O LEITOR ESCREVE
Golpe das TDAs
Sob o título ‘‘Golpe das TDAs já ultrapassa R$ 2 bi’’, a Folha publicou matéria, na edição de domingo, fazendo o maior estardalhaço, com abordagem unilateral. Todos quantos deram depoimento ao repórter Paulo San Martin o fizeram com o firme propósito de desacreditar a classe dos advogados. Triste e equivocada compreensão do trabalho daquele que desenvolve, talvez, a mais nobre atividade da área social - a advocacia. Não pretendo acobertar os mentalmente deformados que poluem nosso meio. Mas entendo ser um desserviço à sociedade espalhar entre aqueles que precisam valer-se das TDAs (Títulos da Dívida Agrária) para pagar suas contas valendo-se de uma faculdade assegurada por lei (Lei nº 9.711, de 20-11-98 - DOU de 21-11-98).
Os senhores procuradores da República nominados na reportagem não deviam ter se prestado a comentários tão próprios dos ‘‘Ratinhos’’ e dos ‘‘Leões’’ que povoam nossa TV. Fica parecendo estejam disputando Ibope. E se os processos mencionados arrastam-se por mais de 20 anos, certamente que a culpa é deles também, e o entendimento nacional é que tal demora tem que ser abolida. O presidente do INSS, Crésio de Matos Rolim, não sabe o que falar. A cada momento manda expedir ordens de serviço, circulares, etc., procurando orientar seus servidores em face das MP emitidas sob o nº 1663, que chegou até 1663-14 em outubro de 98 e foi transformada na citada lei 9.711/98. Mas o que se pode observar é que a cada nova instrução deixa seu pessoal mais confuso e acuado para decidir quanto a aceitar ou não o pagamento proposto.
Assim, não procede o ‘carnaval’ todo que se fez na reportagem citada. As TDAs não foram ainda emitidas porque isto só ocorrerá quando o Judiciário decidir o feito, ou então quando o INCRA se manifestar, conforme o texto legal.
- EDGAR ARANTES VIEIRA, advogado, Londrina
Celular no litoral
Estando no período entre o Natal e o Ano-Novo, em Caiobá, no litoral do Paraná, pudemos sentir mais uma vez a dificuldade que é usar o celular naquela região. Toda vez que algum familiar aqui de Londrina ligava para lá ouvia a resposta da Telepar que os aparelhos se encontravam desligados, quando na verdade permaneciam ligados o tempo todo. As ligações feitas para os amigos que lá estavam também tinham sempre a mesma resposta. Ao encontrarmos os amigos, estes informavam que o celular não estava desligado e que inclusive sentiam a mesma dificuldade de receber ou fazer ligações.
As poucas ligações que conseguíamos fazer eram constantemente interrompidas. Esse problema persiste no litoral desde o início das operações do celular e tínhamos certeza que a Telepar já tinha conseguido sanar o problema que é sentido por todos. No momento que outras operadoras estão começando a entrar com tecnologia mais moderna em todo o Brasil inclusive no Paraná, a Telepar tem que procurar resolver de vez esse problema, dando tranquilidade aos usuários que frequentam ou que residem no nosso litoral.
- CARLOS NELIMA MAGRI, Londrina
UEL
No artigo ‘‘UEL: as melhores perspectivas para 1999’’ do reitor Jackson Proença Testa o reitor mais parece um grande marketeiro. Não fala da crise, nem da política de corte nas IEES, sobretudo na UEL. Parece que os tempos de vacas magras ainda não chegaram na nossa Universidade, o que não é verdade. O ano de 99 nos reserva surpresas, no mínimo, desagradáveis.
- MARCELO FRAZÃO DE BARRROS, diretor do centro acadêmico de Jornalismo da UEL, Londrina
Tarifa de ônibus
Eu até concordo com o aumento da tarifa para R$ 0,80, não é muito caro. Mas deveria ter muito mais ônibus nas linhas, como nas linhas da zona norte e sul. Nos horários de pico o número de passageiros é muito grande. Na linha 405 (Maria Cecília) tem apenas 01 ou 02 ônibus nos horários da manhã e tarde, enquanto no da linha 406 (Aquiles) tem 04 a 06 ônibus um atrás do outro, isto sim é que deveria mudar e não apenas subir a passagem.
- VALDECIR RIBEIRO SOARES, Londrina
Assassinato
Sobre a notícia ‘‘Ex-jogador é preso e confessa que matou taxista’’ publicada anteontem: um indivíduo que teve coragem para pegar um táxi sem dinheiro, matar com dois tiros o taxista, circular pela cidade com o táxi com o corpo no porta malas e depois dormir dentro do carro durante a noite tem que morrer na cadeia.
- JAIR SIENA, Londrina
Folha na Internet (1)
Sou brasileira, residente na Dinamarca e ando navegando na Net à procura de classificados imobiliários (litoral brasileiro, qualquer lugar serve). Os classificados da Folha de Londrina/Folha do Paraná foram o último lugar onde pensei em procurar. Foi uma surpresa, site da Folha é inteligente e bem elaborado, me ajudou bastante. Parabéns.
- LINDA SORENSEN, Dinamarca
Folha na Internet (2)
Excelente o site da Folha, está bem completo e disponibiliza um número grande de informações. Eu mesmo utilizo do site para veicular um anúncio neste diário. Só espero que continue sempre assim, sem cobrar pelo acesso como faz a Folha de São Paulo.
- ÁUREO G. RIBEIRO FILHO, estudante, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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