O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Jornalismo
É triste ver o jornalista Homero Barbosa Neto, em seu artigo A ética e os Direitos Humanos (publicado na sexta-feira), defender o seu programa Acontecendo, tentando diferenciá-lo de outros que exploram a desgraça humana como o Ratinho, Cidade Alerta, Leão Livre. Infelizmente o programa dele se diferencia pouco dos demais. Ele disse que não mostra cenas fortes. Mas recentemente o programa apresentou cenas (alegou ser de cinegrafista amador), mostrando cenas de sexo numa praia do Balneário Camboriú.
O que mais me chateou foi ele atacar uma atitude do Sindicato dos Jornalistas de Londrina em ter dado o registro profissional a vários companheiros que, em muitos casos, fizeram e fazem a história do jornalismo londrinense. Pior é chamar estes profissionais não diplomados de iletrados. Estes jornalistas, que em muitos casos estão na profissão antes mesmo do Barbosa Neto ter nascido, continuam fazendo um jornalismo ético, muitas vezes nos bastidores dos jornais, sem estardalhaço ou promoção pessoal (basta lembrar que, por causa deste tipo de jornalismo defendido por Barbosa Neto, ele tentou ser candidato a deputado estadual, mas foi impedido pela Justiça).
Como o jornalista, também sou formado pela Universidade Estadual de Londrina, com o diferencial que eu não fui o primeiro colocado da turma como ele gosta de pregar. Também defendo que os novos profissionais de jornalismo devem ter o diploma, como determina a lei. Mas não podemos atacar aqueles que, antes desta lei entrar em vigor nos anos 70, não tenham direito a este reconhecimento da nossa categoria profissional.
- ALEXANDRE SANCHES, jornalista em Londrina
Assalto ao bar
Revolta, ódio, vontade de arrancar as tripas desses bandidos e comê-las fritas com alho e óleo. Confesso que tenho realmente em alguns instantes esses pensamentos! No entanto, temos que dirigir nossa atenção ao real especulador por detrás de toda esta trama. O diabo. A Bíblia nos diz que o diabo vem para roubar, matar e destruir; e nós, que nos consideramos cristãos, muitas vezes confundimos as coisas, e imputamos toda a culpa ao ser e nos esquecemos que o ser tem culpa, porém, fora induzido. Os filósofos - segundo escreveu Karl Marx - tão-somente têm interpretado o mundo diferentemente; o ponto, contudo, consiste em transformá-lo... Por mais diferentes que sejam em suas afirmações fundamentais, o Evangelho cristão e o comunismo, neste ponto, estão de acordo. De modo distintivo, o povo de Deus proclama um mundo transformado em consequência de homens transformados. Homens dados à reflexão produzem novas filosofias; somente os homens regenerados possuem a solução para uma sociedade realmente nova. E essa é a solução que realmente importa, as transformações de dentro para fora, que só mediante Jesus, o Cristo, podemos alcançar. Só Jesus, só Jesus, só Jesus pode consolar, pode confortar, pode transformar.
- EMERSON DE PINHO ADAM, Blumenau (SC)
Médico de família
Os médicos representados pelos seus órgãos de classe estão defendendo a bandeira do Programa Médico de Família. Em princípio os tolos, os ingênuos, aplaudem a idéia que só servirá para oficializar a malandragem. Os espertalhões alegam que irão atender o povão de casa em casa. Mas quando eles irão fazer isso? Ora, esses funcionários não vão nem ao posto médico! Como irão cumprir sua carga horária longe dos olhos do seu chefe hierárquico ou de algum funcionário?
Quem defende a tese do médico de família está mal-intencionado, não quer trabalhar. Vão é entrar definitivamente na malandragem, na qual vivem, hoje, ainda que fora da lei. Outra corrente que defende o médico de família é composta de ingênuos, inocentes úteis, massa de manobra de espertalhões. Essa prática era muito boa há 70 anos, quando não havia laboratório, eletrocardiograma e toda essa parafernália que faz milagre. Como um médico nos dias atuais vai ter coragem de diagnosticar uma enfermidade, sem ter orientação de exames de sangue, urina e fezes? Vai fazer mágica?
O tempo não volta. Para sucesso do médico familiar seria necessário que o esculápio andasse nas ruas acompanhado de um caminhão com todos os instrumentos. É uma tese absurda. O que os médicos querem é fugir dos plantões, dos gabinetes, das enfermarias, de marcar o cartão de ponto. Falta coragem para impedir esse assalto aos cofres públicos, que os sindicalistas estão armando. Como diria Jânio Quadros, vamos é policiar os vivaldinos.
- MARCUS ODILON, Paragominas (PA)
Educação
Em resposta à carta do Sr. Ulysses R. Camargo Ribas, publicada na edição de ontem deste jornal (Educação, página 2), esclarecemos que o governo do Paraná está promovendo um reescalonamento das férias no serviço público estadual. O objetivo desta medida, determinada pelo Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe), é garantir o direito às férias anuais dos servidores sem comprometer a qualidade do serviço público. O escalonamento vai evitar que milhares de servidores entrem em férias, ao mesmo tempo, nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, comprometendo o andamento dos serviços.
A necessidade de promover o escalonamento levou à suspensão temporária do pagamento do terço de férias, o que começa a ser feito a partir do final dos estudos realizados pelo Crafe, o que está previsto para os próximos dias. Com esta medida, o governo do Paraná está garantindo, ao mesmo tempo, o direito do servidor, de sair de férias, e o direito dos paranaenses, de contar com um serviço de qualidade.
- SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL DO PARANÁ, Curitiba
Correção
- O Projeto Vivendo Cultura, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura de Londrina atendeu em média 650 pessoas por mês e não em seis meses como foi publicado na edição de segunda-feira da Folha2.
- Título correto na primeira página de ontem sobre viagem do governador do Paraná ao exterior é Lerner vai ao Bird e pede ajuda.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





