O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Transporte coletivo
Uma concessionária do transporte coletivo de Londrina informa que o valor da nova tarifa não atende as necessidades da empresa e que o correto seria uma tarifa de R$ 1,00, porém, a outra parte, o que pensa? Nós como usuários do transporte coletivo temos que reconhecer que a frota é moderna e conta com pessoas especializadas, ocorre que a classe trabalhadora a muito não vê no seu contracheque um aumento de salário. Pelo contrário, o único aumento que vemos é de alimentos, combustível, roupas, transporte coletivos, impostos etc. Será que só uma parte é que deve ser sacrificada? As empresas questionam ainda que o número de passageiros diminuiu e por isso a tarifa deve ser maior, mas o que é que tem sido feito para trazer os clientes de volta?
Estive em Recife em setembro e pude constatar que o sistema de transporte coletivo daquela cidade sofre sobremaneira com os chamados perueiros que tomam grande parte dos passageiros dos coletivos! Para contornar a crise, eles não pediram só aumento de tarifa, procuraram por sua vez melhorar o atendimento, oferecendo ônibus expressos, com poltronas com encosto, água, ar-condicionado e por um preço acessível a população. Londrina é uma cidade de trânsito caótico, mas a quantidade de coletivos à disposição dos usuários não é suficiente, principalmente no horário de rush e nos finais de semana e feriados, quando o passageiro tem que esperar de meia hora a 40 minutos para embarcar. É preciso ouvir mais o usuário, porque é ele que tem as respostas certas para as perguntas que todos andam fazendo dentro das empresas! Ou será que o cliente não representa nada?
- MARCOS RICARDO GOMES, Londrina
Kit de primeiros socorros (1)
Causou-nos estranheza e até mesmo revolta quando chegou a notícia de que, nós brasileiros, proprietários de veículos automotores, deveríamos ter, dentro do carro, um estojo de primeiros socorros, a partir de 1º de janeiro de 1999. Caso isto não fosse observado seríamos sujeitos a pesada multa e perda de pontos em nossa carteira de habilitação. Cumpridores da lei que somos, corremos aos fornecedores e adquirimos o equipamento para que não estivéssemos infringindo a lei. Qual não foi a nossa surpresa quando verificamos o conteúdo da famosa caixa: 1 tubo de esparadrapo, 2 rolinhos de ataduras, 1 par de de luvas infantis, 2 rolinhos de faixa, que com certeza não serão suficientes para um torniquete eficiente, e uma tesourinha, dessas que as nossas crianças levam à pré-escola. Material suficiente para uma aula de primeiros socorros a um jardim de infância.
A lei, discutida e aprovada pelo Congresso, é um acinte a nossa inteligência e uma afronta aos nossos conceitos de cidadania. Alguma indústria da área está levando vantagem financeira, com benesses aos senhores legisladores, que elaboraram a aprovaram algo inconcebível ao bom senso de uma mente mediana. Todos sabemos, pois somos instruídos e orientados pelos profissionais da área que, em caso de acidente com veículos, não se deve tocar no acidentado até a chegada de uma ambulância com paramédicos, os quais são treinados para esses casos de emergência. Senhores legisladores e senhores executivos: nosso país é sério, mas as vossas excelências deixam muito a desejar quando legislam e votam leis esdrúxulas e incompreensíveis como esta dos Primeiros Socorros. Os senhores estão com a palavra!
- BONAERGES DE OLIVEIRA, professor, Londrina
Kit de primeiros socorros (2)
Simplesmente ridículo achar que 2 rolos de coisa nenhuma, 2 pacotes de quase nada, 1 esparadrapo que não gruda e 1 par de luvas que no inverno melhor seriam de pelica, poderiam ou teriam a pretensão de prevenir ou socorrer alguma pessoa acidentada. Talvez fosse melhor pensar que com tal obrigatoriedade, todos nós usuários e vítimas de nós mesmos, pudéssemos ter mais coerência, respeito e prudência no trânsito. Ora, quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Já diz famoso dito popular: Ninguém sabe quem é o pai da criança... Não, não compare jamais a inocência e pureza de um ser infantil com a leviandade, maldade e oportunismo de tais governantes. Êpa! Também quero o meu... Calma, não pasmem, simples e objetivamente só quero o meu kit, pois destestaria tanto 5 pontos na carteira quanto na testa.
- LUDOVICO PIERI NETO, Londrina
Flanelinhas da prefeitura
Com todo respeito as nossas autoridades, mas a cada dia que se passa nos sentimos mais pilhados pelo Poder Público. É o caso do aumento da CPMF, do roubo do pedágio, da indústria da multas de trânsito (que foi o único legado do novo Código de Trânsito), bem como, agora em Londrina, o que vem se transformando abusiva, a cobrança da Zona Azul para estacionar nossos veículos em muitas regiões fora da área central da cidade. Muitas pessoas precisam pagar para estacionar na frente de suas próprias residências. Um absurdo! A Zona Azul chegou na Av. Duque de Caxias, abaixo da JK, em toda a Av. Bandeirantes e logo estará na Rua Maringá. Muito louvável o propósito e a destinação dos seus recursos, mas a partir do momento que presenciamos a falta de moderação na sua cobrança nos sentimos roubados através dos Flanelinhas da prefeitura. Aonde estão indo os impostos que pagamos para atender o social? Acho que, ou se reduz o valor cobrado pela hora estacionada ou se delimita apenas a região central para sua cobrança. Mesmo porque, é oportuno lembrar-se que as ruas não são propriedade da prefeitura e sim da população!
- HUMBERTO FRANCIS, Londrina
Correção
A foto superior da página 6, Geral, de ontem, refere-se ao deputado federal Talvane de Albuquerque (PFL-AL) e não como foi identificada.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





