O LEITOR ESCREVE
Insegurança
Em 1980 ingressei na carreira de policial no Paraná. Evidentemente nada sabia sobre violência, repressão à marginalidade e muito menos sobre a segurança da população. Todavia, adquirindo experiência através do tempo verifiquei que, embora o aumento populacional e a consequente explosão da marginalidade por causas desnecessárias de análise neste momento, o Estado não conseguiu acompanhar os passos dos infratores, gerando, em consequência, a insegurança do cidadão, que pagando seus tributos se vê acuado diante da violência.
O número de policiais, viaturas, armamento, cadeias etc., tudo é insuficiente. O Sindipol - Sindicato dos Policiais de Londrina - embora ciente das dificuldades governamentais, não poderia deixar de lado, simultaneamente ao medo do londrinense, o risco de vida pelo qual passa o policial civil que, solitariamente, sem qualquer guarda externa, durante todo o período noturno permanece em seu plantão, tentando conter fuga dos distritos policiais totalmente desestruturados para custodiar 50 ou mais presos.
Agradecemos à imprensa local pelo apoio prestado à luta do Sindipol que, certamente, resultará em solução à segurança local e muito mais elogiar o Juiz da Vara de Execuções Penais dos Presídios, dr. Roberto Ferreira do Vale, por ter reconhecido prontamente a gravidade pela qual passa a população londrinense, tomando as medidas necessárias no caso, ou seja, interditando o 5º Distrito Policial, determinando ao comando do 5º BPM o imediato retorno da PM para efetuar a segurança nos demais distritos policiais. O magistrado não estará só nessa luta.
- RALPH GREN DE OLIVEIRA, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina
Impostos
Devo parabenizar o governo estadual, que nos brinda a cada dia com emocionantes e práticas lições de como se deve proceder para criar, ao menos um, ‘primeiro mundo’, no Paraná. Já vimos que os impostos de nove milhões, gerados em 200 mil quilômetros quadrados, cabem perfeitamente em menos de 500, onde podem produzir o que há de bom, se aplicados próximos à corte... nossos recursos, cuja divisão que vem sendo feita há décadas, exatamente desde quando chegaram os pés-vermelhos (até então o Paraná era um Estado desimportante), têm sido, monótona e sistematicamente, dirigidos em favoritismo absoluto, em favor da corte.
Alguém resolveu, aqui, e no melhor estilo europeu colonialista da passagem do século, que os recursos devem ir exclusivamente para a ‘metrópole’, restando aos contribuintes a alegria de ver os seus impostos irem para a saudade, cabendo aos calmos e conformados o orgulho honroso de ter vivido e testemunhado o quanto pode fazer quando o trabalho de muitos é aplicado em poucos.
É o caso de 102 viaturas policiais, sendo 40 para uma área de 0,25% do Paraná, 62 para os restantes 99,75%. Parece demais com a história, jamais contada em números certos, a respeito do número de guardas de trânsito distribuídos em cada cidade paranaense, para não se falar em bombeiros, siate, assuntos que, quando levantados, são sistematicamente enfrentados como separatismo.
O separatismo sempre existiu aqui, em favor da corte e em prejuízo dos plebeus, vulgo ‘nóis’. Afinal, separar os impostos e aplicá-los concentradamente em uma área que não os gerou, e que se privilegia em prejuízo das demais que os vêm produzindo há décadas, é por certo o mais esperto dos tipos de separatismo, já que separar o que é bom mas mantém o gado no pasto, e cuida da cerca, posto que separatismo é mudá-la, e não o privilégio da minoria, no prejuízo monótono da maioria.
Afinal, se a corte sempre se autodeterminou, e no caso já se vão uns sessenta e tantos anos, sempre dentro da intocável exegese do ‘Mateus-primeiro-os-meus’, não percebendo nem reconhecendo mal algum em tal comportamento, por que não deveríamos agir concorde a seus ensinamentos? Primeiro mundo, ou é para todos, ou para nenhum.
- LINCOLN BRASIL E SILVA, Londrina
Turismo
Três motivos de interesse profissional me levaram a participar do Fórum de Turismo do Norte do Paraná, mas é acima de tudo como cidadão que quero registrar os comentários que se seguem. Foi uma grande lição. Um tempo de aprendizado que poucas vezes tive oportunidade de ter. Turismo é coisa séria. Se Londrina quer mesmo ser um pólo turístico é preciso que haja uma revolução na cidade. Começando pelo Executivo, passando pelo Legislativo, arrastando o empresariado e terminando na comunidade, essa novidade, que vem se fortalecendo como fator de desenvolvimento e agente gerador de empregos, além de modificar positivamente o perfil sócio-econômico-cultural dos municípios é, repito, coisa séria.
A conjugação de esforços do poder público, mais do empresariado, mais da população, pode levar Londrina a se tornar um município forte nessa ‘coisa’ chamada turismo. Turismo é, antes de mais nada, uma atividade complexa, que exige uma verdadeira intervenção geral na mentalidade das pessoas que acham possível implantar aqui um centro turístico. Mas, se houver verdadeira vontade política de todos, isso é possível de se realizar. É factível mesmo e só trará benefícios. O fórum também mostrou que passos estruturais estão sendo dados, como a implantação em Londrina do Plano Nacional de Municipalização do Turismo, e o consequente Conselho Municipal de Turismo, ambos formados por agentes devidamente orientados para fazer o turismo ser verdade em nosso meio. Como cidadão fiquei estusiasmado. Como empresário, esperançoso. Parabéns, Codel, patrocinadores, empresas que apoiaram o evento. Todos vamos sair ganhando.
- CARLOS ALBERTO BRAILE, Londrina
FILO
Em assembléia dia 20 de fevereiro, no Centro Cultural do Comtour Shopping Center, em que estiveram presentes representantes de grupos de teatro amador filiados à Associação Londrinense de Teatro Amador e Região - ALTAR, foi tirada uma moção de apoio ao FILO - Festival Internacional de Londrina, solicitando que se inclua na pauta de reivindicações do Movimento pelo Norte do Paraná os recursos necessários, para que o importante evento possa ocorrer sem transtorno.
- ANDREA CRISTINA DE OLIVEIRA, presidente da ALTAR, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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