O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Agricultura
Empresários rurais de Paragominas, Pará, e municípios vizinhos estão fazendo esforço hercúleo para transformar a região. Pretendem mudar de áreas de extração de madeira em pólo produtor de grãos, notadamente milho, soja, arroz e feijão. Cereais sempre foram plantados no centro sul, hoje são insuficientes para o consumo nacional. Como se sabe, no Governo FHC o pobre aumentou seu poder aquisitivo. Está comendo mais e a importação de cereais subiu. Qual a solução? Proibir o pobre de comprar? Seria a suprema ironia. A melhor, mais humana e mais sensata saída é multiplicar a produção agrícola. São necessários capital, terra e tecnologia.
O Pará (leia-se Paragominas) tem terra de ótima qualidade, suave topografia, inverno certo e chuva na quantidade suficiente, mínima exigência de correção de solo, mediante aplicação de calcário, imediações de porto de exportação, estradas asfaltadas. Para o sucesso deste projeto seria necessária tecnologia, que pode ser adquirida no Paraná e Santa Catarina. E o capital? Este assunto é exclusivo dos bancos oficiais, sempre vagarosos. Mas os sulistas, sabendo das vantagens, podem vir para nossa região.
Um dos bancos que lidam com o FNO (leia-se BASA) até hoje não liberou nenhum financiamento para o plantio do milho etc. Entretanto, gasta milhões de dólares veiculando na TV a informação de que tem recursos à disposição de quem queira plantar. É propaganda enganosa e corre o risco de ser punida pela Justiça. Se aquele banco destinasse esse numerário à agricultura, ao financiamento de tratores e implementos agrícolas, metade do que desembolsa em propaganda já seria grande coisa.
- MARCUS ODILON, Paragominas, Pará
Disneylandia
A síntese proustiana: vida, verdadeira vida; vida realmente vivida amamenta um desejo mui assustador quando visto pelos olhos de um país mal dividido territorialmente e masserado pelas disparidades sociais que assustam o nauseabundo trabalhador sem terra, desempregado e, também, o orador, misantropo de entrelinhas. Aceitar o ponto de vista ou a situação criada pela vida deveras medíocre que tem, é muito mais assustador e longe da realidade.
Ser um Gastão sortudo ou um Metralha cujo filho naturalmente é outro ladrão, além de absorver o sistema imposto de auto-aceitamento pelos países nortistas (padrão Mickey Mouse!) implica em um abaixar as cabeçaspara o senhor enfeitado de Erodes. A pergunta come....sofre...beija os lábios mais assustadores da verdade: Será que o trabalhador com os mesmos lábios secos de fome e dor deve respeitar o sistema imposto e viver aceitando a Disneylandia de um país errôneo? Perguntar é responder, é tudo o que já tentamos...
- TIAGO TONDINELLI, Londrina
Juramento Médico
O Colegiado do Curso de Medicina da UEL, em reunião realizada no dia 9 de fevereiro de 99, deliberou, por unanimidade dos seus membros presentes, pela ampla divulgação do documento fundamental da ética médica , que é o texto canônico do Juramento Hipocrático e o novo texto utilizado pela 46ª turma de formandos de medicina da UEL (de autoria do Prof. José Eduardo de Siqueira), junto a todos os médicos e professores envolvidos com o curso de Medicina da UEL, como também a todos os estudantes de medicina desta Escola Médica.
Pretendemos realizar, durante o ano de 1999, um amplo debate sobre este que pode ser considerado o texto moral mais importante de toda a tradição médica, no sentido de que os estudantes que venham a se formar nesta Escola neste ano possam ter uma opinião fundamentada e formalizada das instâncias acadêmicas de direção sobre este assunto. No sentido de registrar o interesse em discutir o Juramento Hipocrático e ampliar o debate ofereço a todos os médicos e pessoas interessadas cópia do Juramento Hipocrático traduzido do grego pelo Prof. Diego Gracia (em espanhol) e o novo texto. Solicito também que enviem a sua opinião para o Colegiado e estimulem outras pessoas a fazerem o mesmo.
Conto com a colaboração de todos na implementação deste debate visando o aprimoramento da ética médica em nosso curso.
Prof João Campos, coordenador do Colegiado do Curso de Medicina da Universidade de Londrina
Hospitais e o SUS
Realmente chegamos ao caos. O que está acontecendo com a Saúde neste País. Estamos em pior situação do que países africanos. Não temos mais governo, o pobre vai morrer sem atendimento, e os políticos de Brasília que ganham seus R$ 20.000,00 prolongaram seu feriado de Carnaval até a segunda-feira, pois não iriam deixar as praias e suas famílias pra ir trabalhar em defesa do povo. Uma vergonha, acabem com a saúde do povo de uma vez.
- CELSO FARIAS, de Curitiba
Compra inteligente
Acho ótimo essas lojas que vendem as chamadas roupas de marca abaixarem seus preços para conseguirem vender...e torço para que não consigam...pois trabalham com preços abusivos durante todo o tempo nos fazendo de palhaços durante épocas de vacas gordas e agora, com a crise apertando o pescoço apelam para promoções. Talvez se os preços fossem baixos durante o ano todo não precisariam se humilhar agora. Mas aí vai a sugestão. Anotem tudo e peçam mais desconto. Com certeza essas lojas ainda estão ganhando muito. Essas lojas estão ganhando muito, mesmo com esses descontos. E se acabar a promoção, não comprem mais. Vamos aprender a usar a lei da oferta e da procura. Está na hora de nós, consumidores, dar valor ao nosso dinheiro. Sentiram as diferenças de preço?
Não é um abuso?
- FÁBIO LUIZ DUARTE FILHO, Maringá
Correção
Na edição do último dia 13 da Folha 2, a principal foto publicada na página 6 é de Zig Koch. Na página 4 da Folha 2 de domingo, a vinheta correta é Cinema, para indicar as sessões cinematográficas de todo o Estado e não Teatro como foi publicado. Na edição da última segunda-feira da Folha 2, o título correto da principal matéria da página 3 é: Próxima etapa, os patrocinadores. O título correto de matéria sobre as chuvas em Curitiba, na página 5 do primeiro caderno da edição de ontem é: Fenômeno é provocado por nuvens gigantescas.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





