O leitor escreve
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Segurança
Amanhã, a atual diretoria do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina - uma organização não-governamental, não ligada ao Poder Público - completa seis meses de gestão. Até aqui - não sabemos se feliz ou infelizmente - as coisas têm ocorrido mais ou menos como alguns de nós esperávamos: algumas conquistas, muita conversa com autoridades, pouco ou nenhum retorno, muito trabalho a ser feito e determinação em fazê-lo.
Representamos a comunidade londrinense, que grita pelo seu direito de ir, vir e ficar com segurança. Somos parte desta comunidade que deseja caminhar pelas ruas e praças tranquilamente. As estatísticas, porém, parecem estar contra nós, pois embora alguns índices caiam aqui ou ali, em média a cada 30 minutos (dados do ano passado) temos uma ocorrência registrada. Que lugar é esse onde acontece um crime a cada meia hora?
Apresentamos ao Poder Estadual, meses atrás, a Carta de Londrina, na qual quase 150 entidades signatárias expõem o perigoso quadro de insegurança na cidade. Sugestões foram feitas e alternativas apontadas. A maioria das propostas sequer recebeu resposta. As exceções esbarram, infalivelmente, na boa vontade governamental. Sim, porque só a falta de boa vontade explica - mas não justifica - o descaso a que temos sido submetidos. Parece até que enfrentamos a política do ignora para ver se passa.
Com o apoio da Câmara Municipal - também representante legítima da população - já convidamos o secretário estadual de Segurança Pública para discutir conosco, aqui, nossos problemas. E finalmente, cansados do silêncio da omissão, decidimos buscar nossos direitos junto à Justiça. Que o Poder Estadual explique em juízo por que não cumpre suas responsabilidades para com o povo londrinense. Nossas reivindicações são justas e legítimas. Antes de tudo, queremos saber por que temos sido ignorados. Depois, exigimos providências concretas. E exigimos pelo simples fato de que, como cidadãos, temos não só o direito, mas o dever de fazê-lo.
- JORGE Z. COIMBRA NETO, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina
Azulão
Pássaro que traz reminiscência da minha infância. Reminiscências de fatos e coisas alegres. Uma delas era a sonoridade do canto do azulão, pássaro de canto e perfil raros. O azulão para mim era como uma sombra a acompanhar o meu corpo. Sinto que essa agregação sempre me fez feliz; sempre me deu paz. No final do ano passado, atendendo ao convite de um amigo, passei alguns dias em sua fazenda, no Pantanal do Mato Grosso. Que maravilha, que deslumbramento! Pássaros das mais variadas espécies, conhecidas e desconhecidas. As formas, as cores, os cantos...
Todavia, o êxtase somente aconteceu com o aparecimento de um azulão pousado numa velha figueira, próximo da sede. A figueira, apesar de velha, ainda produzia frutos, motivo do interesse do azulão avistado. Da aprazível área da casa vi o azulão, como, por igual, ouvi a beleza de seu canto. Foi tudo muito rápido. Saltitou, saltitou, e velozmente partiu para mais um recolhimento no seu habitat natural, pois o sol já se escondia no horizonte, deixando apenas as suas résteas de luz por sobre o paraíso ecológico do Pantanal.
O convite valeu por duas razões: a primeira, por ter partido de um verdadeiro amigo; a segunda, por me proporcionar a oportunidade de voltar ao meu histórico passado, passado que me fez tão feliz, mas que, infelizmente, não volta mais... Como não podemos, através de nosso alvedrio, deter a marcha do tempo, a mãe natureza, com seus acenos, conforta-nos e procura animar as vicissitudes a que estamos sujeitos nos caminhos de nossas vidas, criando azulões e uma infinidade de outros seres. Há, pois, na natureza, um equilíbrio inteligente, que a todos os seres racionais comove. E viva o azulão!
- JOSÉ ÁLVARES DELFINO, advogado, Londrina
Modernização
Num avião da Rio-Sul li na Folha de Londrina/Folha do Paraná o excelente e equilibrado artigo Mudar a legislação trabalhista, onde meu velho amigo Walmor Maccarini aborda, com óculos de lente sensível e de grande aumento, a problemática que dificulta o Brasil a se modernizar mais rapidamente. Sua pergunta Sabem quem ama, mesmo, o trabalhador? É o empresário. cai como luva em todos os que trabalham, começando pelo mais simples trabalhador até os mais graduados, inclusive nós, empresários.
Parabenizo-o pela coragem de expressar uma opinião que ainda é assunto extremamente controvertido (tabu para muitos) em particular para aqueles que ainda não conseguiram ver ou descobrir um dos muitos aspectos necessários para a modernização do País, que você tão bem aborda. Envio-lhe meu abraço, desejando-lhe pleno sucesso em sua vida pontilhada de conquistas no jornalismo.
- ALCEU A. VEZOZZO, empresário em Londrina
Morto na foto
A controvérsia sobre a foto publicada dia 30 de janeiro, em que aparece o morto em casamento de seu filho, tomando-se por princípio que a foto seja, sem dúvida, autêntica, revela que a religião judaico-cristã não tem acesso a realidades sutis da existência. Mais retrógrados ainda são os cristãos evangélicos, os quais taxam tudo o que sua bíblia intolerante não admite como obra do Diabo. A explicação espírita é mais ousada e abrangente, tendo raízes nas abordagens orientais sobre a realidade holística da consciência e da energia.
Estes parâmetros são debatidos e investigados por pensadores e cientistas nas últimas décadas, num esforço de elaborar novos paradigmas que contemplem a totalidade incognocível do universo e sua essência energética complexa. Muitas práticas, inclusive terapêuticas, já têm sua base assentada sobre a natureza multidimensional do ser e da realidade. Religiões ultrapassadas cederão irreversivelmente a posturas filosóficas, existenciais e científicas que sejam mais congruentes e descrevam de maneira mais original e autêntica os mistérios da existência.
- DINARTE ARAÚJO NETO, médico, Antonina
Correção
- Deputado Aníbal Khury (PFL) assume a presidêncida da Assembléia Legislativa do Paraná pela quinta vez e não pela sexta, como foi publicado ontem.
- Respostas das Palavras Cruzadas de hoje, na página 4 da Folha Dois, por erro técnco não correspondem ao quadro apresentado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





