O leitor escreve
Carta aberta
Senhor presidente Fernando Henrique Cardoso: fui um dos que avalizaram sua reeleição, embora consciente do pouco realizado no social, da imobilidade congressual para estancar os efeitos drásticos que hora ocorrem, e da hemorragia provocada pelas privatizações impensadas. Embora o horizonte pareça muito ruim, jamais o homem público e o cidadão Fernando Henrique poderá ser tarjado de ter ficado contra a Nação.
Estancou-se a inflação como nunca, mas este plano, que não passou pelo teste da verdade que agora se prova, e deveria, a bem do País, buscar uma das alternativas: 1ª Que se forme uma comissão de notáveis (não os escolhidos na direita burra) que pensem diferente do modelo atual para somar esforços. 2ª Que observe com atenção as palavras de Jeffrey Sachs: ‘‘O FMI é irresponsável’’ e de Paul Volcker: ‘‘A solução é caseira’’ e 3ª Render-se às evidências socioeconômicas, convocando para já novas eleições exclusivas para presidência ou outro nome dado ao cargo, com imediata reforma política, pois independente de quem ocupá-lo, este nosso sistema está falido (o político).
Aliás, na hora do incêndio, chamaram um excelente deputado, Luiz Carlos Hauly, para fazer o trabalho, mas o que ele pode ou poderia fazer sozinho? Sempre fui e sou defensor de V.Exa., senhor presidente, mas a realidade e a praticidade se demonstraram de outra forma, que se preservem os homens de bem como é este presidente, e todos os outros que, como eu, crêem que o Brasil é totalmente viável.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Crimes raciais
Sugiro ao nobre secretário da Segurança do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, bem como ao delegado Geral da Polícia Civil, Newton Tadeu Rocha, a criação urgente da Delegacia Especial Contra Crimes Raciais, a fim de coibir constantes abusos contra minorias que sofrem com o problema do racismo e preconceito, ocasionados por problemas de herança cultural oriundos da colonização portuguesa e sobretudo de antepassados dos europeus, dos quais somos fruto duma educação distorcida e eminentemente preconceituosa, independente de sermos brancos ou negros. A única diferença é que historicamente criou-se sistemática e ideologicamente uma raça de cor padrão da qual se insiste em manter de maneira abstrata a falsa supremacia racial.
Os movimentos negros e outras minorias devem tomar providências no sentido de se criar esta delegacia, através de ações efetivas e sérias, junto ao poder público, pois nos últimos oito anos foram criadas várias delegacias especiais como Delegacia da Mulher, do Consumidor, de Crianças Desaparecidas, dentre outras. Falta efetivamente esta delegacia contra crimes raciais, que só será criada se os movimentos e entidades negras e outras minorias do Paraná se unirem em torno deste objetivo e deixarem o sentimento de autofagia entre elas, pois do contrário não avançarão em nada suas conquistas sociais. Unam-se.
- ANTONIO CARLOS BASILIO DA SILVA, Curitiba
Trânsito
É sério o problema da falta de educação de determinados motoristas em Londrina. Em algumas vezes eles atribuem a culpa a outros ao volante ou principalmente ao pedestre. Esse contingente deve contabilizar no mínimo uns 30%. Alguns pensam que são donos da rua ou do mundo só porque dirigem um veículo automotor. Deviam ir a uma igreja e agradecer a Deus por possuir carro. Sempre estão com pressa. Mas se está de carro, para quê pressa?
Claro que há também pedestres distraídos, que atrapalham o trânsito. Se você é um destes, dê graças a Deus. Outro dia, ao atravessar um sinaleiro vermelho, eu já havia passado 3/4 da rua, abriu o sinal verde para o motorista e uma moça malcriada enfiou o dedo na buzina. Merece perdão porque deve saber apenas isso. Dia destes estava na esquina da Av. Rio de Janeiro com Espírito Santo presenciei o mesmo acidente cinco vezes. Havia feira nesta última. Todo carro que ia da Rio de Janeiro e tentava entrar na rua, parava na esquina, pois não tinha possibilidade de descer aquela rua por causa da feira. Motorista que vinha logo atrás enfiava a mão na buzina e gritava aqueles palavrões.
- ALBERTO DE PIZZOL, Londrina
Morto em foto
Sobre notícia ‘‘Morto aparece em foto e intriga filhos’’ (publicada dia 30 de janeiro): são comuns as aparições de pessoas mortas em fotografias. Algumas pessoas negam-se a acreditar que estejam vendo, mas outras admitem e até, como o caso desta família, se interessam, emocionam e procuram explicações. Com certeza, este fato fará desta família mais próxima de alguma crença (no caso deles, catolicismo), o que favorecerá o espírito do pai (corretor).
- LEONARDO LEONEL, Londrina
Emater
Notícia ‘‘Reestruturação moderniza a Emater’’ (Folha Rural de 30 de janeiro): a sugestão seria de que cada município fizesse a sua preservação, com as plantas medicinais da região. Estes projetos gerariam sobrevivência de pequenos agricultores falidos ou em fase de extinção, mantendo assim a preservação do meio ambiente e fixando o homem ao campo.
- ESTEFANO DRANKA, Campo Largo
Correção
- Na legenda da foto da esquerda inferior da página 10 de domingo (reportagem ‘‘A Máfia está doente ou hibernando?’, publicada em Geral, estão trocados os sobrenomes dos personagens. O correto é ‘‘Giovanni Falcone e Paolo Borselino: mártires na guerra’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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