O LEITOR ESCREVE
Leis trabalhistas

Parabenizo o sr. Walmor Macarini pela publicação, neste jornal, de artigos sobre as leis trabalhistas. O jornalista foi bastante criticado por juízes e advogados que, diante da realidade, vieram a se calar. Elas, que tanto defendem os trabalhadores, são defendidas por homens que vivem advogando e julgando dentro de um escritório, que não vivem a realidade dos trabalhadores, que não sabem o que é manter empregados numa empresa, principalmente nas médias e pequenas. A lei em que uma mentira de empregado, com uma falsa testemunha, vale mais que dez verdades do empregador. Na realidade só prejudica ainda mais os trabalhadores, principalmente os menos favorecidos que dependem do trabalho braçal. Por causa desta lei, mais a carga tributária pesada é que deixamos de abrir novas e pequenas empresas, deixando assim de gerar novos empregos e, consequentemente, aumentando o desemprego. Em minha pequena indústria, em sociedade com mais dois irmãos, poderíamos estar empregando mais cinco ou seis pessoas, 30% além do quadro atual, mas devido o receio de ser acionado por estas leis, trabalhamos com o quadro limitado.
Peabiru tem 16 mil habitantes e 2 mil desempregados, a maioria bóias-frias que dependem da lavoura. Que será destes trabalhadores quando as usinas de álcool adotarem colheita mecanizada, na qual uma máquina substituiria em torno de 80 homens? As leis trabalhistas, os juízes, os advogados, os sindicatos, os políticos que criaram aquelas leis vão empregar essas pessoas? Peço ao sr. Walmor Macarini que, com sua capacidade, use sua coluna neste jornal e outros meios de comunicação para que nossas autoridades e políticos mudem alguns pontos daquela lei para que as empresas menos acuadas gerem mais empregos, diminuindo assim a aflição dos aflitos. Que o Grande Arquiteto do Universo nos ilumine e guarde.
- JOSÉ MARCOS GONÇALVES LOPES, Peabiru.


Luz no fim do túnel

O Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, quando se comemora o aniversário da morte do líder negro Zumbi dos Palmares, este ano foi marcado por reflexões e singular esperança de futuro mais promissor para um povo acostumado a pedir pouco ou quase nada. Além dos importantes avanços registrados pelos movimentos negros em 1996, um fato, transcendendo a sua dimensão político ideológica, veio encontrar a perfeita ressonância junto à sociedade negra brasileira. Trata-se da eleição do sr. Celso Pitta, candidato negro à Prefeitura de São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, com mais de 15,5 milhões de habitantes e um colégio eleitoral de 6,6 milhões de eleitores aproximadamente.
Vislumbramos com o feito a real possibilidade de um importante salto na escalada empreendida por esse grupo da população brasileira rumo a cidadania real. Seguindo a esteira das mudanças por que passa o país atualmente, registramos um importante paradoxo - a ampliação do nível de participação dos negros nos círculos de decisões e em posições estratégicas no país. A assimetria na representatividade da comunidade negra em qualquer setor da sociedade, quando comparada a outras raças revela a eficiência de um modelo excludente e nefasto, patrimônio histórico deixado pelos antigos colonizadores e tão bem preservado no presente.
A conjugação dessas considerações nos revela que a potencialidade do cidadão negro, para qualquer projeto de desenvolvimento do país, é algo que deve deixar de ser realidade somente para norte-americanos ou sul-africanos, materializada pelas figuras ilustres dos negros Jesse Jackson, Colin Powell, Coretta Scott King ou Nelson Mandela. O Brasil e a população negra, mais do que nunca, deve abandonar modelos alienígenas e mal adaptados à nossa realidade. Temos nossos próprios super-heróis, e eles são negros, brancos, amarelos e vermelhos, todos com a mesma missão de construir uma sociedade melhor.
- VLAMIR ANTÔNIO DA SILVA, Londrina.

Nova vida de luz

A nossa vida é constituída de momentos... momentos que nos pegam de surpresa. Para nós, a ausência da nossa Flávia é um momento de dor, tristeza, perda e saudade, mas seria um momento de desespero e amargura, se não tivéssemos a certeza de que ela está absorvida pelo encanto de Deus, no caminho de uma nova vida de luz e paz. Flávia sempre viveu transmitindo alegria, paz, companheirismo e determinação. Sentimos fortemente sua luz. Sua presença permancerá em nós nos momentos de luta, de felicidade, de busca e de saudade. Sua simples lembrança enche nossos olhos de vida e alegria. Flávia foi um presente precioso de Deus.
O calor humano recebido e a fé nos ajudam a continuar a caminhada. Uma caminhada onde somos envolvidos pelo sentimento, carinho e solidariedade dos amigos e parentes. Expressamos nossa gratidão e admiração pela seriedade, profissionalismo, ética e dedicação dos médicos Daniel Romero Mu¤oz, Mário Jorge, Ugo Frigoli e Débora Ramos - legistas do IML/SP, hoje nossos amigos. Ao governo do Estado do Paraná, na pessoa de Emília Belinati, e major Alcântara, que não mediram esforços para apoiar-nos. Ao Dr. Rubens Gurgel pela orientação e discernimento. Pela solidariedade e colaboração dos funcionários da TAM e a todos que direta ou indiretamente nos apoiaram e nos fortaleceram com muita amizade e fé.
Temos uma grande missão. Continuamos a viver. Tirarmos de todos os momentos, por mais difíceis que nos pareçam ser, a sabedoria, a experiência, a luz divina e a paz. O que nos estimula a continuar é a esperança de um dia também encontrarmos a paz infinita e eterna. Obrigado a todos.
- LÚCIA MARINA, LUCY ANA E LÚCIO VILELA STAUT, família da Flávia Staut, vítima do acidente da TAM.

CLT

O Governo federal estuda mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CTL) visando tornar definitivos os valores estabelecidos nas homologações trabalhistas, evitando que o empregado recorra à Justiça depois de assinada a rescisão. O Sincoval, que representa base territorial de 39 cidades da região, defende a tese considerando que muitos lojistas não dispõem de recursos para sustentar ações ou acordos que nem sempre se justificam. Por isso sugere a presença de um representante da Delegacia Regional do Trabalho, substituindo até mesmo a figura do juiz classista, para referendar o ato da dispensa, o que daria caráter definitivo à questão, libertando o reclamo de outras despesas processuais que, muitas vezes, não pode pagar e também o Estado, que se livraria de encargos com pessoal dispensável em face da modernização do procedimento.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina.

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