O leitor escreve
Padre Marcelo
A ala mais conservadora da igreja católica está torcendo o nariz para o modernismo das missas do padre Marcelo Rossi. Os defensores de Rossi, dizem (e com razão) que ele quebrou a monotonia das missas, tornando-as mais alegres e atraindo a juventude para dentro da igreja com sua ‘‘aeróbica divina’’. Ninguém pode condenar a maneira que o padre Marcelo Rossi conduz suas missas. Elas são realmente alegres e convidativas. Acabam despertando um certo interesse nas pessoas que estão afastadas da igreja, os chamados católicos não praticantes. O problema está nas aparições constantes do padre em programas de televisão que em nada lembram o evangelho da igreja.
Os pastores evangélicos que usam a TV para fazerem suas pregações, compram espaços e apresentam programas independentes, sem nenhum vínculo com a rede de televisão que os exibem. Já Marcelo Rossi acaba profanando o evangelho em programas populares. Um programa de televisão que mostra mulheres seminuas, fazendo apologia ao sexo dentro de uma banheira com água, não deve ser palco para a pregação do evangelho de Cristo. O padre Marcelo não precisa deixar de lado as suas peripécias nem suas coreografias desengonçadas, e sim rever suas aparições em programas de televisão que não condizem com o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.
- LUIZ CARLOS DA CRUZ, auxiliar de enfermagem, Lindoeste
Brasil
A substituição de Gustavo Franco por Francisco Lopes na presidência do Banco Central do Brasil, nada mais foi do que trocar seis por meiadúzia, já que ambas as cabeças são iguais. O que seria de ótimo alvitre era a mudança radical nesse sistema econômico que só agrada aos poderosos mas, como o rio corre para o mar, a oligarquia fica mantida. Tudo como dantes no quartel de Abrantes, e como bem disse o ilustre senador Roberto Requião no último dia 13 nos corredores do Congresso a um repórter: ‘‘O Brasil caminha para o brejo como faz passivamente uma vaca abandonada.’’ Perfeita a análise e a descrição da atual situação brasileira feita por um homem íntegro e patriota que, de uma forma simples e real, descreveu o caos em que colocaram o nosso país. Mudam-se ministros, secretários e presidentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Central, mas a essência continua a mesma, ou seja, o entreguismo nacional e a completa desvalorização do povo trabalhador brasileiro.
- FERNANDO EGYPTO BEZERRA, Petrópolis (RJ)
‘‘Godzilla’’
Apesar de termos fatos mais importantes para nossas existências do que este que trato a seguir, permita-me discordar da crítica alegre e informativa do jornalista Celso Mattos, na Folha2, sobre o filme ‘‘Godzilla’’. Trata-se do pior filme da existência da indústria de entretenimento, jamais filmado. É tão ruim que fica engraçado: o enredo, as cenas, os personagens, os cenários, os defeitos especiais, tudo! Os roteiristas parecem calouros de um curso de cinema, brincando com softwares gráficos numa história sem pé nem cabeça, onde não convenceram nem minha sobrinha de 10 anos. À escumalha que entope as salas em busca de porcarias ainda vá lá, mas o público pensante (uns 10%, aos quais me excluo) percebeu que o filme foi rodado à noite e durante uma chuva interminável, não para simplesmente obter uma estética sombria, mas sim para encobrir os risíveis efeitos especiais. Os originais japoneses, considerando a tecnologia disponível na época, foram muito mais longe com seu ‘‘gojira’’ e com um orçamento infinitamente menor.
- CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ, arquiteto, Londrina
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