O leitor escreve
Golpe das TDAs
Causou-me enorme indignação ler nesta seção a carta intitulada ‘‘Golpe das TDAs’’. Entre outros aspectos estranhei que um jornal com a história que tem a Folha permita a publicação de assuntos relacionados à transgressão moral de uma pessoa pondo a público aspectos que deveriam ser discutidos em outras esferas.
Não poderia jamais um jornal com o alcance que tem a Folha publicar notas difamatórias sobre quaisquer pessoas antes de qualquer julgamento. Para isto é que existe a chamada Justiça. Não sou advogado, mas ao que me consta ninguém pode ser acusado publicamente antes de um julgamento perante a nossa Justiça. Não fosse assim, qualquer um poderia sair acusando quem quer que seja por mórbido prazer ou vingança pessoal.
Não conheço a autora da infeliz carta. Mas pela ânsia em ter seu nome nos jornais dentro em breve ela deverá estar se candidatando a algum cargo político às custas de um pseudo trabalho voluntário. Entretanto, pode ser observado pela mais leiga pessoa em assuntos jurídicos que estas pendências não são resolvidas de acordo com a vontade e nem na hora que o autor deseja, para isto existem prazos que devem ser respeitados. Por outro lado, demonstra uma tremenda irresponsabilidade com o uso do dinheiro de uma entidade, pois se é que isto foi verdade, usar R$ 19.000,00 para conseguir uma certidão negativa de INSS utilizando-se das TDAs e querer que ela saia imediatamente é no mínimo ingenuidade.
Quanto ao Sr. Edgar Arantes Vieira, meu querido e amado pai, pessoa com 62 anos de idade e 41 vivendo em Londrina, gostaria que qualquer londrinense que pudesse acusá-lo de desonestidade se apresentasse. Inúmeras falhas poderão ser-lhe imputadas como em qualquer outra pessoa encontraremos, mas alguém que por muitas vezes privou sua própria família de algumas coisas para poder honrar compromissos assumidos, não pode em tempo algum ser acusado de desonestidade por oportunistas políticos que sempre querem tirar vantagem de algum cargo.
Para se ter uma idéia de quem é o Sr. Edgar, na década de 70 e 80 ele foi proprietário de uma empresa no setor de construção, tendo mais de 250 funcionários, e nunca teve qualquer problema trabalhista, ou de qualquer outra natureza judicial; na mesma época, ele conseguiu financiamento junto ao extinto Badep (banco que fazia liberação de recursos para a área industrial) e ao contrário de outras pessoas que fugiram do País ou utilizaram meios políticos para se ‘‘livrar’’ das dívidas contraídas, o Sr. Edgar assumiu-as até onde pôde, arcando até hoje com todos os seus custos.
O Sr. Edgar não é aposentado e vive até hoje à custa de seu trabalho, como o fez por toda sua vida, inclusive aos sábados, domingos e feriados, quando acompanhava como radialista o futebol londrinense e deixava sua família. Gostaria de saber porque alguém que supostamente teria recebido R$ 19.000,00 continua a pagar os abusivos juros de 12,5% de cheque especial e está prestes a perder seu único imóvel financiado por estar com as prestações atrasadas, pois também seus clientes muitas vezes não têm condições de pagá-lo.
Pai, pode ficar tranquilo, pois aqueles que verdadeiramente o conhecem sabem que você pode não ser perfeito, mas pelo duas lições de vida você nos deixou - que é o respeito ao próximo e a honestidade. Que nosso Deus Criador e Todo-Poderoso, pai de nosso Senhor Jesus Cristo, possa iluminar o caminho da autora daquela triste carta.
- EDIRLEI BAGGIO VIEIRA, engenheiro, Londrina
• NOTA DA REDAÇÃO: A seção ‘‘O leitor escreve’’ é uma tribuna livre. A carta criticada pelo missivista foi publicada como réplica ao sr. Edgar Arantes Vieira, que se utilizou deste espaço para manifestar sua opinião a respeito da utilização e comercialização fraudulenta de Títulos da Dívida Agrária (TDAs), denunciadas pela Folha.
Aloe vera
Com relação à reportagem veiculada na Folha da Sexta no dia 8, sob o título ‘‘Os benefícios da babosa’’, vimos através da presente, na qualidade de um dos responsáveis pela introdução da Forever Living Products no mercado local, desde julho, prestar os seguintes esclarecimentos: 1) A Forever Living Products não possui em seu quadro de colaboradores nenhum cargo intitulado ‘‘supervisor de vendas’’, uma vez que por força contratual somos classificados apenas como ‘‘distribuidor independente’’; 2) A Forever Living Products, apesar de ser responsável por aproximadamente 90% da produção mundial de aloe vera estabilizado (babosa verdadeira), também é uma das líderes mundiais em produção e comercialização de produtos da colmeia, além de manipular e distribuir várias outras espécies de produtos naturais, sempre direcionados à manutenção da saúde, beleza e nutrição; 3) Visando salvaguardar a probidade da Forever Living Products, declaramos, para que não pairem dúvidas, que os produtos por ela produzidos e comercializados não são e nem podem ser rotulados como ‘‘remédio’’, já que toda a produção da empresa é registrada no FDA (Food and Drugs Administration) e licenciada para comercialização no Brasil e em aproximadamente 70 países, como complementos nutricionais.
- A. MANOEL LIZIERO, distribuidor independente, Londrina
Dixie Toga
Sobre a notícia ‘‘Dixie abre indústria e anuncia 4ª unidade’’, publicada ontem: numa época de dificuldades financeiras como a atual, somente verdadeiros empresários e empreendedores são dotados de uma percepção afiada. Ainda bem que o Brasil tem profissionais que sabem que este é o momento de investir e também o momento que o País mais necessita dos empresários.
- VAGNER CESAR T. ROMÃO, Cornélio Procópio
CPMF
Sobre a prorrogação da CPMF, gostaria de uma informação. Onde podemos recorrer diante deste absurdo? Gostaria também de saber, onde posso fazer uma reclamação, via Internet para o governo? Apesar de ter a absoluta certeza que nada irá mudar, gostaria de deixar o meu manifesto. Acredito que um dia esse País possa mudar para melhor. Isso é apenas um sonho, no meio de tantos outros.
- SILVIO CRAVO, estudante, Londrina
• NOTA DA REDAÇÃO: O leitor pode acessar o site www.receita.fazenda.gov.br e enviar um e-mail com suas dúvidas e críticas.
Correção
O engenheiro José Carlos Belluzzi de Oliveira é chefe da Residência 9/7 do DNER, responsável pelas rodovias da região Norte, e não chefe do DNER como foi publicado quarta-feira em Folha Cidades. O diretor do DNER no Paraná é o engenheiro João Alberto Sautchuk.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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