O LEITOR ESCREVE
A força do comércio
Parabenizamos a ‘‘Folha de Londrina’’ pelo excelente editorial de ontem, terça-feira, com o título ‘A força do comércio’. Estimular o setor comercial, conforme defende a ‘‘Folha’’ de maneira extremamente feliz e oportuna, é um caminho seguro para alcançarmos resultados sociais imediatos, através da criação de empregos e distribuição de riqueza. Olhar o comércio como um componente estratégico na vida produtiva de uma comunidade deve ser obrigação de todo administrador público, seja federal, estadual ou municipal.
Não se questiona a validade dos investimentos nas atividades industriais. Pelo contrário, eles são fundamentais como parte de uma estratégia global de fortalecimento e definição do perfil produtivo de uma região. O que o editorial coloca muito bem é que o comércio tem o seu papel de multiplicador de postos de trabalho. Por isso, merece toda atenção do poder público quanto ao seu fortalecimento. Estabelecer formas de incrementar o setor é um passo importante para o amadurecimento econômico e social do País. Desburocratizar e reduzir o sistema tributário - o que já se busca com o ‘Simples’ -, estabelecer linhas de crédito para os micro e pequenos comerciantes, fornecer instrumentos necessários à gestão de um pequeno negócio são apenas algumas medidas oportunas.
Também foi muito oportuno o argumento da ‘‘Folha’’ quanto à participação das associações comerciais como parceiras no trabalho de estimular empreendimentos do setor. O papel destas entidades - como é o caso da ACIL, que representa também a indústria e o segmento de serviços - é exatamente este. As associações são fóruns permanentes capazes de identificar as dificuldades e os potenciais dos setores aos quais agrega. Todas, a nosso ver, estão aptas a fornecer propostas concretas e viáveis de políticas de estímulo ao setor. Ao chamar a atenção para a importância do comércio, a ‘‘Folha’’ cumpriu mais uma vez o seu papel como agente conscientizador.
- ABÍLIO MEDEIROS JÚNIOR, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina
Dia do Bibliotecário (1)
Através dos registros da humanidade, a história relata a passagem do homem por diferentes e grandes épocas: da Antiguidade à Era da Informação. De sinais de fumaça, quipós e desenhos rupestres, a comunicação humana evoluiu, ao longo destes séculos, alterando a comunicação escrita e falada. A informação foi assumindo, então, um papel cada vez mais importante para a humanidade, tanto que hoje as pessoas não conseguem sobreviver sem ela. O aumento da produção de documentos e a própria criação de novos registros gerou a necessidade de se confiar as tarefas de organização e gerenciamento de acervos a um profissional especializado. Executando atividades técnicas, administrativas, de planejamento e de gerenciamento, o bibliotecário é o profissional responsável pelo tratamento, armazenagem e disponibilização de informações e documentos e desempenha importante e imprescindível papel na sociedade, contribuindo com o processo de evolução sócio-econômica do homem.
A informática tem contribuído muito nas últimas décadas para o fortalecimento e a dinamização da Biblioteconomia, tornando as atividades inerentes à profissão mais ágeis e eficientes. As perspectivas de trabalho do bibliotecário têm aumentado consideravelmente nos últimos anos e a tendência é ainda maior, quando se leva em consideração a abertura do mercado para o profissional autônomo e a prestação de serviços. As áreas de atuação vão desde a organização e gerência de pequenas bibliotecas até redes internacionais de informação. Auxiliar na produção de documentos; promover atividades de incentivo à leitura; promover treinamento de acesso a redes de informações, bancos e bases de dados; resgatar a memória intelectual dos povos; atuar em pesquisas que ampliem e aprofundem os conhecimentos das diversas áreas, são alguns dos campos abertos ao bibliotecário. Como funcionário ou profissional autônomo, junto a arquivos, livrarias, editoras, bibliotecas e centros de informação de bancos, indústria, escolas, clínicas, escritórios, empresas públicas ou privadas, o bibliotecário, que hoje comemora o seu dia, terá sempre seu lugar reservado.
- LIGIA LEINDORF BARTZ KRAEMER E HELENA DE FÁTIMA NUNES SILVA, professoras do curso de Biblioteconomia da UFPR
Dia do Bibliotecário (2)
A você, que faz jus à profissão que escolheu, e acredita que a grandeza de uma profissão é, antes de tudo, unir os homens, quebrando as correntes do orgulho, ignorância, irritação, mágoa ou competição desleal. A você, que sabe ser o melhor, dentro de sua biblioteca escolar, pública ou universitária, e aceita sua derrota como nova experiência e a vitória com humildade, e é gente bastante para orgulhar-se com a vitória alheia. A você, que faz da classificação, catalogação, tarefas nobres, procurando não somente gerenciar o seu sistema de informação, mas, sobretudo, contribuir efetivamente com o controle bibliográfico do registro do conhecimento humano. Você, que indexa a informação impressa de sua biblioteca, tendo ousadia de publicar o seu vocabulário controlado nas diversas Revistas de Biblioteconomia, espalhadas pelo mundo. A você, que leva a informação às comunidades carentes, mostrando às crianças que o livro é uma realidade e não um fenômeno efêmero.
A você que sabe que não é só, organizador de informações impressas, mas sabe ser o artista principal interagindo no mundo das novas tecnologias. A você, que soube ter paciência, perseverança e vocação, passando 4 ou 5 anos da sua vida, numa universidade, aprendendo a gerenciar sistemas de informação impressa, controle bibliográfico do registro do conhecimento e a disseminar seus produtos nas unidades de informação, espalhados por todo mundo. A você, bibliotecário, que acredita que a informação não poderá estar somente nas mãos daqueles que detêm o poder, mas também nas mãos dos menos favorecidos. Possamos hoje reavivar nossas forças, para que a informação com qualidade possa estar nas estantes das bibliotecas, sejam elas escolares, municipais, universitárias ou especializadas. Neste dia 12/3/97, enquanto continuarmos esperando as pessoas virem às bibliotecas, nunca teremos aliados para juntos democratizarmos o direito à informação. Sempre será necessária a nossa intervenção para que o usuário exerça este direito. Que possamos, hoje e sempre, preservar o cunho liberal e humanista da nossa profissão, fundamentando-se na liberdade científica e na dignidade da pessoa humana.
- CICILIA CONCEIÇÃO DE MARIA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

mockup