carros, evitando o pagamento de uma hora na Zona Azul por parada rápida, e evitando também pagar por meia hora, quantias abusivas nos estacionamentos particulares.
- ALEXANDRE SERRANO LUPPI, estudante, Londrina
Faxinal do Céu
Atitude muito positiva do governador Jaime Lerner, a Universidade do Professor, em Faxinal do Céu, é um exemplo de qualificação dos profissionais do Paraná e que, infelizmente, em alguns casos, não é bem compreendida por pessoas envolvidas no projeto e pelas que lá chegam para obter um pouco mais de conhecimento, pois neste País a cultura é uma coisa rara e de difícil compreensão.
Fiquei surpreso com a qualidade do serviço prestado naquela Universidade, onde por uma semana os professores podem obter informações básicas sobre cidadania e cultura. Lamentável que alguns professores não conseguiram entender a importância do fato de estarem lá, e se preocuparam com coisas bem menos importantes. Por outro lado, algumas palestras necessitavam de profunda triagem, pois nada continham de relevante. Acho fundamental elogiar o Estado por este novo paradigma educacional, e como nos próprios cursos foi comentado, o governo do Estado é pioneiro em alguma coisa. A Universidade do Professor não é bem divulgada, o que considero muito triste, pois tenho certeza de que socialmente terá um excelente resultado, atingindo toda a comunidade.
- JORGE VENTURA GONÇALVES, Londrina
Festa do Milho
Agradeço o apoio da Folha na 4ª Festa do Milho de Paiquerê, que este ano superou o número de visitantes e com certeza se tornou mais do que uma festa típica deste distrito e sim um roteiro cultural de Londrina no início de fevereiro. A próxima será melhor. O apoio da Folha foi de grande valor não somente para nós, mas também para mais de 15 mil pessoas que se fizeram presentes.
- MARIA LÚCIA MENEGAZZO DOS SANTOS, coordenadora distrital
Estudantes
Sou docente temporária ministrando a disciplina de Serviço Social e a Investigação da Realidade Social para o 1º ano do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina. Quero dar as boas-vindas a todos os alunos do curso em 1999, lembrando que é um privilégio fazermos parte desse pequeno percentual da população que ainda consegue ingressar em um curso superior. Oportunamente também quero motivar os estudantes a viver intensamente esse momento histórico em suas vidas.
Nesse sentido, nossa palavra final aos estudantes é: engajem-se, participem, exijam, lutem com responsabilidade e compromisso, pois a história passa, mas nós somos agentes que podemos dar um novo rumo a ela, marcando positivamente cada momento e contexto em que vivemos.
- MARIA INEZ BARBOZA MARQUES, Londrina
Correção
Diferente do que informa o texto-legenda ‘‘Brasil e Coréia decidem título’’, publicado ontem na página 10 do Primeiro Caderno, o jogador que aparece na foto é o atacante Rodrigo Gral, do Grêmio de Porto Alegre.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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