O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
FILO 1
O Secretário de Cultura do Estado, Eduardo Rocha Virmond, escreveu, em carta publicada nesta Folha (22 de fevereiro), que um festival de teatro tem a finalidade de deixar sedimentos, sementes, para que seus efeitos floresçam e se realizem no aperfeiçoamento dos participantes artistas da própria comunidade cultural. A intenção do Secretário era afirmar que o FILO - Festival Internacional de Londrina - não cumpre tal finalidade.
Nós, do Grupo de Teatro Boca de Baco, que atua em Londrina há sete anos, gostaríamos de dar testemunho contrário - e, com certeza, singelo - às afirmações do sr. Virmond. O Boca de Baco, um grupo de teatro assumidamente amador, durante toda sua existência encontrou no FILO uma porta para o aprendizado teatral e para o contato com experiências artísticas riquíssimas de vários cantos do Brasil e do planeta. Participamos de oficinas, debates e workshops (como quer o Secretário) que foram decisivos no nosso fazer e refazer teatral. Não somos porta-vozes dos demais grupos da cidade, mas afirmamos com convicção que o FILO é um dos principais estímulos, senão o principal, à produção de teatro em Londrina.
Sugerimos ao sr. Secretário que acompanhe de perto o FILO deste ano. Isso poderia evitar juízos equivocados sobre o que não se conhece. Aproveitamos a oportunidade para endossar uma proposta já encaminhada ao governador Jaime Lerner e seu Secretário de Cultura: que a verba destinada ao FILO pelo governo do Estado seja, pelo menos, igual à do Festival de Curitiba - outro evento de suma importância para a cena teatral paranaense.
- GRUPO DE TEATRO BOCA DE BACO, Londrina
FILO 2
É com enorme decepção e apreensão que leio a carta enviada para esta seção (22 de fevereiro) pelo excelentíssimo Secretário de Estado da Cultura, sr. Eduardo da Rocha Virmond. Respondo com atraso, mas como londrinense que sou sinto-me na obrigação de sair em defesa do que considero nosso patrimônio, pois se assim não fosse, não me sentiria digna dele. Decepção por saber que sendo o senhor Secretário ligado às artes e, ainda mais, o representante máximo da cultura em nosso Estado, manifeste crítica inadequada e inoportuna às vésperas de mais um festival que só tem somado grandiosidade e méritos à nossa cidade e ao Estado.
Apreensão por sentir que alguém como o Secretário tente balançar os alicerces deste evento, construído com eficácia, competência, qualidade e sobretudo seriedade ao longo de tantos anos, reconhecido por pessoas de outros Estados e outros países. Vindas dele, tais palavras têm peso e medidas consideráveis. Gostaria de saber se durante esses anos e agora como Secretário, ele já participou do FILO - Festival Internacional de Londrina. Já conversou com os integrantes, na sua grande maioria londrinenses e estrangeiros, para troca de conhecimento e experiência? Assistiu aos espetáculos para ver a receptividade do público? Participou de palestras, mesas-redondas com personalidades nacionais e internacionais do mundo das artes cênicas? Senhor Secretário, aceite o convite.
- NORMA NASSER GARDEMANN, Londrina
Angústia
Nós, da família de Rosimary Garcia Ferreira, apesar de esperançosos, devido ao apoio da comunidade, que, sensibilizada, nos ajuda, estamos angustiados pela demora na resolução do caso. Rosimary está presa até hoje, dez meses sem liberdade de ir e vir, dez meses sem convívio conosco, sua família, que, devido a distância (16 horas de ônibus), aos gastos de viagem (ônibus, hospedagem, alimentação), disponibilidade junto às empresas nas quais trabalhamos ou até dificuldade de andar sozinho num país que não é o nosso, não temos estado com Rose como gostaríamos. Solicitamos, então, mais ainda o empenho de autoridades e o apoio diplomático necessário para resolver o caso o quanto antes. Existem diligências solicitadas pelo juiz do caso no Paraguai à corte suprema do Brasil que, resolvidas, agilizarão o processo. E se Deus quiser culminará com a prova da inocência de Rosimary e sua libertação.
- JORGE CUSTÓDIO FERREIRA e mais quatro assinaturas de familiares.
Mutirão de fraudadores
Com muito pesar li na Folha de Londrina (2 de março) que os fraudadores podem ser anistiados. Acho que não devo acreditar. Entendo que seria o cúmulo dos absurdos, a maior omissão criminosa transformada em lei pelo Legislativo Federal. Pessoas de bem, honestas, honradas, que querem ver seus filhos crescerem com um bom nível moral, não esperam que isso aconteça. A Constituição Federal dá a todos os brasileiros o direito de igualdade. Não deve haver privilegiados para uns em detrimento dos outros. Hoje, a lei combate a fraude como crime e os fraudadores, homens públicos que se locupletam do dinheiro público, são uma realidade. Imaginemos como será o desvio do erário público com o respaldo de lei? É uma vergonha ver esse país, ainda terra de ninguém, transformar-se no maior mutirão de fraudadores. Ainda mais agora com direito de reeleição. Ainda não acredito que isso possa acontecer. Impossível que os representantes do povo não tenham sensibilidade do ridículo, dos princípios morais ensinados na família, que os possui, ou nas escolas. É bem sabido que o Brasil, terra do tchan e do futebol, não é visto como um país sério, tanta é a corrupção sem ser reprimida nos meios políticos. Sabemos que ainda existem alguns deputados e senadores confiáveis no Congresso e para eles apelamos uma atenção maior em defesa contra a imoralidade que reside em Brasília. Caso contrário, a população também terá o direito (garantido pela Constituição) de fazer a mesma coisa. Que absurdo, meu Deus!
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Jaguapitã
Centrinho
Agradeço a publicação, dia 27, da reportagem sobre as dificuldades do Centrinho de Londrina. Essa contribuição será muito útil à instituição.
Apenas retifico que as cirurgias jamais deixaram de ser realizadas.
Esse procedimento é feito no Centrinho de Bauru, SP. Londrina é responsável pelo atendimento pré e pós-cirúrgico (encaminhamento, acompanhamento e reabilitação). As denúncias mencionadas na reportagem resultaram no afastamento da ex-diretora do Centrinho, em 96, em nada afetando a diretoria da entidade mantenedora. Essas ocorrências, não apenas o afastamento da ex-diretora, refletiram na imagem da instituição. A atual diretora do Centrinho é Crystiane Garcia Zaparoli Ursi e a entidade mantenedora - Associação Londrinense de Reabilitação e Promoção Social de Portadores de Lesões Lábio-Palatais - é presidida por Sonia Machado.
- MARIA APARECIDA GUERRA OGAMA, assistente social do Centrinho de Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





