O leitor escreve
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História
Na reportagem Autodidata aponta erro em concurso para professores, publicada dia 5, achei muito interessante as afirmações de Valter Durães sobre a verdadeira história de Londrina. Depois ainda têm coragem de falar em turismo em nossa cidade. Uma cidade que não preserva sua história em todos os detalhes não tem passado! Quer um exemplo de amor à terra natal? Moro no Recife há dois anos; quando os turistas chegam de todas as partes do Brasil e do mundo para conhecer Recife ou Olinda por exemplo, qualquer criança se habilita a contar a história local.
As casas antigas são preservadas, ao contrário infelizmente de Londrina, onde as casas mais antigas são substituídas por edifícios. Aqui, em geral a grande parte da população sabe sobre a história local, embora no Nordeste o povo seja muito sofrido. Nem brincando o povo daqui tem o conforto de uma população como a de uma cidade como Londrina, em todos os aspectos. Acredito que um dos poucos órgãos (se não for o único) que se preocupa com este aspecto, é a Universidade Estadual de Londrina.
- MÁRCIO DAVID, Recife
Estranho no ninho
Sou carioca, nascido e criado na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, bairro da Tijuca, e estou com minha família há cinco anos em Petrópolis, interior do Estado, distante a apenas 50 minutos da capital, vindo parar aqui por motivo de transferência profissional. Por mais perto que esteja de minha cidade natal, as coisas aqui em Petrópolis parecem bem mais paulistas do que cariocas, e jamais consegui me sentir em casa.
A semelhança do petropolitano com o paulista é muito acentuada. Eles nada têm a ver com os cariocas. Desde ser um povo sisudo, fechado, amargurado e de mal com a vida, até culminar com um aviso colocado recentemente na praça principal da cidade (Praça da Liberdade) que diz: Semáforo a 20 metros, tudo nos faz pensar que estamos em São Paulo. No Rio sempre foi sinal a palavra usada pois semáforo e farol são termos paulistas.
Todas as emissoras de TV que captamos aqui (exceção da Globo) são geradas de São Paulo, que fica a 500 km de distância. Nas últimas eleições, quase votei no Covas para governador e Suplicy para senador, além de estar quase trocando de time - Botafogo - por Santos ou Palmeiras. Isso tudo motivado pela enxurrada de paulistas que por aqui abundam. Petrópolis está em São Paulo?
- FERNANDO EGYPTO BEZERRA, Petrópolis
Educação
É difícil acreditar nas imagens mostradas nos telejornais das redes de televisão. Mas ainda bem que as redes mostram, para que todos vejam, o descaso com a educação no País. Pudemos ver e sentir as dificuldades de pessoas (portadoras de deficiência física, idosos, mães em desespero) que tentam vagas para seus filhos nas escolas. E o mais incrível é que mesmo havendo a distribuição de milhares de senhas, as pessoas permanecem nas filas por vários dias, acampadas em barracas e tendas, chegando mesmo ao ridículo de terem que participar de sorteios.
Algumas vagas conseguidas são para outros bairros, onde as crianças tem que andar mais de 5 quilômetros, porque não podem pagar ônibus. Os nossos governantes e legisladores poderiam criar uma lei municipal, para que crianças carentes no 1º Grau não pagassem passagem. Agora com o corte no Orçamento, pelo qual foram desativados delegacias regionais do MEC, pode até faltar a merenda escolar. Triste Brasil, onde as crianças simples e humildes não poderão acompanhar aquelas de classe média que estão matriculadas e que dizem que são o futuro de uma nação.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato eprofissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





