O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Mulher
Comemoramos esta semana o Dia Internacional da Mulher. Parabenizo a todas as mulheres que, independente de cor, credo, nível social, vêm lutando incansavelmente, muitas vezes com dupla jornada de trabalho, para melhorar as condições de vida das pessoas que ama. A você, mulher que, mesmo não trabalhando fora, dedica atenção total e aos que contigo convivem. A você, menina, que muito cedo abandonou a sua bonequinha, pela necessidade de trabalhar, cuidando de seus irmãozinhos. A você, adolescente, que teve essa fase importante da vida interrompida pela vinda precoce de um bebê. A você, mulher, que não lhe fora concedido o dom da maternidade, mas que acolhe a todos como se fossem filhos. A você, mãe cansada, que às vezes faz também papel de pai, trabalhando para que não falte nada a seus filhos, mesmo muitas vezes privando-se da sua presença, continua lutando, na esperança de um futuro promissor, cheio de alegria, amor e segurança. A você, mulher, que procura, na humildade e na dignidade, sua realização pessoal, que Deus a abençoe.
- ELIZABETH COTTING DOS SANTOS, Londrina
Transformação
A frase Consolidando a transformação é o eslogam da nossa nova administração. Nova, porque assumimos a administração do município de Rolândia pela segunda vez e, acreditem, não tem intenção alguma de pegar carona no eslogam A transformação que a gente vê, do governo estadual, que também é do mesmo partido que o nosso, o PDT. Porém, acreditamos que para consolidarmos a desejada transformação, mais que simplesmente vê-la, temos que senti-la. E para senti-la necessitamos obviamente usufruir diretamente dos benefícios de efetivas realizações. Por mais que se realize a distância e isso acabe beneficiando a todos, indiretamente, temos necessidade de investimentos diretos, de realização de obras e atendimentos também em nosso território. Temos necessidade de atendimento local e regional. Leia-se Norte do Paraná. Pé-vermelho com orgulho.
Rolândia, por sua posição geográfica privilegiada, está se tornando pólo no atendimento principalmente à saúde, e ultimamente ainda no atendimento de suporte político às cidades regionais de menor porte. Isso faz com que tenhamos movimentação em atendimento e consequentemente despesas acima do que seria normal com atendimento exclusivo aos nossos munícipes. Temos e queremos prestar atendimento a todos que nos procuram. No entanto, nosso município tem que ser visto como pólo e atendido como tal.
O povo precisa dos prefeitos e estes precisam do governo do Estado. Estamos ouvindo e procurando atender nosso povo. Porém, necessitamos ser ouvidos e atendidos na mesma proporção. Estamos apenas no começo. Sabemos que vamos ter somados esforços com a Amepar e AMP, mas temos que sentir urgentemente que não vamos ter que esperar muito mais para isso. Afinal, 2 anos voam. Porém, se houver investimentos conscientes, ainda há tempo para adquirir a confiança e o apoio daqueles que certamente são a base, estrutura e cobertura política: os municípios. A reeleição está aí. Nós estamos aqui.
- JOSÉ PERAZOLO, Prefeito de Rolândia
Invasão
Para que exista o Estado (Brasil) são necessários território, população e política organizada. Território é o espaço de terra. População é o povo que habita esse território. Política organizada é o conjunto de Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Quem prega respeito à lei defende o Estado (Brasil). Quem defende o cidadão que desrespeita a lei prega anarquia, insurge contra o Estado (Brasil).
O Movimento dos Sem-terra tem como objetivo a invasão de propriedades privadas protegidas pela lei (CF art. 5º, XXII; CC art. 524). Logo, seu objetivo é ilegal. Daí, segundo nossas leis (art.502 do CC), tem o proprietário o direito de defesa, com os meios necessários à manutenção ou à restituição da posse. Quem apóia o MST insurge contra o direito de propriedade. Portanto, é anarquista. Ao inverso, não. É incompatível o desejo do sr. Luiz Inácio Lula da Silva de ser presidente da República, com o apoio que vem dando ao MST. O exercício do cargo público não convive com o da anarquia.
- ADÉLIO DRUCIAK, Umuarama
Desemprego
O caderno Londrina (1º/3) traz duas reportagens que representam muito bem o caos social e ético que toma conta de um país balançado pela CPI dos títulos públicos e o terror na previdência. A primeira reportagem é de Paulo Ubiratan, que noticia o fechamento de casa de prostituição na Vila Portuguesa, onde meninas de 15, 16 e 17 anos trabalhavam. O detalhe mais chocante é a declaração de uma das mães, na delegacia. O que a gente pode ensinar para estas meninas se na realidade da vida elas têm razão?
A segunda reportagem, da Edmara Michetti, relata a auditoria da USP na Prefeitura Municipal de Londrina. Uma das conclusões é de que o município gasta muito com o pessoal. Uma das culpas: a frente de trabalho que emprega 1.900 pessoas que recebem salários inferiores a R$ 180,00. A declaração do secretário de negócios jurídicos, Eduardo Duarte Ferreira, chama a atenção: a frente de trabalho tornou-se uma forma mascarada de subemprego público.
- PAULO LIMA, Londrina
Sindicato em ação
O presidente do Sindicato dos Professores Municipais do Sudoeste do PR (SINPROMUSP) está muito descontente com atitudes tomadas por alguns prefeitos da região. Uns, com pouco conhecimento das leis, outros não respeitam a opinião do eleitor, de votar no candidato da sua preferência. Estamos chegando ao século 21 e a democrácia ainda não é reconhecida por algumas autoridades. Prefeitos transferindo servidores de um estabelecimento de ensino para outro, procurando demitir funcionários com estabilidade, forçando a pedir demissão, além de outras injustiças, já estão tomando conhecimento. Os prefeitos devem respeitar a opinião de seus servidores. Eles também têm liberdade e muitos podem ajudar na sua administração. Em vez de prejudicá-los, procurem valorizá-los, pois são seres humanos e não chegaram ao cargo que exercem por acaso. Analisem suas decisões, pois com perseguição e injustiça não conseguirão realizar seus compromissos. Existe um superior, que é Deus.
- ALTAIR J. EDUARDO, presidente do Sindicato dos Professores Municipais do Sudoeste do Paraná
CORREÇÃO
Os três juízes responsáveis pelo Juizado Especial Cível de Londrina, citados no caderno Londrina, pág. 4, edição de quarta-feira, estavam em reunião no Fórum no momento em que foram procurados por telefone pela Folha, o que os impediu de atender a reportagem.





