O leitor escreve
O leitor escreve
Depois da morte
Está se tornando cada vez mais corriqueira a impressão, em chapa fotográfica, de pessoas desencarnadas, juntamente com familiares, em ocasiões festivas. Análise criteriosa de fatos dessa natureza nos leva a concluir que nada há de estranho nisso. Espíritos são homens ou mulheres que viveram na Terra, com os mesmos defeitos e qualidades. Perderam apenas o corpo somático, podendo ir livremente a todos os lugares.
Esses fenômenos de aparição na chapa fotográfica estavam em ambiente familiar ou de amigos muito queridos, como o caso de uma dupla de cantores. Um deles morreu em acidente de automóvel e apareceu num curto espaço de tempo, na foto, junto com o companheiro. É provável que no ambiente onde ocorrem esses fenômenos mais de uma pessoa forneça-lhe elementos necessários à aparição.
Naquele caso de Belém do Pará, em que o neto veio assistir à missa de corpo presente da avó, mais de 300 pessoas da cidade reconheceram o moço desencarnado havia mais de quatro anos. Em Londrina tivemos fatos semelhantes. Advogado bastante conhecido. O pai figura ao lado da esposa no casamento do filho. Seria singular se esses fatos tivessem ocorrido em ambiente estranho a eles, entrando também aí a lei das afinidades, sem a qual seria impossível realizar esta suposta façanha.
- EUCLIDES ALVES DE ARAUJO, Londrina
Perigo do céu
Sobre a reportagem O perigo que vem do céu publicada na Folha da Sexta, dia 8: pára-raios obsoletos, falta de pára-raios e/ou sistema de proteção contra descargas atmosféricas fora das normas técnicas (ABNT) são responsabilidade de síndicos, proprietários, administradores, diretores etc. Na ocorrência de raios que venham a provocar acidentes pessoais e danos às edificações, o responsável tem que responder na forma da lei. A quantidade de raios em determinada região é dada pelo Índice Ceráunico. Na região de Londrina é de 84, contra 54 de Florianópolis, 53 de Curitiba, 38 de São Paulo, 24 do Rio de Janeiro e 20 em Porto Alegre. Na Europa está entre 5 e 30. Justamente lá, onde os sistemas de proteção contra descarga são bastante rigorosos.
O aterramento elétrico é responsável pela dissipação da descarga do raio no solo. Se a medida da resistência ôhmica do sistema estiver acima do valor estabelecido pela norma NBR-5419/97, o sistema pode estar comprometido. As seguradoras não cobrem sinistros nas edificações fora das normas técnicas.
Os pára-raios radioativos estão proibidos desde 1989, pela resolução 4, de 19/4/89, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (DOU de 9/5/89), devido a sua alta periculosidade. Pesquisas comprovaram que não produzem o efeito desejado. A simples substituição do captor radioativo pelo captor Franklin deixa desprotegido contra queda de raios parte do volume do prédio. Os serviços executados na área de proteção contra descarga atmosférica devem ser feitos por firma especializada e com o devido recolhimento da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do engenheiro responsável. Os prédios de Londrina, na sua maioria, estão com andares superiores praticamente desprotegidos.
- FAUZI GERAIX FILHO, engenheiro eletrecista, Arapongas
Esquerda brasileira
Com referência ao artigo Abraço do Afogado, de Rogério Lima, publicado dia 2: quando acaba o jogo de futebol e nosso time perde, a primeira coisa que fazemos é botar a culpa no técnico e no juiz. Depois dizemos que já sabíamos que o time iria perder, voltamos para casa e não pensamos no nosso time até a próxima temporada. Os torcedores sabiam que o time ia perder, mas todos estavam no estádio para ver os gols. Se o time tivesse vencido, então nem lembraríamos do técnico ou do juiz. O time jogou bem.
O que o sr. Rogério Lima teria escrito se o resultado do Plano Real fosse positivo? Estaria elogiando Itamar? Quem é oposição nesse País? Apenas um punhado de políticos que gostaria de estar no poder. Só isso. A esquerda brasileira atual merece todos os codinomes citados pelo Fernando Henrique. E já que eles têm uma bola de cristal onde prevêem o futuro, poderiam usar essas previsões em benefício do Brasil e não ficar torcendo contra. Vou anotar bem o seu nome, o nome do Itamar e de mais alguns políticos que já sabiam de tudo, para me lembrar que meu voto vocês não vão ter nunca mais. O Fernando Henrique e sua equipe vão vencer essa parada.
- JAIME ADILSON MARQUES DE CARVALHO, Amsterdã (Holanda)
Emprego
Surpresa. Num país como o Brasil, em que o desemprego está cada vez mais acentuado e as multas também, podemos concluir que telefone celular não é ferramenta de trabalho. Hoje o telefone celular faz gerar trabalho e negócio. Dirigir e trabalhar faz muito bem a quem precisa sobreviver e ao País. Busca-se alternativas para aumentar o nível de emprego, porém criam-se leis que reprimam as condições de trabalho. Está na hora de ampliar a visão e analisar os reflexos de decisões sobre trabalho, emprego e multa.
- REGINA MARIA B. A. SCHLUMPERGER, pedagoga em Londrina
Poupança
Na notícia Correntistas depositam dinheiro sacado, publicada ontem, ao que parece os poupadores inverteram as bolas, confundiram Fernando Henrique com Fernando Collor. Se o atual consegue manter um nível aceitável de honestidade, o mesmo não ocorreu com o anterior com o seu famoso estelionato (ou confisco) da poupança. A condição atual é apenas um reflexo do calote do Itamar, que ao invés de demitir os marajás de Belsonte, achou mais prático usá-los para garantir a eleição da oposição, atualmente e talvez futuramente desacreditada. Aos cariocas posso dizer como bom mineiro Hi! tá mar!
- DANIEL RODRIGUES DE LIMA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





