O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Fraqueza política
O povo paranaense viveu momentos de grande expectativa quando o presidente FHC montava a sua equipe de governo para o segundo mandato. FHC foi bem votado em nosso Estado; aqui, o povo, a imprensa e os entendidos em política, tomando como base os discursos feitos pelos seus aliados que bateram no peito dizendo que iriam lutar pela sua gente, viram que, na hora do vamos ver, com grande frustração, mais uma vez, que os nossos representantes políticos que se autodenominam influentes em Brasília, contentarem-se com um único ministério para o Paraná, inexpressivo ou antiestratégico às nossas vocações. Daí se conclui que estes senhores permitiram que o Estado do Paraná ficasse atrás de Estados como o de Alagoas, Maranhão e Espírito Santo. Por falta de patriotismo ou desinteresse, eles acabaram se dispersando com picuinhas e desunião em detrimento deste bravo e heróico povo paranaense. Esses fatos apontam para um Estado sem grandes líderes de expressão nacional.
- BENEDITO APARECIDO FONSECA, São José dos Pinhais
O Paraná esquecido
Observando a distância esta briga entre o governador e sua vice, fico me perguntando o que esses políticos querem, de verdade. Antes das eleições me questionei o porquê do apoio de Emília (vice) a Jaime Lerner (governador). Por absurdo que pareça, caso ela saísse como vice de Requião (senador), estaria eleita também, e o Paraná teria um governo que integraria a capital com o interior, não só no papel, o que não aconteceu até então, vide o Paraná esquecido, o Norte Pioneiro totalmente abandonado pelo governo.
Não cabe aqui questionar pessoas, mas posturas políticas adotadas, pois não concebemos no estado atual da política brasileira, quaisquer passoas que não sejam cuidadosamente estudadas e repensadas visando futuro retorno. O Paraná merece mais atenção, e especialmente, senhores do governo, aquele Paraná esquecido, que fica fora do perímetro de interesse eleitoral - Curitiba, São José dos Pinhais, algo em Londrina, inclusive o Norte Pioneiro, que nada recebe há muito, de ninguém.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Servidores públicos
Levando-se em conta que o salário mínimo é de R$ 130,00 mensais e que a média de salário percebido pelos brasileiros não atinge R$ 500,00, deve-se ter muito cuidado ao usar os reais. Com salário ínfimo, suficiente apenas para uma vida modesta, podemos equiparar os atuais funcionários e servidores públicos aos escravos negros - covardemente explorados - que sobreviviam apenas para trabalhar. Infelizmente, mesmo que o salário fosse duplicado ou triplicado, a renda seria pouca para suprir as despesas proporcionais... Livres seriam se a renda fosse suficiente para se locomover, pelo menos nas férias. Num país continental como o nosso, com terras férteis, clima excelente, povo ordeiro, sem desertos ou geleiras; facilmente nota-se que algo está errado. Aos economistas, aos executivos e aos legisladores - aos competentes - cabe solucionar este problema (que é praticamente mundial), criando mecanismo de desenvolvimento e leis que valorizem, também, o fator de produção, trabalho. Só com renda suficiente para suprir despesas normais de vida digna, poderemos dizer que de fato extinguiu-se a escravidão no Brasil.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina:[email protected]





