O LEITOR ESCREVE
Propaganda
Pena que a propaganda enganosa somente é passiva de ser aplicada dentro da relação entre consumidores e empresas. O eleitor, também um consumidor, fica a mercê de sofismas e distorções feitas por competentes marketeiros que fazem os chamados ‘‘informes publicitários’’ das instituições e órgãos públicos. Vincula o governo do Estado do Paraná um ‘‘informe publicitário’’, dando conta que as montadoras multinacionais aqui instaladas são todas boazinhas e só querem o nosso bem. Aduz o ‘‘informe’’ que primeiro os imigrantes estrangeiros aqui vieram para desenvolver o Estado e o Brasil com o seu trabalho, e que hoje estão vindo trazer investimentos e empregos. Dá até a impressão que essas empresas não tiveram incentivo fiscal, doações expressivas até subsídios exagerados. Gastam nosso dinheiro para ficar falando essas asneiras sem o devido esclarecimento que tem que ter o ‘‘informe publicitário’’ governamental. Será que o governador Jaime Lerner declarou austeridade em sintonia com o Governo Federal, somente da boca pra fora e para fazer média? Tenham a santa paciência. Pelo amor de Deus.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina.
Opinião
Sou ator e co-diretor da companhia de teatro Os Satyros. ‘‘Há seis anos tenho vivido entre Brasil e Europa (Os Satyros mantém sede em Lisboa). Por diversas vezes a nossa companhia figurou listas como esta a nível nacional e internacional, em importantes veículos (Folha de São Paulo, Jornal da Tarde, O Globo, Público - Lisboa, The Times - Londres e etc). Nunca, porém, o nosso trabalho foi avaliado em alguma matéria da Folha do Paraná, por exemplo.
Quis dizer estas coisas porque sinto o nosso trabalho aqui no Paraná bastante solitário. Não conseguimos trocar nem discutir. Não há divergências e tudo prossegue num marasmo cultural irritante. Sempre culpei o bairrismo curitibano pela péssima opinião da comunicação social em nosso Estado. É um absurdo que um jornal como a Gazeta do Povo, por exemplo, não tenha uma opinião sobre os fatos que divulga. Todavia, nunca fiz paralelo com a Folha do Paraná - na minha opinião um grande jornal, feito por profissionais sérios e linha editorial clara.
Lamento dizer que não penso o mesmo do caderno de cultura de vocês. Não consigo ver coerência, nem ponto de vista, não existe crítica, discussão... isso deixa-me extremamente triste uma vez que o trabalho que vocês vêm desenvolvendo tem sido de fundamental importância. Quiçá, para o ano, a Folha do Paraná apareça com a Folha Dois estruturada e com o Zeca Correia Leite emitindo opiniões, já que o considero um dos grandes repórteres de cultura do nosso Estado.
- IVAM CABRAL, Curitiba
Funcionalismo
Com respeito a esse tipo de ‘‘moralização’’ que atinge especificamente as categorias menos significativas dentro do próprio quadro de servidores, com referências aos tão perseguidos salários, uma reforma verdadeiramente honesta, deveria ser aquela feita nos princípios morais dos próprios governantes. Eles não reconhecem direitos adquiridos dos funcionários e que foram criados por estes mesmos políticos em outros governos, os quais; estes sim, que entram pobres e saem ricos em apenas quatro anos. Não tem ninguém que lhes possa vir a contestar e cobrar suas responsabilidades. Como exemplo, cito esse governo que aí está, que gasta uma fortuna para publicar meias verdades em campanhas publicitárias (deveria ser proibido qualquer governo fazer propaganda de suas ‘‘obras’’). Enquanto isto, esquece de pagar as precatórias de seus servidores, ganhas na justiça por estes, fruto da incompetÊncia do próprio governante.
- HERALDO BRANCO, Curitiba
Mesbla
É lamentável que o comércio de Londrina esteja indo de mal a pior, tudo por causa deste horário primitivo. Viajo para todo o Brasil e inúmeras cidades possuem o horário de comércio livre, pois cada um sabe qual é o seu cliente-chave. Realmente não queremos que a Mesbla feche as suas portas, pois justamente ali naquele ponto vai ficar um tédio. Além disso vai causar mais desemprego. Temos que lutar de alguma forma para que isto não atrapalhe cada vez mais o desenvolvimento da cidade.
- ADELMO ANTUNES DE LIMA, Londrina
Crime
A respeito da notícia intitulada ‘‘Um crime. Menor ou maior?’, publicada dia 3, acredito que existem ocasiões em que não é possível deixar um marginal à solta. O crime foi bárbaro e este delinquente tem que pagar pelo que fez. Não é por causa de algumas horas que este animal vai responder por ser criança. Ele com certeza sabia o que estava fazendo.
- EDIVAN ABEL MORAES, Ivaiporã
Responsabilidade social
A Cia. Suzano acredita que a soma de pequenos gestos de solidariedade e responsabilidade social pode resultar em melhoria da qualidade de vida. Isto faz parte do cotidiano, através de ações comprometidas com educação, saúde e cultura dos nossos profissionais e das comunidades onde atuamos.
Nossa contribuição para 1999 inicia-se aqui, transformando intenção em ação: a quantia tradicionalmente utilizada na produção dos cartões de Natal será doada, este ano, para o GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. Feliz Ano Novo.
- MAX FEFFER e DAVID FEFFER, diretores da Suzano Papel e Celulose
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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