O leitor escreve
O leitor escreve
Abusos na TV
O que você faria se uma pessoa da sua família fosse exposta e desrespeitada por um programa de televisão? O que você faria se um apresentador de TV se aproveitasse de um drama familiar para conseguir audiência? O que você faria se um repórter explorasse situações degradantes e não se importasse com o sentimento das pessoas?
Há algumas semanas, os programas Acontecendo (de Homero Barbosa Neto) e do Ratinho levaram ao ar cenas que feriram os mais profundos sentimentos de uma família da região. Sem nenhum respeito pela dignidade humana, eles exibiram cenas de uma pessoa morta, que havia sido retirada de seu túmulo por violadores, em um cemitério de Londrina. A maioria dos jornais, TVs e rádios de Londrina noticiou o fato, mas teve respeito pela família da pessoa falecida. Os jornalistas sérios e éticos - que são maioria - não mostraram fotos ou imagens ofensivas.
Infelizmente, não foi o que ocorreu com os programas Acontecendo e do Ratinho. Praticando um falso jornalismo, levaram ao ar cenas que mostraram o cadáver sem qualquer pudor, ferindo a sensibilidade de uma família que já estava abalada pela perda de um ente querido. Para piorar, houve a conivência da Polícia e da prefeitura, que permitiram o registro das cenas no cemitério. O que aconteceria se toda a imprensa se comportasse com tamanha insensibilidade? Como fica a situação dos familiares que precisaram de tratamento psicológico depois do trauma causado pela TV?
Na manhã de sábado, dia 30, a partir das 9 horas, em frente ao Banco do Brasil, entidades de Londrina realizarão ato público, para evitar que essas situações se repitam. É preciso defender um jornalismo que valorize as pessoas, que respeite a dignidade humana, que não coloque a audiência e o lucro acima de tudo. É preciso defender um jornalismo ético. Entre nesta nossa luta. Senão, um dia a vítima poderá ser você.
- CILIANE CARLA SELLA DE ALMEIDA, pelo Centro de Direitos Humanos (CDH), e representando outras 25 entidades de Londrina
Banalização
Parabéns pelo excelente artigo Banalização da vida e da morte, publicado pela Folha dia 13. Vale acrescentar que principalmente a TV que penetra em quase 100% dos lares, tem valorizado a mediocridade, há programas e apresentadores perniciosos à sociedade civilizada. As principais estrelas que produzem e/ou que apresentam programas na TV, por terem vida desregrada, querem ver o circo pegar fogo. Exploram, falam tanto sobre sexo e tóxicos - dão a entender que com camisinha e seringa descartável, vale tudo - sequestro de pessoas, estupro, aborto, crimes e tanta miséria humana... Mesmo nos telejornais, apresentados em horários nobres impera o sensacionalismo. Qualquer fato vira novela. Falta ética profissional. Não seria muito mais inteligente e proveitoso com o mesmo custo e tempo valorizar a qualidade e o belo? A Constituição Federal garante às famílias brasileiras; cabe às autoridades constituídas e à sociedade organizada e formadora de opinião combater os absurdos e os abusos.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
FHC
Dizem que o poder corrompe. O que dizer do poder absoluto? Cegueira total, egocentrismo, auto-suficiência etc. O nosso querido presidente, que fala cinco idiomas, mas não entende uma criança reclamando de fome no Nordeste brasileiro, quer a coroa vitalícia e passou quatro anos fazendo troca-troca por uma reeleição ao invés de governar e preparar o País para a prevista catástrofe que se formava na economia globalizada - belo jargão, não? Economistas que discordavam de alguns pontos em sua política, fossem elas de esquerda, oposição ou não, eram chamados de pessimistas, agourentos etc. O dono da verdade sabia o que era melhor, apesar do desemprego que crescia a cada momento, da falência das empresas. Qualquer opinião contrária estava, a priori, errada.
Mas a casa ruiu e ele emprestou dinheiro para cobrir um rombo que o seu governo mesmo fez. E a casa continua ruindo, pois os especuladores financeiros internacionais, aqueles que não trazem um único emprego ao brasileiro mas que são tratados como nobres pelo monarca onipotente, encontraram uma carcaça (o Brasil) que vão comer até o último fio de carne, ou de dinheiro. Esses não nos trazem benefício algum, apenas lucram com a miséria alheia.
- JOSÉ EDUARDO DA SILVA, Rolândia
Futuro prometido
Um ano novo, mas nunca um ano melhor. Os indicadores de atividades econômicas apontam para uma estagnação profunda, dura, amarga e sombria, principalmente para as classes menos privilegiadas. Ouvimos tantas vezes falar no Brasil do futuro, porém, desagrada-nos sentir o peso do futuro do Brasil. Um futuro que nos parece estar ainda distante. Gerações que vêm, gerações que vão sem alcançar o futuro prometido. Somos otimistas sim, mas nada adianta. Prevalece ainda a ambição dos homens públicos, que é a mesma. Vamos orar para que Deus tenha compaixão de nós, livrando-nos dos bancos, das mãos dos agiotas, dos aumentos de impostos. Vamos pedir também as bênçãos divinas para este povo humilde que só sabe sofrer à procura de sua dignidade que não acha. Livrai-nos, Senhor, de todo o tipo de violência. Dai-nos mais saúde e educação. Só assim poderemos um dia prosperar e alcançar o bem-estar de fato e de direito, tão desejado.
- OCIMAR MARTINS, Londrina
Opinião
Fico revoltado quando leio a coluna da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa. Tudo o que ela escreve é de uma facciosidade de direita feroz que chega às raias da paranóia e obsessão. Como médico, acho mesmo que é psicopatia. Para ela, o melhor dos mundos só seria habitado por direitistas fisiológicos; os outros, que não pensam como ela, são como erva daninha a ser extirpada pois não são tão inteligentes, iluminados ou donos da verdade como ela.
- CARLOS CESAR CUSMANICH, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





