O leitor escreve
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Servidores
O governo Lerner, dando sequência à sua política contrária aos interesses dos trabalhadores, decidiu cortar os descontos em folha de pagamento das contribuições dos servidores aos seus legítimos sindicatos. A APP-Sindicato, que já havia sido atingida pela medida, não poderá contar com as contribuições de seus filiados de janeiro em diante. Para os demais sindicatos, o corte vigora a partir de fevereiro. A medida, definida pelo Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe), mostra bem a natureza do governo Lerner, fiel seguidor das políticas implementadas pelo governo federal e que levaram o Brasil à crise atual. O corte das contribuições dos sindicalizados significa um ataque frontal ao direito de livre organização dos servidores públicos, e Lerner está plenamente consciente do fato. Ele não pode conviver com sindicatos livres, que resistam às suas decisões. Ele precisa sufocar os sindicatos para poder continuar sua obra de liquidação do patrimônio e dos serviços públicos.
No caso de corte das mensalidades da APP-Sindicato, no ano passado, Lerner tentou calar a principal entidade dos servidores públicos estaduais para poder implementar o Paraná/Educação, que representa a privatização do ensino. A reação dos trabalhadores em educação, inclusive com uma greve de fome de seis dias, barrou temporariamente a medida. Agora, com a extensão desse ataque a todos os sindicatos de servidores, Lerner dá um sinal inequívoco de que os ataques contra os servidores e os serviços públicos serão intensificados.
Porém, Lerner está enganado se pensa que os servidores e seus sindicatos aceitarão passivamente este ato autoritário. Para os trabalhadores, suas entidades são a ferramenta indispensável de defesa de seus direitos e interesses legítimos. Os sindicatos se tornam ainda mais necessários num momento de crise, quando o governo federal e seus aliados nos Estados tentam fazer com que os trabalhadores paguem pelos resultados da política de submissão aos organismos financeiros internacionais. Que o governador Jaime Lerner não se iluda: o corte do desconto automático das contribuições dos sindicalizados significa uma declaração de guerra aos servidores e ao conjuntos dos trabalhadores. E eles saberão dar a resposta que este governo merece.
- NATÁLIO STICA, vereador do PT em Curitiba
Turismo
É inadiável fazermos o Brasil compatível com seu extraordinário potencial turístico. Instrumento poderoso para gerar empregos e reduzir desigualdades sociais regionais, o turismo é um fato econômico e social e não atividade supérflua. Aproximadamente 2 milhões de estrangeiros visitam o Brasil a cada ano. Entretanto, a Espanha recebe perto de 40 milhões de turistas, os EUA 50 milhões, a França 60 milhões e o México 20 milhões.
Projetos ousados e ambiciosos conferem ao turismo prioridade governamental. Reunimos as melhores e maiores condições do planeta para sermos um país turístico. A região Amazônica, o Pantanal mato-grossense, repletos de beleza, exotismo e ecologia maravilhosa. Extensas e as mais lindas praias do mundo e o mais belo, rico e extraordinário Carnaval que se conhece, Cataratas de Foz do Iguaçu, além de próspero e futuroso turismo rural. Temos ainda cidades históricas, algumas patrimônio da humanidade.
Por tudo isto a criação do novo ministério se faz necessária. Reunirá num único órgão todos os segmentos do setor, para decidir sobre o seu destino como mecanismo prioritário de arrecadação de divisas. É fundamental também que o setor privado se mobilize e estabeleça um mecanismo de comunicações e integração entre o setor público. Com a criação do novo ministério certamente o Brasil poderá ser um dos maiores pólos turísticos do mundo.
- OSVALDO CHIUCHETTA, de Curitiba
O pacto
Leio nos jornais que o governo pretende fazer um pacto com a sociedade para resolver a crise que abala o País. Estou com o deputado Aloizio Mercadante: o pacto já foi feito com o FMI. A sociedade não foi consultada para decidir o destino financeiro do País. Então, quem fez o acordo, que agora resolva e sem aumentar ainda mais as dores do parto que o povo está sentindo. Quando o Japão sentiu o problema, imediatamente baixou os juros internos e deu incentivos para que a indústria e o comércio daquele país conseguissem superar os obstáculos. Aqui vamos na contramão: eleva-se os juros, contribuições como a CPMF, COFINS, aumenta-se a contribuição dos inativos públicos para a Previdência, e por aí afora. O real se sustentou até agora apenas e unicamente no sacrifício da sociedade, leia-se agricultura; a mais penalizada; indústria, quebrada por causa da importação desenfreada; comércio paralisado, povão desempregado. O povo sempre pagou o pacto. Ninguém, em sã consciência, tem coragem de investir em algum negócio, pois com o navio fazendo água e sem luz no fim do túnel é impossível prever o que vem por aí.
- OSVALDO FIDELIS DE CASTRO, Cruzeiro do Oeste
Correção
- As legendas das fotos publicadas ontem na página 1 da Folha2 estão trocadas. O correto é: Muro pintado pelo artista plástico e grafiteiro Jonathan Rodrigues Santos (no alto, à esquerda); obra de Edilson Viriato (no alto, à direita); e detalhe do trabalho de Marlon Azambuja (embaixo, à direita). As fotos são de Marcelo Almeida (uma, à esquerda) e Leandro Taques (as duas da direita).
- A cidade de Primavera do Leste fica no Mato Grosso e não no Mato Grosso do Sul como foi publicado na reportagem Avião cai em Ponta Grossa e piloto morre, na Folha Cidades de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





