O leitor escreve
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Previdência: 76 anos de culpas
Aprovaram a contribuição dos servidores públicos. Foram atingidos ativos e aposentados, indiscriminadamente. Está salva a Previdência Social, o Plano Real e o Brasil. Ledo engano. A mensagem governista de que o sistema de seguro social, cujo marco inicial remonta a 24 de janeiro de 1923, com a Lei Eloy Chaves, é causa e consequência dos males da Nação, deverá mudar o foco. A inflação caiu de 2.490% em 93 para o índice negativo de 1,79% passado. A causa foi a Previdência?
Mais de US$ 40 bilhões fugiram do Brasil nos últimos nove meses, reduzindo as reservas dos US$ 74,65 bilhões de abril passado para cerca de US$ 30 bilhões, do início deste ano. Consequência do desajuste previdenciário? Esta é a discussão que se trava quando a âncora cambial foi pro brejo e o Brasil está a deriva. A quebradeira generalizada, o desemprego crescente, a sonegação desenfreada e o fantasma da inflação cada vez mais próximos. Este é o cenário no qual se festeja (como se isto fosse possível!) os 76 anos de Previdência Social no Brasil. Mais de sete décadas às quais a Previdência sobrevive a escândalos, desvios e más administrações.
Deveríamos estar comemorando a solidez do maior sistema de redistribuição de renda da América Latina. Infelizmente, o governo promoveu uma salada mista, juntando seguro social da iniciativa privada, aposentadoria do servidor público e benefícios assistenciais, jogando tudo no mix previdenciário. E toda a culpa do desgoverno, dos desvios, da alta taxa de juros, do déficit primário, do saldo negativo na balança comercial é da previdência social.
Para melhorar isto, reduza-se benefícios, corte-se despesas e cobrem mais de trabalhadores e servidores públicos. E se os deputados não aprovassem o aumento das alíquotas, o adjetivo mais singelo que lhes seria atribuído seria o de impatriota, responsável pela ruína nacional.
Mas a saga da Previdência é infindável. Novos desdobramentos virão: o emprego formal não suporta mais as aposentadorias e as contas públicas continuam combalidas. Só, por enquanto, impotentes cidadãos, nos resta suspirar, torcer e rezar por um caminho e um País melhores, desejando: feliz aniversário, Previdência!
- VILSON ANTONIO ROMERO, jornalista e fiscal do INSS, Brasília
Missão especial
Ao que tudo indica o ministro do Esporte, Turismo e Juventude, Rafael Greca terá um árduo trabalho em seu ministério, inclusive para resgatar o esporte amador no País, que está esquecido, por falta de otimização do setor, pois há necessidade de parcerias efetivas com o poder público e a iniciativa privada. No que tange ao esporte amador, Greca deveria reunir as federações correspondentes, para formar parcerias com elas a fim de elaborar e executar projetos esportivos, bem como criar setores específicos para o esporte universitário junto ao Ministério do Esporte, para que o segmento possa ser melhor representado no País, uma vez que este possui grande potencial com um público consumidor e atuante. Greca é um guerreiro e valorizará todos os setores do esporte e turismo. Em matéria de representatividade, em nível de Brasil e Paraná, estamos tendo o privilégio de torcer para um time vencedor: Rafael Greca no Ministério do Esporte e Turismo e Ney Leprevost na Secretaria de Esporte e Turismo do Paraná. Eles são dois guerreiros em potencial.
- ANTONIO CARLOS BASILIO DA SILVA, Assessoria de Comunicação Social da Federação Paranaense de Desportos Universitários, Curitiba
Servidores
Por que será que os servidores públicos são tão perseguidos? Não têm hoje em dia um plano de saúde para seus familiares, não recebem vale-alimentação, ticket-refeição, vale-transporte, não têm FGTS, e quase 50% recebem até 3 salários mínimos, segundo pesquisa feita por mim em 1995. A grande maioria não recebe aumento de salário desde 1994 e agora será onerada com mais essa contribuição. Leigo que sou, acredito ser ilegal essa decisão dos nossos governantes. Está previsto na Constituição e nas leis trabalhistas que ninguém poderá ter seu salário reduzido sem prévio consentimento, e é justamente o que irá acontecer a partir de agora!
Conforme a Folha publicou neste mês em editorial, por que não são penalizados criminalmente aqueles governantes que fizeram mau uso do dinheiro público e que acabaram levando seus Estados, municípios ou até o País a falência? Será que o povo é apenas um detalhe, como diria aquele personagem de Chico Anísio? Não serão medidas como essas que farão o Brasil melhorar. É preciso que nossos representantes saibam aplicar melhor os recursos que lhes são destinados. Quem sabe qual é o remédio que poderá nos livrar desse câncer somos nós mesmos e não o famigerado FMI, que está mais preocupado se vai receber o que está emprestando.
- MARCOS RICARDO GOMES, Londrina
Pedágio
No dia 19, uma advogada anunciava neste jornal sua intenção em processar o DER, alegando que seu cliente capotou o carro na PR-464 em função dos buracos na rodovia. Já no dia 20, uma foto com a frase São 711 buracos em 66 km ilustrava a reportagem que relatava o estado da BR-153, e mostrava a indignação dos motoristas. Em comum, além do péssimo estado de conservação, estas duas rodovias têm o fato de não fazerem parte do Anel de Integração. Não há pedágio. Como estudante de Jornalismo e leitora assídua de tudo o que sai na imprensa, acompanhei a polêmica envolvendo o pedágio e hoje não tenho dúvidas: a privatização é a melhor opção. Os benefícios são incontestáveis. É só comparar as estradas que têm pedágio com as demais. A verdade é que não estamos falando de mais uma taxa ou imposto que engorda os cofres públicos sem que os contribuintes conheçam o seu destino. É um valor que só é pago por quem usa o serviço cujos benefícios estão aí para todo mundo ver e usufruir.
- ANDRESSA HATTORI, Londrina
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