O leitor escreve
Barbosa Ferraz
Diante da reportagem publicada há dias neste jornal, dando conta de uma pretensa situação caótica existente em Barbosa Ferraz no setor de segurança pública, sinto-me no dever de trazer à população da cidade e da região os esclarecimentos necessários.
É fato conhecido de todos que os assim chamados delegados ‘‘calça curtas’’ foram destituídos de suas funções em 1º de janeiro, mediante portaria do governo do Estado. Com isso, o Sr. Cristiano Yassaka, que exercia tais funções na delegacia da cidade, foi também destituído, ficando a delegacia, como outras em idêntica situação, subordinanda à de Peabiru. É exagero dizer que a situação em Barbosa Ferraz é caótica. O índice de criminalidade no município é baixíssimo, e eventuais ocorrências são atendidas pela Polícia Militar e encaminhadas prontamente a quem de direito. A Prefeitura até o momento vem dando total assistência à segurança pública local, bancando um serviço que é de competência do governo estadual, qual seja complementação salarial ao delegado, pagamento do escrivão, do carcereiro e de outros funcionários da delegacia, com grande sacrifício para as finanças municipais.
Que os cinco presos na cadeia local estejam passando fome é um tanto quanto exagerado. Na verdade, além da contínua assistência da Secretaria Municipal de Ação Social fornecendo alimentos, remédios, colchões, cobertores, material de higiene e limpeza, a cidade conta com o trabalho da Pastoral Carcerária ligada à Igreja Católica e clubes de serviço, que vêm colaborando em todas as frentes para que os encarcerados sejam atendidos em suas necessidades básicas. A população barbosense tem pedido com insistência o retorno do Sr. Cristiano Yassaka ao trabalho frente à delegacia, onde prestou relevantes serviços durante mais de quinze anos. Para tratar deste assunto e de outros afetos à segurança pública, fui recebida pelo secretário Cândido Martins de Oliveira, e há grandes perspectivas de que os problemas tenham breve solução.
- ELZA MARQUES GONÇALVES, prefeita
Morto na foto
Em relação à foto/notícia publicada pela Folha de Londrina/Folha do Paraná a respeito da aparição de uma pessoa falecida em foto de casamento, algumas observações: ainda que ela fosse forjada, as reações apaixonadas de certos líderes evangélicos mostram que eles estão pelo menos 600 anos atrasados, com pensamentos enraizados na Idade Média, quando qualquer fenômeno que ultrapassasse os limites estreitos dos cinco sentidos físicos era tachado de obra do demônio, e os que lhes davam origem eram queimados vivos.
As palavras do representante católico foram perfeitas até o momento em que disse que a Igreja não tinha explicações para o fenômeno. Pecou em afirmar que o fato foi forjado, sem ter provas para isso, duvidando, assim, da idoneidade das pessoas envolvidas. Os espíritos estão por toda parte, buscando sempre realizar os seus desejos, mesmo quando não apareçam em fotografia. Deus permite que em certos casos apareçam para despertar os incrédulos e confundir os orgulhosos ‘‘donos da verdade’’. Os espíritos não aparecem a todo instante porque Deus quer que as pessoas adquiram fé na espiritualidade espontaneamente, respeitando-lhes o livre arbítrio, por ele mesmo concedido.
Muitos religiosos negam a vida após a morte, a reencarnação e outros princípios, não por convicção, mas por que isto lhes interessa à consciência, já que existem provas indiscutíveis que confirmam tais princípios, mesmo nos textos bíblicos. Qualquer alteração em sua crença os obrigaria a grandes mudanças e seus dourados edifícios doutrinários, construídos sobre alicerces de barro, desabariam. A verdade, porém, independe da opinião humana. Recordemos Galileu Galilei, que para escapar à condenação pela Inquisição, dita Santa, traiu a consciência e negou que a Terra girasse em torno do Sol. Satisfez a Igreja, mas o nosso planeta, indiferente, continuou a girar em torno do astro rei.
- NAUDEMAR NASCIMENTO, Londrina
Obras em rodovias
Os usuários não podem continuar pagando caro (alguns com a própria vida) pela falta de entendimento entre o governo e as concessionárias. Afinal, isso não foi mostrado na propaganda? Com algumas exceções o povo está fazendo a sua parte, que é pagar o pedágio. Cabe ao governo agilizar este problema jurídico ou voltar as tarifas para o índice antigo e começar a fazer ‘‘alguma coisa’’. O desenvolvimento de várias regiões, inclusive o Norte (Rodovia do Café), depende e muito destas obras. Não nos esqueçamos que o governador prometeu entregar a Rodovia do Café duplicada até Ponta Grossa em três anos e meio. Sete meses já se foram e fica a pergunta: Quem vai tirar este atraso?
- ÁLVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
IPTU 1999
Aproveito o espaço para sensibilizar o prefeito Antonio Belinati, por quem tenho profundo respeito e admiração. Nossos aposentados já sofrem com o descaso das autoridades federais, que os discriminam com os famigerados soldos, sem contar com o péssimo serviço oferecido pelo INSS. É triste vê-los humilhados nos porões da Prefeitura, pedindo clemência ao prefeito, para tirar-lhes o pesado fardo do carnê do IPTU, isenção já concedida no mandato do prefeito Cheida. Embora com menos recursos, não somente isentou o imposto propriamente dito, como também as taxas agregadas e sem necessidade de humilhação. Peço a Deus que o ilumine e o faça ver que nossos aposentados não merecem essa ingratidão.
- LUIZ FURTADO, Londrina
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