O LEITOR ESCREVE
Passe
A lei do passe livre em ônibus urbanos de Londrina é antiga e muito abrangente, beneficiando até quem não é deficiente físico carente. Em 1996 a Câmara de Vereadores aprovou e o ex-prefeito sancionou nova lei de passe livre, ampliando ainda mais o leque de beneficiários. Seria muito estranho se a única empresa da cidade - que confecciona e cede os passes livres para o município fazer a distribuição - não questionasse a amplitude da nova lei, pois todo serviço tem um custo e ao final alguém tem que pagar a conta. Quanto à polêmica do passe livre que se instaurou, vemos curiosamente que a Guarda Mirim não está funcionando em razão da falta do passe livre. Essa instituição e outras nos mesmos moldes, que utilizavam o passe livre, estão inseridas na lei? Essas crianças, adolescentes e jovens, que hoje recebem a informação de que as aulas estão suspensas devido à falta do passe, sabem que tinham a facilidade do transporte porque a empresa sempre fornecia o passe?
É fácil formar uma opinião pública prejudicial junto a esses jovens, quando se passa para eles apenas parte das verdades e dos fatos. A responsabilidade dos educadores é muito grande nesse ponto. Por outro lado, é muito fácil para o município se omitir nessa questão e exigir que o social da cidade seja assumido em grande parte por uma única empresa. O assunto é prioritariamente de responsabilidade do município, que deve procurar resolver junto com toda a comunidade empresarial e não apenas por uma empresa. Porque, além de tudo, quando a maior parte das empresas faz doações, atendimento a instituições filantrópicas, pode, através de recibo, abater no imposto de renda. A Grande Londrina pode abater no IR quando faz esses repasses mensais de passes livres? O prefeito ou o diretor da Comurb pode esclarecer essas dúvidas e informar à comunidade quem tem direito, como e quando utilizá-lo etc.
- GERALDINO BATISTA DO NASCIMENTO, Londrina
UEL sem planejamento
As aulas na UEL tiveram início há quase vinte dias e grande parte dos alunos não teve ainda nenhuma aula em algumas disciplinas. É comum, em conversa entre pais de alunos, o assunto derivar para o fato de que os filhos, tanto os que passaram no vestibular, quanto os que já estavam estudando, não estão tendo aulas. Saem de casa para quatro aulas e alguns minutos depois já estão voltando dizendo que ainda não tiveram aula pois não há professores para determinar disciplinas. Ao mesmo tempo se observa através da imprensa que somente agora grande parte dos departamentos está publicando editais para contratação de docentes, através de processo seletivo.
Sabendo que as aulas se iniciariam no final de fevereiro, por que a UEL, através de seus departamentos, não providenciou os processos de contratações em janeiro ou fevereiro? Espera-se que uma universidade tenha o planejamento necessário para saber antecipadamente quantos alunos terá cada turma em cada disciplina e, consequentemente, planejar antes do início das aulas a real necessidade de professores. O que se percebe é que, durante janeiro e fevereiro, quando os alunos estão em férias, grande parte dos departamentos também fica paralisada, para não dizer fechada. Desta maneira os alunos ficam tremendamente prejudicados e nós, os pais, totalmente decepcionados.
- CARLOS DONIZETE AVANCINI, Londrina
Rodovias
Parabenizo a jornalista Bete Fagundes, da ‘‘Folha de Londrina’’, pelo oportuno, adequado e merecido puxão de orelhas aplicado ao empresariado londrinense, pela falta de iniciativa no processo de industrialização do município. Essa reprimenda deve ser estendida à classe política londrinense. Afinal, não há atrativos para industrialização e produção agrícola sem infra-estrutura básica. Daí a importância da duplicação das rodovias que ligam Londrina a Curitiba, São Paulo e Foz do Iguaçu, que há 30 anos já deviam entrar em operação. Quando Londrina era capital mundial do café e tinha o terceiro aeroporto do país em movimento.
Desde então os políticos deveriam exigir a duplicação das rodovias, mas nada conseguiram. Os de hoje garantiram em campanhas eleitorais, com aval do governador Jaime Lerner, que a duplicação seria executada. Os políticos e empresários devem cobrar, sem trégua, o cumprimento da promessa, de interesse do Norte do Paraná. Espero que Bete Fagundes continue puxando a orelha deles até que se movimentem e saiam da toca das lamentações e desculpas para que obtenhamos a concretização do que temos direito, que há tanto tempo merecemos e que pacientemente aguardamos.
- JOSÉ MAURICIO DE OLIVEIRA LEME, Londrina
IPVA
Causou-me certa decepção o suplemento especial da ‘‘Folha’’ sobre o assunto. Além de tabelas, acredito que, como eu, muitos contribuintes desejariam maiores esclarecimentos sobre a arrecadação do IPVA. A alusão sobre o destino do valor recolhido foi muito vaga. Nem ao menos citou-se exemplos de aplicação do dinheiro.
Mas e o Seguro Obrigatório? Ele não está incluso na mesma Guida de Recolhimento? Nada foi mencionado sobre ele. Já que a ocasião é oportuna, sugiro que se faça uma matéria a respeito do Seguro Obrigatório, informando os contribuintes sobre seus benefícios (valores, em que situações pode-se usufruir, quem são os beneficiários e os procedimentos e trâmites para utilização). Muito se paga, mas pouco se é esclarecido acerca de direitos.
- MARLENE B.CARVALHO, Londrina
Nota da Redação: A sugestão da leitora foi bem-vinda e acatada. A matéria sobre o seguro obrigatório foi publicada na segunda página do Caderno de Economia da edição de ontem, da Folha. Apenas por uma questão de ordem de chegada da correspondência, não nos foi possível a publicação simultânea da carta com a matéria.
Agradecimento
A Federação Paranaense de Golfe agradece o apoio da ‘‘Folha de Londrina’’, por sua participação no 1º Open de Duplas do Paraná, dias 1º e 2 de março, no campo de golfe do Clube Curitibano. Com esse apoio pudemos proporcionar aos participantes um evento de alto gabarito.
- CLÁUDIO KIRYIA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

mockup