O Leitor Escreve
Pobreza & lirismo
O erro renasce da leitura em diagonal, e até certo ponto preconceituosa, da matéria originalmente publicada no jornal ‘‘Folha de São Paulo’’. Na edição do último dia 17, da Folha de Londrina/Folha do Paraná em página com fotos creditadas ao repórter-fotográfico Albari Rosa, novamente sou citado fora do contexto original, restando ao leitor uma visão que não corresponde ao meu passado de lutas sociais. O fato é que houve confusão entre atribuir lirismo à pobreza - coisa que jamais afirmei - e entender que há lirismo na figura de alguns pobres. Repito o que disse ao jornal paulista: ‘‘E o povo nunca é o defeito do País, é sempre uma qualidade. Há um caráter até lírico em alguns mendigos e despossuídos que os torna semelhantes ao Carlitos e a todos os personagens míticos. Não se trata de idealizar a miséria, mas não se trata de escondê-la também.’’
Não reconhecer a dignidade dos pobres é que seria preconceituoso, em que pese compreender a indignidade que há na miséria social. Tenho suficiente humildade para reconhecer que para a verdade não basta a opinião de um só, mas insisto que a edição canhestra de uma única frase não reflete a essência do meu pensamento, largamente comprovado pela minha ação frente à Prefeitura de Curitiba.
Em meu favor, se não bastam os votos recebidos na última eleição, 226.654, dos quais 175 mil só em Curitiba, invoco as Vilas de Ofício, feliz conjugação de habitação e trabalho num mesmo imóvel; o Programa Tudo Limpo, que representou renda para os necessitados e ao mesmo tempo manteve a cidade mais limpa e agradável para todos; a Pousada de Maria, abrigo digno para mulheres ameaçadas ou vítimas de violência; os dois restaurantes Refeições Curitibanas, que, por apenas R$ 1, servem comida farta e de boa qualidade para milhares de pessoas.
Em quatro anos de gestão implantei seis Ruas da Cidadania, prédios com 6 mil metros quadrados de área construída, instalados nos bairros mais afastados, que congregam todos os serviços municipais disponíveis à população, além de lojas comerciais e espaço para atividades culturais e esportivas. Fiz também 56 Faróis do Saber, bibliotecas novas com acervo mínimo de 5 mil livros e terminais de computador com acesso à Internet, além da presença constante da Guarda Municipal. Nosso programa na área da habitação obteve o maior índice de desfavelamento do País, entregando mais de 32 mil moradias. Sem falar nos 50 mil alunos/ano, formados nos diversos cursos profissionalizantes da Fundação de Ação Social.
Tudo isso nos valeu o Prêmio Habitat de 1996 - o mais importante do mundo - entregue pela Organização das Nações Unidas por meio da Housing and Building Foundation. Este prêmio reconhece o nosso esforço traduzido em mais de 6 mil obras por todos os bairros de Curitiba.
E mais do que tudo, vale em minha defesa o carinho e o amor que me dedica a população da minha Curitiba, aí incluídos os mais humildes. Trabalhei para erradicar a miséria. Fiz bem-feito o meu ofício de prefeito. Fui eleito deputado federal mais votado da base do governo federal. Repudio quem deforme meu pensamento. Considero o assunto esgotado, e fico à disposição do competente corpo redacional da Folha de Londrina/Folha do Paraná para quaisquer outros esclarecimentos.
- RAFAEL GRECA DE MACEDO, ministro do Esporte, Turismo e Esporte, Brasília
Golpe das TDAs
Com referência à carta do advogado Edgar Arantes Vieira (‘‘Golpe das TDAs’’, publicada nesta seção no dia 8 último): se realmente sua profissão fosse um sacerdócio das causas sociais, como o senhor quer fazer supor, como se explica que o senhor tenha recebido R$ 19.000,00 de uma entidade filantrópica para resolver um problema que, conforme suas próprias palavras, ainda tem chão pela frente para encontrar-se uma solução? Dr. Edgar, onde estão os R$ 19.000,00 que o senhor levou da Afilon (Associação dos Fissurados de Londrina) para não conseguir a CND (Certidão Negativa de Débito) perante o INSS? A nobre classe dos advogados recebe a porcentagem equivalente ao serviço prestado antes da causa ganha? Maior desserviço prestou o senhor ao Centrinho (mantido pela Afilon), colocando-o em situação atual de penúria. Será que os ‘‘Ratinhos’’ da vida fariam a mesma coisa tão descaradamente? Os pacientes, os pais, os funcionários e a diretoria atual do Centrinho continuam aguardando pelo cumprimento da sua promessa, Sr. Edgar. Onde está a certidão negativa de débito do INSS do Centrinho, Sr. Edgar?
- SAFIRA HERMES DE OLIVEIRA, presidente da Afilon, Londrina
Campeonato de Arrancada
Venho por meio desta solicitar à Folha de Londrina/Folha do Paraná uma parceria juntamente com este conceituadíssimo órgão de imprensa, para realizarmos, no dia 24 de janeiro, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, o Campeonato de Arrancada. Visamos atrair o público jovem. O nosso objetivo é trazer estes jovens para dentro do Autódromo, na qual iremos, de forma organizada, fazer ‘‘pegas’’.
Para tal finalidade precisaremos atrair o maior número possível de participantes e de jovens de nossa cidade e de todo o Estado, contando com chamadas e o apoio deste veículo de comunicação para este evento.
Também está em Londrina a 4ª Escola de Formação de Pilotos Automobilísticos do País, e com isso Londrina ganha uma escola de pilotagem, que com pilotos experientes vem formar novos adeptos do esporte, e atrair estes jovens para que façam do automobilismo um esporte sadio.
- MARCELO CARAMORI, Londrina
NR: A direção do jornal informa ao leitor que dará cobertura ao evento.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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