O leitor escreve
Trânsito
Estamos plenamente de acordo com a prioridade dada à educação no trânsito. É necessário, porém, que ela seja entendida no sentido lato do termo, envolvendo não só treinamento, mas, antes de tudo, desenvolvimento de novos valores: respeito à vida, própria e de terceiros. Trata-se, portanto, de um projeto de longo prazo para que os novos valores se traduzam na prática em comportamento civilizado no trânsito. Isto posto, não devemos esquecer que as penalidades são parte integrante de qualquer sistema educativo. A impunidade dificulta e, em muitos casos, impede mudanças de comportamento. Quando se fala em educação, pensa-se logo nas crianças. Sem dúvida, elas devem ser nosso principal alvo. Contudo, pesquisas feitas revelam que as crianças quando chegam às escolas já possuem valores arraigados em sua personalidade frutos dos exemplos dos pais. O que aprendem na escola se traduz em ações práticas se não colidirem com o comportamento dos pais. Nesses casos surgem conflitos que, na maioria das vezes, anulam o que lhes foi ensinado na escola. Em relação à fiscalização, a prioridade maior deve ser dada ao controle de velocidade. O novo código estabelece, por exemplo, que a velocidade nas cidades não deve ultrapassar 40km/h, salvo nas vias arteriais devidamente sinalizadas com faixas e semáforos, em que pode chegar a 60km/h e em vias expressas sem cruzamentos, que pode ser de 80 km/h. Quantos motoristas sabem disso? Quase todos acham que a velocidade normal nas cidades pode chegar a 60km/h, muito alta para preservar a vida e integridade dos pedestres.
- Eduardo José Daros, presidente da Associação de Pedestres, São Paulo
Sugestão
Por duas ocasiões num período de seis meses preenchi uma espécie de panfleto das Lojas Americanas S/A, (Calçadão em Londrina) denominado ‘‘Sua Opinião é Importante’’ onde esta empresa solicita dados pessoais para retorno dos comentários enviados. Minha sugestão era simples ou seja, possuir um cartão para compras à vista, com desconto direto em minha conta corrente, afinal trabalho no centro da cidade e visito a loja quase que diariamente e dependendo do valor da mercadoria não compensa a emissão de um cheque de valor muito baixo para evitar encrencas com o banco. É onde acabo não comprando e saindo descontente. Jamais recebi retorno de minhas sugestões, e baseado neste fato fico analisando o ‘‘slogan’’ da loja fico imaginando como eu seria tratado caso a minha opinião não fosse importante.
- Alvaro José Manchini, Londrina
Calote
Tem razão o governador Itamar quando anuncia o não pagamento da dívida para com a União, priorizando o social. Os ministros e os deputados de plantão para defender o FHC alegam que ‘‘o povo’’ vai pagar a conta. Como se não estivesse pagando já há quatro anos. O atual Governo Federal prioriza o pagamento de juros a banqueiros nacionais e internacionais, em detrimento ao social. Gostaria de ver FHC e sua equipe explicando o prejuízo que terá o povo brasileiro com a queda da Bolsa Manila, em virtude das declarações de Itamar Franco. Nunca foi explicado corretamente à população que o fluxo de recursos financeiros das bolsas é expeculativo e não produtivo, motivo pelo qual pergunto: e o povo, o que tem com isso?
Vários governadores assumiram seus cargos com o caixa zerado. As empreiteiras, é claro, receberam muito ao apagar das luzes, mas os funcionários, bem os funcionários que esperem. O governo FHC quando está com ‘‘dificuldades de caixa’’ aumenta CMPF, aumenta IR das Pessoas Jurídicas, aumenta IOF, etc. E os governos estaduais? Ou negociam precatórios fraudulentos, ou ‘‘inventam’’ pedágios em rodovias prontas e passam para a iniciativa privada ou anunciam que não podem pagar o governo federal. Está correto Itamar Franco em avisar, primeiro o social.
- Edgar Ralf Isernhagen, Maringá
Posse de Greca
Depois que o Paraná perdeu um Ministro do Primeiro Escalão no primeiro mandato do FHC, agora nos contentamos com o Ministro dos Esportes, Turismo e Juventude do qual o alegre e dinâmico Rafael Greca tomou posse.
Mostrado em toda imprensa falada, escrita e televisada com pompas e grandes citações por parte do Ministro, desde Dante Alighieri até o Betinho, o evento foi marcado pela presença de muitas celebridades, atletas e ex-atletas profissionais. Hoje, muitos deles desempregados.
Aqui em Curitiba, o Rafael fez um bom governo, sua marca registrada são os Faróis do Saber e as Ruas da Cidadania, onde se propicia que a população humilde resolva seus problemas com o serviço público direto nos bairros e os Faróis que propiciam a utilização das Bibliotecas para as crianças, jovens e adultos próximos dos seus locais de moradia.
Como nem tudo são flores hoje no Brasil, enviamos uma recomendação ao ministro que é bem diferente governar para 1,25 milhões do que para um País de 160 milhões e cobras criadas no Congresso Nacional e o que é pior terá que primeiro separar o joio do trigo no seu ministério.
Como mesmo antes de assumir, os 600 milhões do Orçamento já estão destinados ao Nordeste. Rafael cuidado com aqueles que se dizem seus amigos entre eles os ex-atletas que procuram um encosto no ministério, ganhando polpudos salários como assessores e não fazem nada. Você não precisará mais enfrentar os Spas e sim cuidar para que as verbas do ministério sejam bem aplicadas, não pense só no esporte para adultos, lembre-se de que as crianças poderão ser o orgulho do Brasil nas Olimpíadas. Terminamos com uma citação indiana. ‘‘Querer vencer, já significa 50% da vitória.’’
- José Pedro Naisser, Curitiba
Correção 1
A foto da matéria ‘‘Londrinense aponta abandono’’, veiculada na página 6 da edição de ontem, é da geógrafa Queila Maria Lautenschlager Spoladore, da AMA, e não como foi publicado.
Correção 2
O nome do comerciante vítima de assalto ocorrido na madrugada de domingo, (página 5 da edição de ontem), é Cássio Araújo Mertins e não como foi publicado.
Correção 3
Ao contrário do que afirmou o Jornal na edição de sábado passado, o jogador de basquete Betinho, do Grêmio Londrinense, tem 1,84 m de altura e 17 anos de idade.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina:[email protected]

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