O leitor escreve
Retrocesso
O Rio Grande do Sul já produziu para o País grandes brasileiros, a exemplo de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Este último notabilizou-se pela famosa Campanha da Legalidade, nos idos de 1960, quando a burguesia nacional e os militares, com medo do comunismo, não quiseram permitir que João Goulart tomasse posse como presidente. Essa história todo mundo sabe, só que causa certa estranheza que um Estado que em 1961 fazia campanha pela legalidade, em vez de evoluir, faça hoje exatamente o contrário, faça campanha exatamente contra a própria legalidade, pelo caos, pela desordem, pela inversão de valores, pela arruaça, com o intuito de tumultuar o País. E o pior é que o mesmo líder da campanha da legalidade, Leonel Brizola e seus novos e evidentemente falsos e oportunistas ‘‘companheiros’’ do PT, juntos, preguem a ilegalidade, para que lhes rendam dividendos eleiçoeiros, inconformados que estão com a aceitação e reconhecimento nacional e mundial da liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Li, ontem, com orgulho de brasileira e servidora pública federal, que o nosso presidente é um dos três melhores e mais importantes homens políticos do planeta, sobre o qual repousa a responsabilidade de fazer a humanidade avançar o próximo século com dignidade. A avaliação é do editorialista Alexandre Adler, do jornal ‘‘Courrier International’’, publicação especializada em política internacional de grande credibilidade na Europa. Quanto ao Rio Grande do Sul, outrora baluarte de campanha pelo cumprimento e respeito às leis, espero que continue lutando e aceitando a legalidade vigente e pré-estabelecida, e se comporte de acordo com o ordenamento jurídico do País.
O governo deve impor sua autoridade, cumprir as determinações que achar por bem, quer no âmbito legal, quer no âmbito discricionário, conforme o explicitado na nota emitida pelo Ministério da Fazenda, para combater o caos e a desordem nas relações jurídicas, apregoadas aos quatro cantos do País, por pessoas que deveriam, em suas atitudes públicas, contribuir como exemplo cívico - e nunca mesquinho, para o aprimoramento do País.
- RAIMUNDA DOS SANTOS GUEDES, Brasília
Risco de acidente
Quinta-feira salvei-me de acidente por milagre. Voltava da chácara, na região de Juruqui, por uma estrada rural estreita. Subitamente encontrei de frente com um jipe em alta velocidade. Freiamos, e os carros chegaram a encostar os pára-choques. Escapamos por muita sorte. A estrada só dá passagem a um veículo por vez. Era um dos jipes dessa competição veiculada pela imprensa. Além da possibilidade de grave acidente, fui obrigada a esperar por mais de uma hora, junto com outros carros de agricultores porque poderíamos encontrar outros jipes pela frente, vindos na direção contrária. Eles continuaram passando por muito tempo. Infelizmente essa não foi a primeira vez. Quase tive um acidente outro dia, quando a mesma estrada foi usada em competição de motocicletas.
Pergunto aos organizadores do Jipe Clube e às autoridades: não deveria ser obrigatório o aviso prévio aos proprietários rurais e moradores que as estradas rurais estariam sendo usados por competição com veículos de alto risco? Quem fez a solicitação ou autorizou estradas rurais dentro de terras de nossa propriedade e de outros agricultores fossem invadidas por centenas de veículos, em uma competição, sem consulta ou aviso aos moradores e proprietários?
E quando houver mortes, de crianças e adultos, alguém será responsabilizado? As autoridades do trânsito se preocupam com abusos e multas nas cidades? Regras do trânsito não valem nas estradas rurais?
- DILMA LENZI, comerciante em Santa Felicidade, Curitiba
Itapoá
Comentário sobre a notícia ‘‘Itapoá é reduto de paranaenses’’, publicada na Folha Turismo, dia 18: a Prefeitura de Itapoá e o governo de Santa Catarina estão perdendo a chance de transformar aquele balneário num grande pólo turístico e de lazer. Pior que isso é a má vontade da prefeitura em resolver problemas não tão complexos para quem tem vontade de trabalhar.
Alguns exemplos: a obra de pavimentação do acesso está parada há muito, com grande trecho da camada base de asfalto se perdendo, esperando a camada definitiva. Ironicamente se vê no local várias placas de ‘‘Máquinas na pista’’, quando vemos uma única máquina parada, toda enferrujada. A falta de água é irritante. Irritante mesmo é que nós, proprietários, somos obrigados a pagar mensalmente 10 metros cúbicos para, na temporada, ficarmos no seco.
Não é apenas o acesso que é difícil. Quase todas as ruas da cidade não têm pavimentação, e a que existe também está acabando. Por sua vez, Itapema do Norte também já foi a praia de maior destaque até que um dia apareceu um rio no meio do caminho. O curso do rio está acabando com a faixa de areia da Terceira Pedra, considerada a mais bonita. Banhistas têm que atravessar o rio com a água na cintura. Sem previsão de providência. A iluminação pública é pobre e pelo menos a metade das lâmpadas estão queimadas.
- RUBENS BARBOSA JUNIOR, Londrina
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