O leitor escreve
Horário do comércio
Há um desacordo muito grande no horário do comércio de Londrina. Urge que solucionemos de vez o assunto a fim de organizar e unificar o sistema. Para tanto, é necessário que as autoridades competentes façam uma mudança na legislação municipal. Apresentamos aqui sugestões sobre o assunto:
1) O horário de funcionamento do comércio do grupo III, VII e supermercados, previsto no Artigo 18 do Código de Postura do Município de Londrina (inclui comércio em geral, shopping centers etc), poderia ser alterado para permitir o funcionamento de todo o comércio das 9 às 19 horas de segunda a sexta-feira, aos sábados das 9 às 17 horas, sem funcionamento aos domingos para todo o grupo acima citado.
Vale ressaltar que já na campanha do prefeito Luiz Eduardo Cheida foi falado que se ele fosse eleito cassaria o projeto de horário diferenciado de funcionamento para o Catuaí Shopping Center e cancelaria o projeto que concedeu dispensa de impostos e taxas. Assunto este que deveria voltar à pauta. O horário de funcionamento do Carrefour terá que ser igual ao horário acima indicado, bem como este deverá respeitar os acordos e convenções coletivas entabulados com o sindicato de classe, para que a livre concorrência do comerciante e o direito de escolha do consumidor sejam respeitados, pois não é justo que uma empresa de porte do Carrefour funcione em horários além do normal; esta atitude aniquila as pequenas e médias empresas.
2) Para se evitar a constante discussão sobre o horário de funcionamento do comércio, poderia considerar-se somente os feriados federais, deixando sem efeito os feriados municipais, nos quais haveria trabalho normal no comércio. O atual posicionamento de nossa legislação viola a livre concorrência e a livre iniciativa, previstas no Artigo 1º, IV, Artigo 170, IV da CF/88; viola a isonomia (Artigo 5º, I da CF/88), bem como o direito da liberdade de escolha consumidor, previsto no Artigo 6º, II da Lei 8.070/90 - Código do Consumidor, pois se o consumidor vai fazer compras no centro da cidade em um sábado à tarde, encontra quatro ou cinco lojas em funcionamento.
3) Estas alterações na legislação municipal seriam muito justas, uma vez que deixariam de prejudicar a microempresa e a empresa de pequeno porte que é tão protegida no primeiro mundo, pelo fato de conservar 90% do emprego. Quando da fundação do CEAG (hoje Sebrae) em 1972, em Brasília, o então ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Veloso tratou do assunto que protege a microempresa e a empresa de pequeno porte. Se nós pretendemos globalizar - e o Brasil pretende aumentar o número de empregos - vamos proteger a pequena e média empresa.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval)
O delegado e o caçador
Um pequeno agricultor que residia próximo ao patrimônio, cujo nome era Sapo do Rego, sempre fazia suas caçadas de nambu xororó, os quais eram atraídos por pio próprio, um dia se dirigiu a sua esposa e disse: ‘‘Prepare a frigideira que hoje eu vou caçar.’’ Apanhou o bocó e a espingarda rabo de cotia e saiu na tiguera (palhadas) piando para localizar a caça. Depois de abater três exemplares ele notou que estava próximo ao patrimônio e pensou: ‘‘Hoje é sábado, vou cortar o cabelo.’’
Entrou no salão do barbeiro, o único no arraial, colocou a espingarda e o bocó no canto do salão e ficou aguardando sua vez. Naquele instante acabara de sentar na cadeira do barbeiro o delegado de polícia do vilarejo, que em tom de brincadeira falou algumas palavras difíceis ao barbeiro. O caboclo, ao ouvir aquele palavreado, ficou assustado e pensando como faria ao ser abordado por outras pessoas, pensando também em responder naquela linguagem.
Ao sair da cadeira, o delegado notou a espingarda do caçador, e perguntou ao mesmo:
- Com ordem de quem você anda armando e caçando na periferia da cidade? Esta cidade é civilizada, portanto não podemos permitir tal abuso!
O agricultor, com raciocínio rápido, respondeu:
- É destino de alcandorado, direito de um espírito altivo impoluto, que não rasteja sob o charco vil, em que os humanos escrabujam vilmente vilipendiados. Isso seo doutor, são frases esdrúxulas, silipopéticos temas sincolocos infindáveis.
O delegado, que nada entendeu, ficou surpreso, bateu nas costas do caipira e disse:
- Pode caçar à vontade!
- OTÁVIO A. PEDRIALI, Londrina
Francamente
Finalmente surge alguém com coragem suficiente para levantar a ponta do tapete e mostrar toda a sujeira existente. Nos últimos quatro anos, o volume desse lixo aumentou em milhares de dólares. Perguntemos a todos os empresários, todos os desempregados, todos os que tiveram sua vida mudada totalmente para pior, por pura incompetência do sr. FHC e equipe, o que acharam das medidas tomadas por esse herói chamado Itamar Franco. Que venham muitos outros governadores atrás dessa liderança.
- JOSÉ ROBERTO DE AZEVEDO PORCELLI, Londrina
Correção
- O valor correto que o governo do Estado gastaria caso fosse socorrer cada uma das 399 prefeituras do Paraná com R$ 500 mil seria R$ 199,5 milhões e não como foi publicado na página 5 de ontem, na notícia ‘‘Belinati pede a Lerner R$ 500 mil por prefeitura’’.
- Na notícia ‘‘Amin quer reduzir Estados a territórios’’, publicada na página 6 de ontem, o governador de Santa Catarina disse que ‘‘os Estados devem reconhecer que os acordos firmados com a União em 97 são válidos’’ e não como foi publicado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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