O LEITOR ESCREVE
Clonagem
A ovelha escocesa chamada Dolly tornou-se, em apenas um dia, celebridade no mundo por ter sido clonada (duplicada) por cientistas que buscam a qualquer preço a perfeição e novas descobertas, através da genética. A clonagem não é novidade nem assunto novo. O carrasco nazista Mengele já havia feito experiências com crianças e adultos, a pedido de Hitler, que pretendia produzir rebanhos de seres humanos que pudessem ser manejados ao seu bel-prazer. Com a clonagem de animais, vem à tona a clonagem de homens e para isso já existem pessoas excêntricas e milionários à procura desse tipo de vida. Muitos têm congelados seus cadáveres na esperança de um dia a ciência possibilitar sua ressurreição...
Triste mesmo é saber que, no apagar das luzes do século XX, o homem vive as síndromes da ganância, individualismo e obscurantismo e distanciou-se de Deus. Continua a destruir a natureza e a vida, porém pagará caro por tudo isso. Corremos o risco de ter dinheiro mas não alimentos para comprar. Carros importados e do ano e não ar para respirar, pela poluição do monóxido de carbono. Todos os bens materiais e não solidariedade com o nosso próximo, principalmente os menos favorecidos pela sorte e pelo destino. Grandes mansões e não água potável para beber. Enfim, estaremos no final dos tempos, ou, como disse o poeta sertanejo: ‘A inteligência do Homem só chega onde Deus permite’.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Brasileiros no exterior
Quem diria, Brasil velho de guerra, que outrora foi terra acolhedora de milhões de estrangeiros, a começar pelo colonizador, agora se transforma em exportadora de gente, mão-de-obra barata para o mundo, de maneira especial para os Estados Unidos e o Japão.
Em recente estudo do embaixador Sebastião do Rego Barros, publicado na revista ‘Política Externa’ vol. 5, nº 3, sob o título ‘O Itamaraty e os brasileiros no Exterior’, ele afirma com bases em dados de nossas embaixadas e consulados, mundo afora, que somos, nós brasileiros, mais de 1.500.000 vivendo no exterior. Há brasileiros em praticamente todos os países do mundo. Em alguns deles apenas dois, três, mas no Japão são 200 mil; nos Estados Unidos chegamos a 600 mil e no Paraguai 350 mil. Números aproximados. Esse número de emigrantes brasileiros remete para o Brasil, a cada ano, em torno de 4 bilhões de dólares (quase uma Vale do Rio Doce). Diz Rego Barros: ‘Hoje, qualquer análise de balanço de pagamentos do Brasil, ressalta a importância do fluxo de transferências unilaterais de recursos’. (Só do Norte do Paraná há uns 25 mil no Japão)
A novidade para os brasileiros no exterior é a criação do Conselho de Cidadãos nos consulados e nas embaixadas. Já há 29 deles para tratar dos problemas dos nossos patrícios nas ‘estranjas’. Outra novidade é o consulado itinerante. Onde houver crescimento da presença de brasileiros, lá irão, por algun tempo, funcionários, cônsul e até o embaixador, prestando atendimento in loco.
Barros lembra que são tantos brasileiros, lá fora, que é preciso atentar para o problema do ‘Brasileiro preso’. Sempre acontece algum caso em um universo de 1,5 milhão de pessoas. Matar, morrer, roubar ou ser roubado, sofrer acidentes. O Brasil passará a tratar com mais atenção esses casos, criando serviços especiais para isso. Ainda bem. O brasileiro no exterior passa enormes vexames. Que o diga, até mesmo o Gugu Liberato, que teve de ficar em trajes de Adão, em Roma, para ser revistado. Somos mal vistos, mal considerados, mal aceitos mundo afora. Eis a verdade. Até em Portugal, os bigodudos da aduana se invocam com os brasileiros, irmãos d’além-mar, ora, pois, pois.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão.
Apoio à UEL
Mais do que nunca, a sociedade londrinense e do Norte do Paraná, de modo geral, e a comunidade universitária, em especial, devem voltar os olhos para a nossa Universidade e seus problemas. A população tem o dever histórico de se mobilizar frente a esta questão. É urgente a implementação do Plano de Carreira para os professores e funcionários da instituição como forma de resgatar sua dignidade e credibilidade. É imprescindível que o governo estadual regulamente e providencie a liberação de verbas para a UEL e o HU. Participe. Cobre do seu sindicato, patronal e de empregados, de sua associação, de seu clube social e de sua igreja um comprometimento e engajamento nessa luta, que é de todos nós. Com a palavra a nossa classe política, os representantes da sociedade civil organizada, você, cidadão, e o governador Jaime Lerner.
- MARCIO L. CARRERI, presidente do Centro Acadêmico de História, da UEL.
Tesouro escondido
Muito raro é o homem que não tenha sido realmente amado por uma mulher. O amor feminino é uma verdadeira dádiva. A mulher que ama adquire potencialidade e capacidade extraordinárias. Ganha um sexto sentido e é capaz de tudo. Acontece que o homem, geralmente desconhecendo essa verdade, não só dela não se aproveita, como a aniquila pela violência das emoções descontroladas com orgulho, vaidade, prepotencia, intolerância e outras. A mulher que ama, bem compreendida e bem estimulada é um tesouro de valor incalculável. Não há na terra, para o homem, maior valor do que uma mulher que o ame. Basta um pouco de atenção, de cuidados ou gentilezas que o homem conceda à mulher amada, para dela receber uma torrente de ternura. Não há dificuldades que não sejam superadas pelo homem envolvido pelo amor de uma mulher. Respeitemos e cultivemos o amor e seremos verdadeiramente felizes!
- JOSÉ MÁRIO CSISZER, Londrina
Maria Dolores
Pois é, dna. Maria! Você que tinha tantos planos e objetivos na sua vida, não pôde ficar entre nós para desfrutar de tudo que plantou. A velha guerreira se foi e a cada dia que passa a sua ausência nos angustia, e a todo instante a procura se choca com a dura realidade: a falta de você. Lembrança dos nossos momentos difíceis, aqueles que nos trouxeram felicidade.
Diante das estrelas, pergunto ao infinito onde está você e navego com a imaginação rumo ao paraíso tentando encontrá-la. Perguntas sem respostas, procura sem encontro e o desespero para abraçar e beijá-la como nos sonhos. Pois é, Dona Maria! A cada dia a saudade aumenta mais e a vida aqui não será fácil sem você. Claro que não vou fugir à luta, pois tenho que regar e tratar das suas sementinhas que você deixou. Mas não será fácil sem você. Saber que terei de conviver com esta situação pelo resto da vida dói demais, porém resta-me o consolo de que é gostoso lembrar e falar de você e do quanto foi bom que você passou por aqui.
- JOÃO TOMAZ DE AQUINO, Londrina.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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